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Descubra 5 benefícios que os animais de estimação trazem à saúde

Mais do que bons companheiros, pets podem ajudar a prevenir e até detectar doenças
Por: Katarina Bandeira 30/08/2018 - 10:26
 Companheiros divertidos, carinhosos e fofos, os pets fazem bem para a saúde. Foto: Freepik
Companheiros divertidos, carinhosos e fofos, os pets fazem bem para a saúde. Foto: Freepik

Morar com um bichinho de estimação é uma ótima experiência, principalmente para quem gosta de animais. Companheiros divertidos, carinhosos e indiscutivelmente fofos, os pets fazem bem não apenas para o coração, mas também para a saúde. Mesmo que não faltem estudos reforçando os benefícios de ter um parceirinho peludo ou penudo no seu dia a dia, nós separamos alguns motivos paConfira você entrar de vez nessa vivência. ra nossa lista de motivos para deixar um “iti malia” fazer parte da sua vida.

 

Ajuda no combate à depressão

Um estudo publicado na revista científica Journal of Psychiatric Research revelou um significativo quadro de melhora em pessoas com depressão que adotaram animais de estimação. Eles observaram 80 pacientes diagnosticados com a forma grave da doença. Neste grupo, 33 adotaram pets e o resto não. Os resultados mostraram que o grupo com animais teve uma melhora nas taxas de resposta e remissão da condição em comparação ao outro grupo, no qual nenhum paciente respondeu ou remeteu.

Aumento na prática de atividades físicas

Quem tem um cachorrinho sabe o peso que a palavra “passear” tem na felicidade do pet. A vontade de fazer uma visita às calçadas e às pracinhas vai além das necessidades fisiológicas, já que também ajuda a gastar a energia do cão, principalmente se ele passou longos períodos dentro da casa ou do apartamento. Pegar a coleira é o primeiro passo rumo à felicidade do pet e, consequentemente, à vida longe do sedentarismo do tutor.

Melhora a autoestima e reduz o estresse

Sentir o amor de um animalzinho de estimação faz com que você se sinta importante de várias formas. Mesmo os mais independentes, como os gatos, são excelentes companheiros e sabem demonstrar o afeto e o cuidado com os tutores no dia a dia. Na medicina, muitos hospitais liberam a visita de cães, mesmo em unidades semi-intensivas, por considerar que eles exercem uma interferência positiva no processo de cura.

Ao sentir o carinho, o amor e a atenção do pet, o dono de um animal de estimação se dá conta do quão importante ele é para a vida de seu animalzinho. Isso faz com que se sinta também mais confiante em suas próprias capacidades.

Menos alergias

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não há problema em ter animais de estimação quando há crianças na casa. Estudos feitos pelas universidades de Nova York e Wisconsin-Madison mostram que quanto mais cedo os pequenos iniciam o convívio com os pets, menor é a chance de desenvolverem alergias ou doenças respiratórias como a asma. O contato com os bichinhos ajuda a desenvolver um sistema imunológico mais forte, mas, isso se aplica a quando essa convivência é realizada nos primeiros anos de vida da criança, não funcionando como uma “reversão” em casos nos quais a pessoa já é alérgica ao animal.

Alguns cães podem detectar doenças

Parece roteiro de filme, mas não é. Diversos cães ao redor do mundo são treinados para detectar doenças e ajudar seres humanos a não ficarem expostos a riscos causados por enfermidades. Por conta de um olfato muito mais aguçado que o nosso, cachorros treinados podem detectar doenças como câncer (em estágio inicial) e ajudar seus tutores a controlar crises de ansiedade e episódios de hipoglicemia, uma vez que os cães conseguem detectar picos e quedas no nível de açúcar presente no sangue humano. Nos Estados Unidos existe uma organização sem fins lucrativos que fornece cães treinados para diabéticos. A Dogs4Diabetics foi criada por Mark Ruefenacht, diabético do tipo I, depois que seu cão o avisou sobre uma crise de hipoglicemia. Ele percebeu que talvez outros animais tivessem, se treinados, condições de identificar o episódio e ajudar outras pessoas.


 

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Prevenir é realmente o melhor remédio?

Medicina preventiva busca reduzir incidências de doenças e pode ser feita em qualquer fase da vida
Por: Katarina Bandeira 23/08/2018 - 15:06 - Atualizado em: 23/08/2018 - 15:46
“Todo mundo que realizou o teste do pezinho fez um procedimento de medicina preventiva”, afirma geneticista. Foto: Pixabay
“Todo mundo que realizou o teste do pezinho fez um procedimento de medicina preventiva”, afirma geneticista. Foto: Pixabay

Há um ditado que diz “é melhor prevenir do que remediar”. Para quem não conhece, a máxima alerta que tomar uma atitude para resolver algo, antes que uma coisa ruim aconteça, é melhor do que procurar soluções para suas consequências. Ao pé da letra, a frase chama atenção para a importância da prevenção quando tratamos da saúde, atitude aconselhada por boa parte dos profissionais ligados à medicina. Mas, será mesmo que dá para prevenir todas as doenças? Conversamos com o pesquisador e geneticista, Michel Naslavsky, para descobrir se prevenir é mesmo o melhor remédio. Confira!

 

O que é medicina preventiva

Apesar de ser difícil adivinhar quando vamos adoecer e quais doenças teremos no futuro, antecipar algumas enfermidades é um caminho possível. Para isso, não há bola de cristal ou cartomante, mas exames específicos que apontam mutações em nosso organismo e colocam em evidência possíveis doenças, de base genética ou relacionadas ao nosso estilo de vida. A prática, ainda pouco comum entre os brasileiros, chama-se medicina preventiva e é tão necessária quanto eficaz.

