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Quer arrumar um emprego temporário? Confira nossas dicas!

Mandar o currículo com certa antecedência pode ser um dos diferenciais na hora da contratação
Por: Katarina Bandeira 15/03/2018 - 08:57 - Atualizado em: 15/03/2018 - 09:58
Faça com que as pessoas comecem a prestar atenção no que você está fazendo. Foto: Freepik
Faça com que as pessoas comecem a prestar atenção no que você está fazendo. Foto: Freepik

Durante todo o ano somos presenteados com datas comemorativas que fazem a alegria dos comerciantes. Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais, entre outras celebrações ajudam a movimentar a economia, por incentivarem a compra de presentes para as pessoas queridas, além de gerarem os tão necessários empregos temporários. Com a chegada da Páscoa, novas oportunidades podem aparecer para quem procura um emprego por tempo determinado. O comércio abre as portas e as vagas para os interessados. Mas você sabe o que precisa para conquistar uma vaga e dar aquela crescida na renda? Confira nossas dicas e boa sorte!

1. Coloque a cara no sol e nas redes

Para encontrar um emprego é preciso primeiro procurá-lo. Experimente conferir quais as empresas geralmente contratam nessa época do ano e prepare seu currículo da melhor forma. Atualizar seu perfil em redes como o Linkedin, muito acessada por contratantes em potencial, permite que você se mostre disponível para o mercado. Procure e se inscreva em vagas online, mas não esqueça do currículo físico. Para alguns setores, geralmente ligados ao comércio, entregar um currículo em mãos, com suas habilidades e experiências anteriores pode fazer a diferença e dar a chance de você conferir o local que pretende trabalhar.

2. Procure algo que você já tenha conhecimento

Investiu em algum curso de vendas, oratória ou de cozinha, durante o tempo livre? Então que tal ir atrás de vagas que precisam dessas habilidades? Apresentar-se com uma competência requerida pelo empregador vai fazer os olhos do recrutador brilharem ao seu encontro e, com certeza, será um diferencial quando comparados a outros candidatos que não tenham as mesma especificações. Como as vagas temporárias são mais urgentes e não denotam tanto tempo para o aprendizado, as chances de ser contratado em um emprego temporário são maiores se você já souber o que fazer.

3. Prepare-se para se destacar

Entrevistas para empregos temporários são geralmente mais objetivas do que realizadas para um trabalho de maior duração. O processo seletivo também costuma ser mais curto. Para se sair bem foque nas experiências e habilidades que podem se destacar durante a conversa com o recrutador. Também  é interessante conhecer mais sobre o ambiente que você pretende se candidatar. Saber sobre o perfil da empresa durante a entrevista mostra que você está interessado na vaga.

4. Freela é o novo temporário

Quando pensamos em trabalhos por tempo determinado as vagas de comércio são as primeiras a passar pela mente. Porém, o freelance, trabalho sem vínculo empregatício, também pode ser considerado um emprego temporário. A diferença aqui é que, ao invés de buscar o serviço é você quem vai oferecê-lo. Nesse caso é importante saber como impressionar o seu cliente em potencial. Crie um portfólio, mostre o que você já fez e mantenha suas redes sociais atualizadas, sempre respondendo em tempo hábil a dúvida de quem se mostrar interessado em seus serviços. Isso fará com que as pessoas comecem a prestar atenção no que você está fazendo e passem a acionar cada vez mais o seu trabalho.

5. Não espere até a última hora

Se você quer aproveitar as datas comemorativas ou os feriados religiosos, como a Páscoa, para ganhar aquele extra, vale começar a mandar currículos o quanto antes. Por serem datas que movimentam o comércio, muitas lojas começam a se preparar com meses de antecedência, principalmente para funções que necessitam de um treinamento mais elaborado. Tente mandar com uma média de dois meses antes da data que você deseja trabalhar. Isso dará tempo ao recrutador para a análise do currículo, marcação de entrevista e treinamento, quando necessário.

 

Gostou da nossa matéria? Conta para a gente se você tem alguma outra dica para garantir o emprego temporário!

 

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Ciências da Computação ou Rede de Computadores? Conheça a diferença!

Embora sejam áreas que andam juntas na tecnologia, cada uma possui suas funções específicas. Saiba como diferenciar
Rebeca Ângelis Por: 14/03/2018 - 16:26 - Atualizado em: 16/03/2018 - 08:37
Ciências da Computação ou Rede de Computadores? Conheça a diferença!
Ciências da Computação ou Rede de Computadores? Conheça a diferença!