“Medicina preventiva na verdade é um conceito. Ela engloba todas as atitudes e ações que são tomadas por pessoas saudáveis para descobrir uma doença ou seus riscos até remediar com menos efeitos colaterais”, explica Michel Naslavsky, que aponta para procedimentos realizados desde a mais tenra idade, como o Teste de Guthrie, com sangue coletado do pé de bebês recém-nascidos. “Todo mundo que realizou o teste do pezinho fez um procedimento de medicina preventiva, quem tomou vacina também”, afirma.

Para Michel, não há idade certa para começar a se precaver e a prevenção de doenças pode ir desde a parte de higiene básica - como asseio, que previne doenças infecciosas e de pele, até a medicina P4, também chamada de prevenção quaternária  (preditiva, preventiva, personalidade e participativa). Na medicina P4 são feitas ações para proteger o indivíduo de intervenções médicas invasivas. “Ela expande o conceito para outros tipos de agregação de informação em saúde em prol de reduzir o prejuízo social, mental e de recursos aplicados à área”, explica.

Mais do que uma consulta

Porém, antes de ir marcando uma visita ao consultório do seu clínico é preciso entender que, mesmo com os avanços da medicina, nem tudo é passível de prevenção. “As atitudes preventivas incluem as idas aos médicos, mas não apenas isso”, afirma o geneticista, que defende que mais do que furadas e exames o paciente precisa se informar a respeito de sua condição.

“O maior segredo da evolução da medicina é o acesso à informação. As pessoas precisam saber sobre as doenças, os riscos que elas passam e tudo aquilo que pode ser preventivo em relação a cada uma dessas ameaças. Na nossa área de genética humana tentamos atender as pessoas que têm doenças genéticas e seus familiares, fazer um diagnóstico preciso e a partir daí minar o risco de recorrência daquela enfermidade e eventualmente mostrar o que é possível fazer para não passá-la”, explica.

O caso Angelina

Em 2013, a atriz hollywoodiana Angelina Jolie realizou uma dupla mastectomia para se prevenir contra o câncer de mama. O procedimento não é comum, principalmente pela idade da americana, que tinha 38 anos na época, mas foi realizado devido ao alto risco dela desenvolver a doença. A atriz removeu as mamas após um exame genético para descobrir se tinha a mesma mutação que sua mãe e tia, que morreram vítimas de câncer de mama antes da idade aconselhada pelos médicos para a prevenção.

“No caso das doenças genéticas, uma vez que a pessoa tem a mutação de dano grave que cause a enfermidade não há uma prevenção. Nesses casos é feito um aconselhamento genético. Todo mundo tem mutações, mas elas só fazem sentido se estiverem num contexto químico”, explica Michel, que recebeu várias marcações de consulta após a divulgação do caso da atriz. “Procedimentos preventivos devem levar em consideração o fator idade, histórico familiar e ambiente que a pessoa vive. Câncer de mama e ovário têm alta incidência em mulheres a partir dos 45 anos, por exemplo, por isso OMS (Organização Mundial de Saúde) sugere que se monitorem mulheres a partir de uma certa idade”, reforça.

No caso de Angelina, os médicos detectaram que ela tinha 87% de chance de desenvolver a doença. Porém, o caso é uma exceção. “O ideal é que todas as pessoas tenham um clínico geral. A ideia do SUS de ter um médico da família é fantástica, porque é um profissional para acompanhar aquela família e ver do que aquelas pessoas se queixam. É preciso observar”, finaliza.

 

E você? Costuma ir à médicos checar sua saúde? Conte nos comentários quais são as medidas preventivas adotadas na sua rotina!

 

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5 brincadeiras folclóricas que marcaram gerações

Peteca, amarelinha, pião, bola de gude, elástico. No Dia do Folclore, celebrado nesta quarta-feira (22), relembre as recreações que sobrevivem até hoje na cultura popular do Brasil
Rebeca Ângelis Por: 22/08/2018 - 08:50 - Atualizado em: 22/08/2018 - 15:42
5 brincadeiras folclóricas que marcaram gerações
5 brincadeiras folclóricas que marcaram gerações

Peteca, amarelinha, pião, bola de gude, elástico. Se você reconheceu algumas dessas brincadeiras (ou até mesmo todas), parabéns! Provavelmente, teve uma infância para lá de boa, marcada pela tradição do folclore brasileiro.Reflexo de várias gerações, essas brincadeiras se inserem na definição de folclore, por sobreviver ao tempo e a uma cultura mantida de várias regiões do país.

Em geral, muitas delas existem há décadas ou até séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a época, sem deixar a essência de lado. É, sobretudo, uma cultura mantida com ensinamentos passados às crianças, de pais que, outrora, herdaram com seus avós e assim sucessivamente. No cenário atual, mais urbanizado, industrializado e informatizado, a tendência é que muitas dessas brincadeiras tradicionais se percam espaço e entre as preferências das crianças das próximas gerações.

Para ressaltar a importância desse valor cultural e garantido nas tradições do folclore,  comemorado nesta quarta-feira (22), separamos uma lista para lembrar porque elas devem ser eternizadas. Confira!

1-Forca: salvem as cabeças 

Um dos jogos mais antigos entre as tradições, a forca consiste em uma brincadeira onde o jogador tem que acertar qual é a palavra proposta, tendo como dica o número de letras e o tema ligado à palavra. A cada letra errada, é desenhada uma parte do corpo do enforcado. O jogo é concluído quando alguém acerta a palavra secreta ou quando o número de erros forma de um corpo completo de um boneco na forca.

Algumas teorias argumentam que a brincadeira foi criada na Inglaterra Victoriana. Especialistas ainda defendem que o jogo da forca ajuda as crianças a ultrapassar problemas de dislexia.

2- Amarelinha: o céu é o limite 

Maré, sapata, avião, academia, macaca ou amarelinha. Sua origem veio do francês “marelle”, que aos ouvidos portugueses soava como diminutivo de amarelo, amarelinha. A palavra original se referia a um pedaço de madeira, ficha de jogo ou pedrinha. Esses objetos eram usados no jogo para marcar o progresso do jogador.

Se destaca pelo chão desenhado em uma sequência de quadrados, geralmente de 1 a 10, onde os jogadores, com uma pedra, deve acertar na casa dos números em sequências e ir pulando (com um e dois pés) cada quadra, até chegar no final.

Ao final, alcança o céu quem conquistar todos os números e pular sem pisar fora ou na quadra que está lançada a pedra.

3- Cabo de guerra: a união faz a força

Surgida em cerimônias e cultos, de países como Egito, índia, Coreia, Japão, Havaí, entre outros, o cabo de guerra é uma brincadeira utilizada com uma corda. A dinâmica funciona através da formação de dois grupos adversários. Eles desenham um limite no chão e puxam até que alguém passe da linha demarcada. O grupo que conseguir aplicar mais força vence a partida.

4-Cabra Cega: de onde vens/para onde vou? 

Talvez você até tenha esquecido dessa, justamente porque são poucos os que brincam por aí. Mas quando se começa a brincadeira de Cabra-cega é animação na certa (até com adultos). O jogo já parte da história, desde a época da Idade Média, em que  já era aplicada como forma de recreação.

A brincadeira acontece quando uma pessoa tem olhos vendados com um tecido e sai a procura dos outros integrantes, no intuito de descobrir quem é. Todas a vezes que a “cabra cega” acertar o nome da pessoa tira a venda dos olhos, venda a pessoa encontrada, que se torna a "cabra cega", e recomeça toda a diversão.

5-Dança da cadeira: gira, gira, gira!

Numa espécie de “salve-se quem puder”, essa é uma dinâmica que faz sucesso até hoje entre crianças e adultos. O jogo consiste numa roda de cadeiras e outra de pessoas, com uma quantidade a menos de assentos em relação aos indivíduos participantes.

Enquanto uma música toca, todos devem circular pelo espaço e ficarem atentos para, quando a música parar. O jogador que não conseguir uma cadeira é eliminado e o jogo continua. Dessa vez, com menos assentos, até que uma última pessoa consiga garantir o seu lugar e tornar-se vencedora.

Quer saber mais sobre o poder das brincadeiras na educação? Conheça o curso de Pedagogia da UNG/Univeritas!

 

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6 dicas para organizar seu canto de estudo e se dar bem neste semestre

Se você é desses que tenta estudar, mas tem dificuldades saiba: nada está perdido!
Rebeca Ângelis Por: 21/08/2018 - 09:47 - Atualizado em: 21/08/2018 - 14:16
6 dicas para organizar seu canto de estudo e se dar bem neste semestre
6 dicas para organizar seu canto de estudo e se dar bem neste semestre

Conseguir se concentrar na hora dos estudos nem sempre é uma tarefa fácil. Principalmente, em meio a distrações como celular, televisão e várias outras atividades que se acumulam durante o dia. Outra inimiga nessas horas é a bagunça, que consegue atrapalhar qualquer bom rendimento.

Se você é desses que tenta estudar, mas tem dificuldades devido aos itens citados acima, saiba: nada está perdido! Tudo tende a fluir quando você opta pela organização e aprende melhor a definir suas horas de dedicação às disciplinas. Para alcançar bons rendimentos, é sempre bom começar pela raiz do problema: organização.

Quando você otimiza suas demandas, as ideias, metas e resultados tornam-se cada vez mais positivos. Sendo assim, que tal começar este segundo semestre dando um up no seu canto de estudos? Separamos uma lista com 6 dicas básicas que comprovam: é possível se organizar e conseguir boas notas. Confira!

1-Escolha um espaço limpo e organizado

O lugar que você escolhe para estudar interfere muito no sucesso de seu aprendizado. De nada adianta trabalhar a mente em um local com bagunça e com coisas em excesso que, na maioria das vezes, só atrapalha na concentração. Por isso, uma das primeiras regras é ter um cantinho organizado, com a sua cara. Vale um espacinho no seu quarto, um lugar na sala, uma varandinha improvisada, qualquer lugar. O que importa mesmo é ser um lugar que você possa se concentrar e organizar seus objetos de estudo.

Faça desse local escolhido um “santuário” aconchegante e limpo. Tenha por perto apenas o que você irá precisar, descarte os papéis que não servem mais e guarde os demais que lhe são úteis.Crie um mural no seu cantinho para colar recadinhos e conceitos importantes, assim sempre ficará visível.

2- Estude em uma mesa

Se fosse para assistir uma boa série ou filme, certamente, a posição deitada ou inclinada seria uma boa pedida. Mas quando se trata de manter o foco nos estudos, a dica é a velha mesinha, em prol da boa postura.

Quando você estuda deitado o sono e a moleza logo batem e toda sua concentração te leva a desmotivação em concluir o aprendizado. Já sentado, com postura correta e em uma cadeira confortável, a aprendizagem aumenta e você se sente mais motivado no que está fazendo.

3-Afaste coisas que lhe tiram o foco

Na hora de estudar a regra a cumprir é: foco no aprendizado! E para não sair da linha vale afastar todas as tentações que possam lhe roubar a atenção. Estude por pelo menos duas horas mantendo a distância de barulhos, dos equipamentos eletrônicos em geral, principalmente do celular, objetos visuais que tirem sua vista dos livros, ou a própria bagunça. Trabalhe sua mente para separar as coisas na hora dos estudos, essa regra é fundamental para não sair da linha e perder o foco.

4-Crie um calendário com cronograma semanal

Não é questão de ser metódico, o que vale é ser organizado. Sendo assim, montar um calendário semanalmente com suas demandas e atividades de estudo é uma tarefa mega importante. Vale colocar na parede, deixar marcado em destaque alguns detalhes importantes e frisar em todo campo visual de seu canto de estudos para que você não esqueça de executar nada.

Mas se liga! É importante também definir com prudência o que você, dentro de seu tempo, vai conseguir fazer em cada dia determinado.