É cada vez mais crescente o uso das plataformas digitais nos tempos de hoje, bem como a busca por profissionais neste segmento. De acordo com o Guia Salarial 2017, publicado pela consultoria Robert Half,  já dá para detectar algumas tendências do mercado de trabalho na área de tecnologia. O setor tornou-se primordial para qualquer empresa que busca por um profissional especializado para atuar em diferentes áreas de TI (Tecnologia da Informação).

E, dentro deste campo, encontram-se as funções de Ciências da Computação e Rede de Computadores que, embora tenham similaridades, possuem algumas características distintivas. Para nos ajudar a entender a diferença de ambos os campos, convidamos o profissional de Ciências da Computação, Rômulo Pinheiro. Confira!

Especificidades

Como o próprio nome já diz, o segmento de Redes de Computadores está diretamente ligado à execução de tarefas nas redes, por meio de sistemas já existentes de computação. Enquanto que a área de Ciências da Computação tem objetivo de criar, analisar e resolver problemas complexos na área de tecnologia, de forma mais científica dos fatores já existentes e estudos mais aprofundados. Seja no cargo de gerenciador de rede, administrador de TI, ou qualquer outro de liderança, as empresas precisam do profissional de Redes, para buscar as melhores alternativas para resolver problemas e promover o bom funcionamento da rede em geral.  “Imagina que o sistema do servidor de uma determinada companhia aérea cai e ninguém consegue armazenar as compras de passagens? Cabe ao profissional de Rede de Computadores solucionar”, esclarece Rômulo.

Segundo ele, o graduado em Computação vivencia toda a parte voltada para pesquisas e lida diretamente com a programação de sistemas. Diferente do profissional de Redes, que exercem a função de projetar, instalar e fazer a manutenção da rede de computadores de uma empresa ou entidade, de pequeno ou grande porte.

Ele ressalta ainda que o campo de Ciências da Computação permite que o profissional siga vária áreas, bem como resolva problemas de alta complexidade. “Por exemplo, o especialista dessa área pode trabalhar como analista de sistemas, gerente de redes, ser desenvolvedor de aplicações. Ou seja, vai estar apto para resolver problemas mais complexos, automatizando processos e desenvolvendo softwares voltados para  aplicativos, sites, sistemas de webs, etc”, esclarece.

Funções  e áreas de atuação

Rômulo destaca que, atualmente, o profissional de Redes de Computadores pode atuar em vários tipos de empresa que necessitem de uma estrutura de redes computacionais. Podem ainda trabalhar nos setores de infra-estrutura, cabeamento, redes sem fio, segurança da informação, entre outros.

Já o profissional de Ciências da Computação pode trabalhar em diversos segmentos como indústrias, startups, ou até mesmo trabalhar de forma autônoma vendendo soluções e serviços para empresas na área de tecnologia, como criação de aplicativos e softwares, por exemplo. Pode ainda prestar concurso público ou dar continuidade a carreira acadêmica com o mestrado e o doutorado.

Formação e Mercado de trabalho

Para tornar-se um profissional de Ciências da Computação, é preciso ter graduação com bacharelado, que dura em média quatro anos. Rômulo explica que o principal objetivo do curso é analisar e resolver problemas complexos na área de computação. “O profissional torna-se apto a automatizar processos e desenvolver softwares voltados para  aplicativos, sites, sistemas de webs, etc”, salienta o Pinheiror.

Já a formação em Rede de Computadores tem grau tecnólogo, com uma duração mais reduzida em relação ao bacharelado. Tratando-se de um curso profissionalizante, o estudante é ensinado a administrar servidores e fazer planejamento de redes, tudo voltado para o segmento da infra-estrutura geral da TI.

Rômulo acresenta que a média salarial do mercado atual de Ciências da Computação, varia entre R$ 6 mil e R$ 7 mil reais. Já a de quem pertence a área de redes, pode receber uma média de R$ 3 mil a R$ 4 mil reais.

Ele finaliza ressaltando que o mercado tem sido bom na área das tecnologias como um todo. “As pessoas precisam de tecnologia e consomem-na crescentemente. As empresas não ficam atrás. Todos precisam de profissionais que trabalhem e saibam desenvolver soluções tecnológicas para determinado problema. Tem muito emprego. A crise não afeta essa área”, endossa.

E você? Com qual das áreas se identifica mais? Conta para a gente! Conheça também o curso presencial de Ciências da Computação da UNIVERITAS!