5-Ouça música enquanto estuda

Alguns especialistas já comprovaram que ouvir música enquanto se estuda ajuda absorver melhor o conteúdo. Além disso, facilita na forma de relaxar descansar a mente enquanto se trabalha a leitura. Sendo assim, à todos os amantes do bom e velho fone de ouvido, vale a dica! Opte por músicas instrumentais, que auxiliam na concentração e não te fazem perder o foco cantando qualquer refrão.

Em geral, elas agem na frequência cerebral, deixando o pensamento mais fluido e a mente mais propensa ao foco, diminuindo a intensidade das ondas cerebrais. Se você ainda não é um adepto dela concomitante aos estudos, vale a tentativa!

6-Tenha corpo e mente sãos

Da mesma forma que você escreve para lembrar das disciplinas que não quer esquecer, pode fluir quando você criar lembretes positivos. São as frases positivas que irão te motivar a persistir em seus objetivos diários, mesmo quando faltar aquela disposição.

Portanto, se achar aquela frase incrível que sempre  te motiva a ser mais forte, escreva, releia algumas vezes no dia e até reflita sobre. Antes e depois dos estudos, aproveite também para se alongar e relaxar. Afinal, agregar exercícios pode ser uma coisa incrível. Depende apenas de você!

Curtiu nossas dicas? Deixe seu comentário! Compartilhe com os amigos para que eles possam organizar o cantinho ideal de estudos também.

 

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Medo de contraste? Saiba mitos e verdades sobre como esse exame funciona

Diagnósticos de difícil precisão são detectados por meio desse tipo de exame
Rebeca Ângelis Por: 13/08/2018 - 12:17
Medo de contraste? Saiba mitos e verdades sobre como esse exame funciona
Medo de contraste? Saiba mitos e verdades sobre como esse exame funciona

Fazer qualquer tipo de exame já causa certa tensão nas pessoas. Quando se trata do procedimento de contraste, então, o medo é ainda maior. Justamente porque sempre existiram várias teorias de efeitos adversos sobre como ele age no organismo, mas que nem sempre são verdades. O contraste consiste naquela substância transparente usada para detectar diagnósticos de difícil precisão.

Em grande parte das vezes, a realização tradicional do exame já possibilita ao radiologista, por exemplo, diagnosticar o que ele precisa, mas existem casos em que os vasos sanguíneos, órgãos e demais tecidos não ficam tão claros quanto se esperava.

E é aí que entra o contraste que, a depender da técnica, é realizado como exame para obtenção de difíceis imagens que melhor capturam órgãos como estômago, duodeno, útero, etc.

Nem sempre os riscos a que se referem ao contraste são verdadeiros e as pessoas precisam procurar saber mais antes de passar pelo exame. “A falta de clareza sobre os verdadeiros riscos é um dos principais fatores que, talvez, até atrapalhe as pessoas na hora de desvendar alguma ‘doença silenciosa’”, explica Celso Alvez Pereira, professor e coordenador de Radiologia da UNG. Ele assegura que a dica é procurar saber cada vez mais e fazer sem medo, em busca do tratamento mais adequado em prol de sua saúde.

Entender melhor qual sua real importância e suas eventuais contra-indicações é  fundamental para poder superar esse medo e, por consequência, aumentar muito a precisão dos diagnósticos. Para esclarecer mais sobre os mitos e verdades acerca do contraste, confira alguns esclarecimentos que o professor Celso Alvez definiu. Confira!

O procedimento dói? - Mito

Celso explica que, assim como alguns exames, o contraste por acesso venoso precisa da introdução da agulha nas vias venosas, o que pode causar um certo desconforto para quem tem medo das injeções. Mas garante que o procedimento em si do contraste, na detecção de diagnósticos é indolor.

A precisão do diagnóstico através desse exame é melhor e a única forma de detectar certas patologias? - Verdade

Existem diagnósticos patológicos, como tumores, que não são possíveis de detectar por exames simples. Com o auxílio do contraste é possível de encontrar com mais precisão, além de descobrir muitas vezes a irrigação do sangue que tem dado origem a determinada doença.

O exame de contraste traz danos ao organismo? - Mito

Com algumas mudanças tecnológicas, visando a melhoria deste exame, o contraste não iônico foi implantado e o professor garante o risco dele agredir o organismo é mínimo. “Hoje  todos os hospitais que trabalham com qualidade incluem enfermeiros e técnicos de enfermagem nesses serviços, diminuindo quaisquer riscos para os pacientes”, afirma Celso.

Ele ressalta ainda que vale um cuidado maior para quem faz uso do medicamento letiformina, que deve ser suspenso temporariamente para se submeter a exames como esses.

É o exame mais preciso? - Verdade

Todo exame que necessita de um diagnóstico por imagem para visualização, ganha mais exatidão para tratamento por meio de contraste.

O paciente pode escolher se pode usar o contraste ou não? - Verdade

Na hora do procedimento, o paciente pode optar por um outro exame para detectar seu real diagnóstico. No entanto, o professor ressalta que a precisão do exame de contraste é primordial para desvendar certas doenças.  

Ficou interessado em saber mais sobre este assunto? Conheça também a disciplina de Técnicas para Diagnóstico de Imagens, através do curso de Radiologia da UNG!

 

 

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O que significa ser pai no Brasil?

Apesar do Dia dos Pais, comemorado neste domingo, ser uma data de celebração, mais de cinco milhões de crianças permanecem sem o nome dos progenitores no registro
Por: Katarina Bandeira 11/08/2018 - 14:29
Acompanhar o progresso dos filhos é uma experiência única que precisa ser compartilhada. Foto: Freepik
Acompanhar o progresso dos filhos é uma experiência única que precisa ser compartilhada. Foto: Freepik

“Pai é quem cria”, diz o dito popular que, passado de geração em geração, tenta ensinar um pouco sobre parentesco socioafetivo. Culturalmente, a educação dos filhos sempre foi colocada como uma responsabilidade da mulher. Se algo desse errado e a criança saísse aquém das expectativas da família era a ela que a sociedade deveria culpar. Ao homem cabia apenas prover o sustento da casa e de seus ocupantes. Dele não se poderia esperar grandes afagos, ajuda nas tarefas escolares, idas ao médico, brincadeiras ou outras atividades que envolvessem o universo infantil. A criança podia ser a cara do pai, mas era encargo da mãe.

Talvez isso parecesse funcionar no passado quando confinadas ao ambiente doméstico as mulheres eram designadas aos papéis de educadoras, mães e esposas em período integral. Porém, em tempos modernos, quando 40% das famílias brasileiras é chefiada por representantes do sexo feminino (de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea), essa construção social parece ter cada vez menos resultados. Além disso, o número de crianças que crescem sem a presença dos pais também é grande e expõe uma realidade paterna que não deve ser celebrada, mas existe.  

Pai de papel e papel de pai

Recentemente, durante a Copa do Mundo, chamou atenção da mídia o fato de que seis dos onze titulares da seleção cresceram sem suporte do pai biológico. E esse não é um fato isolado. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o último Censo Escolar, realizado em 2011, mostrou que há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento.

O abandono da figura paterna pode ter inúmeras causas, que vão desde a fuga das obrigações financeiras até a recusa a participar ativamente da criação do descendente. Porém, a Justiça Brasileira trabalha cada vez mais para mudar essa realidade. “Hoje em dia, o direito hoje tenta equiparar a figura do pai a da mãe, já que antigamente ele era visto como uma pessoa que ia trabalhar e participava da vida do filho só financeiramente”, explica o advogado Marcos Lopes, reforçando que mudar os papéis sociais é fundamental. “Atualmente, a Lei tenta tirar essa imagem que a esposa é a dona de casa e o homem é quem sai para trabalhar, inclusive, acrescentou-se a obrigação da guarda compartilhada para ambos. Claro que podem ocorrer situações específicas, mas o estímulo existe”, afirma.

Direitos e deveres

Os direitos e deveres de pai e mãe são iguais e consistem em proporcionar o bem-estar de seus filhos. Em caso de separação é garantida a manutenção de direitos ainda na gravidez, sempre buscando o conforto da criança. “O pai tem o dever de proporcionar os chamados alimentos gravídicos, que englobam desde a alimentação da gestante até o custeio de exames médicos, medicamentos e até outras medidas que a justiça julgue necessária. Após o nascimento há também o pagamento da pensão alimentícia devida aos filhos”, conta Marcos Lopes.

Caso continuem juntos, os pais devem dividir as atividades relacionadas ao bebê. Acompanhar seus progressos é uma experiência única que precisa ser compartilhada e traz grande satisfação para todos, principalmente porque pai e mãe são os primeiros exemplos concretos que os filhos têm para construírem seu aprendizado.

Ninguém é obrigado a amar

Mesmo que a Lei garanta o sustento da criança, em muitos casos não é possível trazer a figura paterna para o dia-a-dia infantil. A ausência ou a obrigatoriedade da visita sem que ela seja um desejo de ambos (pais e criança) pode acarretar em danos psicológicos irreversíveis. “Quanto a questão do abandono afetivo, ninguém é obrigado a dar amor. A lei exige que o pai dê todas as condições de assistência ao filho, mas não pode obrigar ninguém a amar. O que se pode fazer é reparar os danos causados pela ausência de amor” finaliza o advogado.


 

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Dia Internacional dos Povos Indígenas: momento de orgulho e luta

O principal propósito da data é lembrar a inclusão dessa população nos direitos humanos, no entanto muitos desafios ainda precisam ser enfrentados
Por: Henrique Nascimento 09/08/2018 - 12:14
Dia Internacional dos Povos Indígenas: momento de orgulho e luta/Paulo Uchôa/LeiaJáImagens
Da esquerda para a direita: Witxô Fulni-ô, Eliz Pankararu e Tarisson Nawa
Os povos indígenas estão presentes em todos os estados brasileiros. São mais de 896 mil pessoas de acordo com os dados do censo, realizado pelo IBGE, em 2010. A diversidade é a marca dos povos originários, compostos por mais de 200 etnias. Ao contrário do que foi estabelecido no imaginário popular, eles não estão restritos às ocas, à utilização de adereços e ao isolamento social. Os indígenas ocupam diversos espaços e resistem enfrentando a violência física e de seu patrimônio.
 
O Dia Internacional dos Povos Indígenas tem como principal propósito lembrar a inclusão dessa população nos direitos humanos. A data, 09 de agosto, foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em referência a primeira reunião do Grupo de Trabalho das Nações Unidas, sobre Populações Indígenas, realizada em Genebra, em 1982.
 
Em 2018, é celebrado o 11º aniversário da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, aprovada em 2007 pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O documento estabeleceu padrões mínimos de sobrevivência, dignidade e bem-estar para os povos originários de todo o mundo. No entanto, muita coisa ainda precisa ser alcançada num embate que também é antirracista.
 

Tarisson Nawa/Paulo UchôaO racismo também atinge indígenas

A população indígena também está sujeita ao racismo. No entanto, ele se materializa de formas diferentes com os negros e com os indígenas. Tarisson Nawa, índio Nawa estudante de Jornalismo, explica que como a figura do que é ser indígena no Brasil está ligada a características físicas específicas, um fenótipo, quem as possui é associado a um estereótipo racista do índio preguiçoso, atrasado e selvagem. Além disso, o estereótipo oculta a pluralidade étnica dos povos originários que não se restringem a esse fenótipo.
 

Quando a vida indígena é redefinida violentamente

O racismo tem a capacidade de passar de uma dimensão simbólica, do imaginário, para gerar consequências reais. Dentro e fora das aldeias elas podem ser medidas nos índices de violência contra indígenas. Em 2016, foram registrados 118 óbitos por agressões, negligências e maus tratos em 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Só no povo Yanomami foram registrados 44 óbitos por agressões, no ano em questão, contra 59 óbitos no ano anterior, 2015. Totalizando 103 mortes em apenas dois anos.
 