 

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No dia do profissional de Sistema da Informação, venha debater machismo na tecnologia

84% das trabalhadoras de tecnologia já sofreram com agressividade por parte dos seus colegas homens. Será que você também contribui para a perpetuação do machismo?
Por: Camilla de Assis 13/03/2018 - 17:54 - Atualizado em: 14/03/2018 - 09:52
Mulheres na tecnologia
Mulheres na tecnologia
Imagine que Maria é uma jovem apaixonada por tecnologia e deseja iniciar um curso em Sistema de Informação. Ao ser empregada no mercado de trabalho, recebe um valor x de salário. Seu colega de faculdade, homem, também está no mesmo emprego que o dela, ocupando a mesma função, e recebe 34% a mais que Maria. Como explicar e aceitar essa discrepância salarial? Além de menor remunerada, Maria ainda tem que conviver em um ambiente onde a maior parte é de homens, local em que o machismo tem maior tendência de predominar.
 
É assim a realidade de 20% das 520 mil pessoas que trabalham com Tecnologia da Informação (TI). Esses 20% são mulheres. O número de 34% referente ao decréscimo de salário das mulheres em comparação aos homens de TI foi apurado pela Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD). Há, ainda, um fator mais preocupante, de acordo com o PNAD: quando se trata de cargos de gerência, a diferença de salários entre homens e mulheres fica maior e chega aos 65%.
 
Essa é a realidade de uma mulher que quer fazer um curso superior nas áreas de tecnologia. Hoje, no Dia do Profissional de Sistema de Informação a discussão sobre a necessidade da ampliação das vagas para mulheres e da equiparação salarial precisam ser colocadas em pauta, por meio das pesquisas que comprovam que o feminismo não é “mimimi”. O mercado de trabalho como um todo subjuga as mulheres e inferioriza suas habilidades profissionais, reduzindo seus salários em comparação aos homens. 
 
Muito além das áreas limítrofes brasileiras, o sexismo alcança também outros países. Segundo dados levantados pelo governo americano em 2014, as mulheres ocupam 20% a menos nas vagas do setor de tecnologia e ganham 10 mil dólares a menos, nas mesmas funções. 
 
Assédios
 
Além das pautas salariais, as mulheres que atuam com tecnologia também são vítimas de assédio. No recente levantamento chamado Elephant in the Valley, realizada com mulheres que trabalham no Vale do Silício, constatou que 60% de trabalhadoras de empresas com Google, Apple, entre outras, sofreu algum tipo de assédio sexual. Além disso, 39% das assediadas relataram que não denunciaram porque tinham medo que implicasse negativamente na carreira. Ademais, outros 30% não informaram o assédio porque queriam apenas esquecer o ocorrido.
 
Além de assédio sexual, mulheres também sofrem a violência moral. A pesquisa revela que 84% das entrevistadas disseram que foram tratadas com agressividade pelos seus colegas homens. Oitenta e oito por cento afirmou que clientes e amigos dirigiram perguntas/observações que deveriam ser destinadas às mulheres, aos homens. Já 90%, afirmaram testemunhar o comportamento sexista em suas empresas e em conferências. 
 
A profissional de Sistema de Informação Luciana Nunes, 30, já atuou em empresas de tecnologia e faz parte do montante de mulheres que já sofreram algum tipo de assédio no trabalho. “Eu estava ajudando um rapaz que estava em transição da área de suporte para desenvolvedor na empresa em que eu trabalhava, quando ele teve a tarefa de atualizar umas coisas no site. Eu expliquei como ele deveria fazer e, quando chegou o dia dessa atualização e o diretor viu que algo estava errado, reclamou com meu coordenador. Por sua vez, ele me chamou e disse: ‘Está vendo que você não sabe fazer? Você acha que se eu cair, eu caio sozinho? Não! Eu levo junto todo mundo, inclusive você’. No final, descobrimos que não foi erros do rapaz, mas um problema de atualização do computador do diretor”, relata. 
 
Mas não somente nessa situação que Luciana sofreu assédio e machismo. Desde seu início na tecnologia, sua capacidade profissional era posta em cheque. “Eu comecei como webdesigner e depois virei desenvolvedora. Aí as pessoas não me davam atividades de desenvolvimento, mas queriam me passar coisas de análise, como fazer listas, etc.”, conta.
 
Ações afirmativas são o caminho
 
Se por um lado, as mulheres sofrem com os diversos níveis de machismo na sociedade, por outro estão lutando e construindo uma nova visão de mundo. Hoje em dia, muitos são os coletivos de tecnologia direcionados especificamente para as “minas”. O InfoPreta, por exemplo, faz um recorte ainda maior, o racial. Além de mulheres,as meninas da tecnologia são negras. A empresa presta serviços de manutenção em computadores, suporte técnico, desenvolvimento de sites e aplicativos, etc.
 