Não é possível quantificar quais agressores são índios ou não-índios. No entanto, segundo o relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Terra Indígena Yanomami vem sofrendo com a entrada de armas e invasões recentes, principalmente de garimpeiros.
 

A relação do indígena com a terra

Maike Sá/Paulo Uchôa“Quando se fala em demarcação de terras indígenas as pessoas sempre vão achar que o pessoal quer terra simplesmente como forma de latifúndio. [...] Pouco se conhece sobre [...] a forma como os indígenas se relacionam com seus territórios”, afirma Witxô Fulni-ô. Ele explica que, quando o território é reivindicado, não se trata de querer mais terra, mas de ter direito de se relacionar com toda a ancestralidade do local.
 
Em setembro de 2017, 40,86% (530) das terras reivindicadas para demarcação de territórios indígenas estavam sem nenhuma providência administrativa para sua regularização. De 2015 para 2016, a quantidade de terras demarcadas passou de 1.113 para 1.296. Um avanço muito pequeno para o número de solicitações feitas. Os dados da Funai e do Cimi evidenciam a omissão e a demora dos órgãos públicos nos processos de delimitação e proteção de terras indígenas. Esses espaços estão sujeitos a invasão possessória feita de forma violenta, provocando aumento no número de assassinatos de indígenas.
 
Witxô Fulni-ô associa esse problema ao campo da educação, uma vez que ensino básico brasileiro constrói um estereótipo do indígena, sem que sejam levadas em consideração suas verdadeiras práticas, crenças e particularidades culturais.
 

Eliz Pankararu/Paulo UchôaUm educação indígena feita por indígenas

Mulher negra e indígena, Eliz Pankararu destaca uma conquista recente que é o ensino escolar com uma educação indígena. São professores com formação em Pedagogia que pertencem aos povos originários e possibilitam às crianças uma educação nas aldeias. Contudo, em 2016 foram registrados por diferentes órgãos 38 casos de desassistência na área da educação escolar indígena. As principais denúncias estão relacionadas a precariedade das escolas, atraso nos salários dos professores e a falta de transporte para os alunos. 
 
Eliz, na sua formação, frequentou escolas com professores não-índios. Ela revela ter passado por situações onde a sua capacidade de aprendizado foi questionada devido a sua posição sócio-econômica. Acontecimentos como esse destacam a importância de mudanças em todos os níveis educacionais. 
 
Eliz Pankararu, Witxô Fulni-ô e Tarisson Nawa, enxergam a transformação na educação como um caminho para que o indígena tenha sua identidade respeitada no Brasil. Isso pode ser feito através de modificações na forma que o indígena é representado no ensino e na “produção de pesquisa com as populações indígenas e para [elas]. E não aquela velha ciência moderna, numa perspectiva que se apropria de uma determinada realidade para construir conhecimento, mas não tem nenhum compromisso de devolutiva”, pontua Eliz que é doutoranda do curso de Serviço Social.
 

Confira o vídeo especial para esta data:

 

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5 documentários brasileiros clássicos que você precisa assistir

Nesta terça-feira (7), data em que se comemora o Dia Nacional do Documentário Brasileiro, separamos uma lista de peso, com autores de roteiros que já são considerados clássicos da realidade artística
Rebeca Ângelis Por: 07/08/2018 - 11:08 - Atualizado em: 07/08/2018 - 11:10
5 documentários brasileiros clássicos que você precisa assistir
5 documentários brasileiros clássicos que você precisa assistir

Que as histórias de filmes emocionam e nos prendem muita gente já sabe e vivencia. Assim também é o poder dos documentários que vão além da ficção e exibem a verdade em sua forma artística. Nele, os autores dão ênfase a uma representação subjetiva ou parcial do mundo real. É nos documentários que os telespectadores se aproximam do que, de fato, existe. Dentro da sétima arte, seu poder ultrapassa limites e permite que nossas memórias e vivências estejam além.

Nesta terça-feira (7), data em que se comemora o Dia Nacional do Documentário Brasileiro, separamos uma lista de peso, com autores de roteiros que já são considerados clássicos. A exemplo de nomes como Marcos Prado, Andrea Tonacci, José Padilha e vários outros. Confira e não deixe de assistir!

1- Serra da Desordem

Lançado em 2006, com direção de Andrea Tonacci, o roteiro conta a história de Carapirú. Um índio nômade, que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante 10 anos ele perambula sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2000 km de distância de sua fuga inicial.

O filme acompanha sua trajetória de quando é levado para Brasília pelo sertanista Sydney Ferreira Possuelo, em uma semana ele se torna manchete por todo país e centro de uma polêmica entre antropólogos e linguistas em relação à sua origem e identidade. Em busca de suas origens, ele reencontra um filho, retorna ao Maranhão e lida com as diferenças de sua vida nômade.

2- Ônibus 174

Um sequestro em um ônibus, que aconteceu  em 12 de junho de 2000, na Zona Sul do Rio de Janeiro, chocou o mundo. O enredo se baseia nas imagens do momento, entrevistas e documentos oficiais de tudo sobre o caso. Concomitante aos momentos de tensão, a história também busca mostrar como era a vida do sequestrador, como um comum menino de rua carioca que se transforma em bandido. Em dualidade de narrativas, o documentário analisa razões que resultam em um Brasil tão violento. O filme foi lançado dois anos depois do ocorrido, pelos diretores José Padilha e Felipe Lacerda.

3-Ilha das Flores

Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. O filme segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos.

O curta foi escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989 e mostra, de forma ácida e com uma linguagem quase científica, como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos. Em 1995, Ilha das Flores foi eleito pela crítica europeia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século.

4-Estamira

Na verdade nua e crua, o filme exibe a história de Estamira Gomes de Sousa. Uma mulher de 63 anos que possui distúrbios mentais e há 20 anos trabalha em um aterro sanitário, no Rio de Janeiro. O local que recebe mais de oito mil toneladas de lixo da cidade do Rio de Janeiro, diariamente, é também sua moradia.

Seus diálogos misturam-se a frases filosóficas e poéticas, em meio a confusão mental. Ela analisa questões de interesse global com lucidez e permite que cada ser humano repense sobre seu tipo de loucura que o caos da vida ao redor lhe proporciona. O documentário foi lançado em julho de 2006 e tem direção de Marcos Prado.

5- O Prisioneiro da Grade de Ferro

Depois de aprender técnicas de filmagem, em um curso dentro do presídio, detentos encarcerados no maior centro de detenção da América Latina documentam seu cotidiano.

No registro frio e sem maquiagens, a realidade carcerária chega a chocar, devido a condições precárias que são obrigados a sobreviver, dez anos após acontecimentos de um dos episódios mais sangrentos da história do Brasil, o Massacre do Carandiru, que custou a vida de mais de uma centena de detentos.

O enredo realístico chegou a ganhar vários prêmios internacionais. A direção, roteiro e produção é de Paulo Sacramento. Seu lançamento ocorreu em 2003.

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Vai para Faculdade de bicicleta? Descubra quais cuidados tomar

Veículo é forma saudável e sustentável de locomoção, mas exige cuidados
Por: Katarina Bandeira 06/08/2018 - 10:28
Ir à aula de bicicleta é uma alternativa saudável que pode ser incorporada na sua rotina. Foto: Freepik
Ir à aula de bicicleta é uma alternativa saudável que pode ser incorporada na sua rotina. Foto: Freepik

É possível driblar o trânsito caótico da sua cidade, ajudar o meio ambiente e cuidar da saúde, tudo isso a caminho da faculdade. Sabe como? Pedalando. Ir à aula de bicicleta é uma alternativa saudável que, além de ajudar a economizar com passagens e combustível, ainda colabora com o combate contra à poluição.

Tudo bem que, nos dias atuais, comprar uma bike não é lá algo muito barato, porém, depois do investimento inicial os ganhos a longo prazo são recompensadores. Se você quer começar esse hábito cheio de benefícios nós te damos as melhores dicas para iniciar o semestre com qualidade e segurança. Confira!

Um kit para andar na magrelinha

Mesmo que você tenha achado a bicicleta dos seus sonhos, ela sozinha não é suficiente para uma experiência segura. Para começar o semestre pedalando pela sua cidade você precisa preparar seu meio de transporte.

Equipe a bicicleta e você mesmo

Se você vai rodar pela cidade é importante que sua magrela tenha espelho, buzina e iluminação. Estes itens são obrigatórios por lei e devem ser instalados o quanto antes. O uso do capacete não é obrigatório, ao contrário do que muita gente pensa, porém, recomenda-se que seja utilizado para o amortecimento de quedas, já que o item diminui a chance de traumatismo craniano.

Compre um cadeado

Nem sempre é possível encontrar um estacionamento seguro para sua bike. Por isso, uma das primeiras coisas que você deve fazer é conseguir um cadeado de bicicleta. Ele fará com que sua magrela permaneça segura enquanto estiver estacionada.

Prefira modelos com bagageiro ou cestinha

Levar uma mochila ou bolsa pesada enquanto pedala pode dificultar o equilíbrio durante o trajeto. Por isso, ao escolher um modelo de bike prefira aqueles que já vem com bagageiro ou cestinha. Além de facilitar na hora do transporte, também evita que você entre na aula com a roupa amassada.

Umas dicas para você

Encontre uma rota segura

Antes das aulas começarem teste algumas rotas para chegar à faculdade. Nem sempre é indicado ao ciclista andar por vias de muito movimento, a rota ideal geralmente envolve ruas paralelas e de pouco movimento. Elas podem deixar o percurso mais longo, mas com certeza a quantidade mínima de carros deixará mais seguro. Além disso, o uso de ciclovias é fundamental para fazer um caminho sem sustos.

Durante a escolha da rota também verifique o fluxo de carros. É possível que a rota que você escolheu para ir à faculdade tenha mais trânsito na ida do que na volta e aí, uma opção para não perder tanto tempo, é fazer rotas diferentes para chegar e sair da instituição.

Aprenda a fazer reparos simples

Saber consertar sua própria bicicleta é, com o perdão do trocadilho, uma mão na roda. Então, que tal aprender a fazer pequenos reparos, para situações emergenciais? O conhecimento para driblar situações simples pode fazer com que você economizar, ao invés de ir em uma oficina.

Beba água e use roupas leves e coloridas

Como toda atividade física você vai transpirar bastante durante o percurso. Por isso é importante ter sempre uma garrafinha de água para manter-se hidratado. No verão, roupas leves servem para manter a sensação de frescor. Leve em consideração peças coloridas, que além de não absorverem tanto o sol,  vão ajudar você a se destacar no trânsito.

 

Gostou das nossas dicas? Então o que você acha de começar a pedalar rumo à universidade? Faça nosso vestibular!

 

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Capoeira: um jogo de resistência e cultura

No Dia do Capoeirista, lembrado nesta sexta-feira (3), saiba como esses guardiões evoluem, ao mesmo que preservam esse legado até os tempos atuais
Rebeca Ângelis Por: 03/08/2018 - 08:47 - Atualizado em: 06/08/2018 - 14:42
Capoeira: um jogo de resistência e cultura
Capoeira: um jogo de resistência e cultura
"Capoeira é muito mais que uma luta, capoeira é ritmo, é música, é malandragem, é poesia, é um jogo, é religião”, já dizia Mestre Pastinha - um dos primeiros guardiões da tradição praticada no Brasil. E, seguindo seus ensinamentos, muitos adeptos continuam mantendo-na como forma de ideologia, a exemplo do grupo de Capoeira Angola N’golo N’guzo, situado na cidade Alta de Olinda. 
É noite de segunda-feira e, aos poucos, o salão começa a se encher de alunos para a aula do Mestre Marcelo Baia - professor de capoeira há 40 anos. A turma, que outrora era formada apenas por homens, hoje se contrapõe ao antigo cenário e agrega mulheres e crianças, todos juntos, formando uma roda em que todos são iguais. 
 
Antes mesmo da aula propriamente dita iniciar, membros do grupo já começam a praticar outra aprendizagem: a de cidadania. Os primeiros que chegam se dividem na tarefa de varrer, organizar e manter o espaço limpo para mais um dia de “treino”. Eis que começa a aula. Nas lições, todos aprendem sobre ginga, maneira correta de se posicionar e tocar o berimbau. Capoeirista aprende, sobretudo, a dialogar com o próprio corpo, por meio dos reflexos ou da própria mandinga executada nos movimentos do Aú, Rabo de arraia, Biqueira, Tesoura, Rolê e várias outras defesas diante do adversário.
 
Todos aprendem a jogar de forma ímpar, mas em unanimidade, respeitando os princípios de ser cidadão em coletivo. “A capoeira vem da arte, de onde vem a ancestralidade. Vem da fé de acreditar em você e em algo mais, na união de pessoas. Na espiritualidade que se pode transformar as coisas.”, explica Marcelo. Confira o vídeo com entrevista exclusiva sobre o assunto:
Luta e enfrentamentos
Desde seu início, a capoeira que existia originalmente no Brasil com referências africanas, era do tipo de Angola. Passou por várias lutas, principalmente, de 1890 a 1937, quando foi considerada crime previsto pelo Código Penal da República. Na época, para sobreviver ao ambiente hostil da sociedade, os alunos a praticavam em escolas clandestinas nos subúrbios.
 
No intuito de torná-la permitida, o angoleiro (nome dado ao praticante da Capoeira Angola) Mestre Bimba criou, em 1932, uma nova capoeira: a Regional. Fugindo de qualquer pista que lembrasse a origem “marginalizada”, uniu  técnicas de artes marciais como o boxe e jiu-jítsu e denominou como um método de ensino em academias.
 
A nova modalidade eliminava algumas posturas, mudava alguns movimentos e exigia alguns critérios para os integrantes como higiene, uniforme e até boas notas no colégio. Foi então, o período que a classe média branca começou a se interessar. Essa adaptação fez uma divisão entre os angoleiros e regionais, que criticam-se mutuamente embora se respeitem. Na missão de guardiões, os primeiros defendem a preservação da essência capoeirista, enquanto que os mais novos endossam que a capoeira precisa evoluir. 
De lá para cá, essa técnica corporal se expandiu e já ganhou adeptos em várias partes do mundo. Chegando ainda a ser reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro.
 
Um jogo de resistência da cultura negra
 
Símbolo da resistência, desde quando era vista como uma prática marginalizada, a capoeira passa até hoje por obstáculos que desafiam sua essência. Isso porque nem todos os adeptos se consideram atletas e a tem como modalidade esportiva, mas sim como um símbolo e expressão da cultura negra, empregado desde a época da escravidão.
 
“Ê,  Zum zum zum, zum zum zum...Capoeira mata um”, já dizia  a letra do cantor Jackson do Pandeiro, mas a realidade para muitos é que querem matá-la, destruiindo todo seu contexto. Entre as novas práticas, encontra-se a inserção da capoeira Gospel, criada por cristãos que propõem adaptar novas canções que não use nomes em menção a religiões matriz africanas como o candomblé e umbanda.
 
A adaptação é vista por muitos praticantes como sinônimo de apropriação cultural que impõe apagar a raiz do negro, bem como, seus símbolos sagrados, mantidos hoje desde sua origem. “É uma tentativa de assassinar a gênese da capoeira. Como é que uma religião surge para matar a origem da própria cultura?”, questiona a Mestra Mônica Santana, também integrante do grupo N’golo N’ guzu.
“Capoeira é filosofia de vida, é o legado dos nossos ancestrais. Tentar mudar ou adaptar isso a outros modos, é esquecer da história de lutas e enfrentamentos que nossos ancestrais passaram”, ressalta Marcelo.

Capoeira feminista

“Tem mulher que joga melhor do que muito homem capoeirista”. Seja nas ruas ou dentro das rodas, ouvir comentários como esse e achar que se trata de uma reprodução natural ainda é uma problemática comum entre os “capoeiras”. Justamente porque, o feminismo na capoeira defende as desigualdades e as comparações à força e estilo masculino de estar em uma roda de capoeira. Combater o machismo é lutar pela igualdade de gênero, sem medir qualidades específicas das mulheres. 
 
Essa compreensão de luta tem se tornado cada vez mais assídua entre as mulheres para defender seus espaços. Sobretudo na capoeira, que, durante muito tempo, foi predominantemente masculino. “Sofri com o machismo nas rodas, desde muito cedo. Até mesmo pela minha mãe que me proibia e permitia apenas que meu irmão fosse aos treinos. Na época questionei, mas por ser impedida de ir, só comecei a praticar com frequência a capoeira, anos mais tarde”, explica Mônica, angoleira desde 1985, que já tem o título de Mestra e Contra-mestra.  
 
“Nem mesmo o título de contra-mestra que me foi dado eu aceitava, achava que aquilo não era para mim. Quando quiseram me dar um título, eu dizia: ‘Não, eu não tenho capacidade!’ Ou seja, é tão imposto pra gente que, enquanto mulher não somos capazes, que a gente termina acreditando. Mas não, somos capazes, sim, de ir muito além!”, endossa.
 
Embora seja mais fácil encontrar registros na história da capoeira apenas de homens, poucas mas (marcantes) mulheres fizeram história, desde que tudo, inclusive, sua presença era proibida. Poucos são os locais que as citam e mergulham em suas histórias, mas seus nomes marcantes fortalecem e encorajam as mulheres atuais ainda mais no legado feminista nas gerações futuras. Confira em nosso Infográfico:
 

 

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