As mulheres também se fazem presentes online, por meio do ciberativismo. Para incluir, debater e divulgar vagas direcionadas para ela, foi criado o Mulheres da Computação, um blog que traz diversas problemáticas e incentivos relacionados à inclusão das mulheres na tecnologia.
 

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5 termos para eliminar do seu currículo

Você sabe quais termos você deve abolir de seu currículo para não causar uma má impressão nos recrutadores? Leia o post e descubra!
Por: Taísa Silveira 13/03/2018 - 07:40 - Atualizado em: 13/03/2018 - 13:04
Entrevista de emprego
Entrevista de emprego

Por: Henrique Nascimento

 

A construção do currículo envolve certo cuidado na escolha das informações que serão elencadas. Ser objetivo é essencial para que o recrutador entenda todas as informações sobre você em poucos instantes. Para isso, é preciso escolher bem os termos usados na descrição de cargos, funções e personalidade. Assim como as sete coisas que você não deve fazer no currículo, também existem termos que você deve riscar definitivamente na hora de buscar um emprego. Confira!

 

1 - “Habilidades de comunicação”

O nosso conselho inicial é: evite termos muito abertos. O que significa ter habilidades de comunicação? Significa que você sabe falar? Quer dizer que você tem facilidade em apresentações orais em público? Seja mais específico, descreva exatamente qual a sua habilidade. Assim, o recrutador não terá dúvidas em relação ao que você quis dizer.

 

2 -  “Motivado”

Quando puder escolher entre um adjetivo e uma descrição prática da execução dele, escolha a segunda opção. Pôr no currículo elogios sobre si mesmo pode ser um ‘tiro no próprio pé’. Dizer que é uma pessoa motivada não dá ao recrutador nenhuma evidência prática disso. Além do mais, o uso de muitos adjetivos ainda pode dar entender que você é uma pessoa egocêntrica.

 

3 - “Pontual”

Toda vaga de emprego exige que você tenha disponibilidade para cumprir os horários. Portanto, ser pontual não é uma opção ou qualidade, é uma obrigação. Caso a palavra esteja relacionada ao cumprimento de prazos, segue a mesma regra. Os limites estipulados pela empresa precisam ser alcançados nos períodos determinados e essa é uma responsabilidade sua, enquanto empregado.

 

4 - “Apaixonado”

Aqui, novamente vale a segunda dica dada com o uso de adjetivos. Dizer que é apaixonado por algo não diz muito ao recrutador a respeito do que efetivamente você é capaz de desenvolver para a empresa. Termos como esse ainda podem soar como clichês rasos ou cafonas, diminuindo suas chances de contratação.

 

5 - “Honesto”

Nenhuma empresa contrata um funcionário que ela acredite ser desonesto ou antiético. Esse não é um diferencial, é o mínimo de profissionalismo esperado pelos recrutadores. Sendo assim, é importante estar atento a esses e outros valores que são defendidos pelas organizações. No entanto, você não precisa colocá-los no currículo, mas buscar demonstrá-los em entrevistas ou dinâmicas de grupo posteriores.

 

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Isso é muito Black Mirror: a história do telégrafo ao smartphone

No Dia do Telefone, saiba como surgiu esse aparelho e compreenda sua evolução
Por: Henrique Nascimento 10/03/2018 - 10:16 - Atualizado em: 12/03/2018 - 11:17
Isso é muito Black Mirror: a história do telégrafo ao smartphone
O termo smartphone surgiu no ano 2000, mas os modelos de aparelho eram bem diferentes dos que conhecemos hoje.
Passar poucos minutos longe do smartphone pode ser um desafio para algumas pessoas. As informações que antes estavam em vários exemplares das enciclopédias Barsa, hoje, se encontram a alguns toques de distância. Muita coisa aconteceu desde as primeiras ligações telefônicas até os aplicativos de mensagem instantânea, fazendo com o que a tecnologia que temos hoje seja a versão da série Black Mirror dos nossos antepassados. Por isso, vamos lembrar um pouco do artefatos que permitiram que chegássemos onde estamos hoje, começando pelo telégrafo. 
 

Telégrafo1875 - 1876 | Do acidente com o telégrafo ao primeiro telefone

Não tem como falar do telefone sem falar de seu precursor, o telégrafo, equipamento criado no século dezoito para transmitir mensagens a pontos distantes. Em junho de 1875, Alexander Graham Bell, realizava experimentos com um telégrafo harmônico nos Estados Unidos, quando seu auxiliar, Thomas Watson, puxou a corda do transmissor e emitiu um som que foi ouvido por Bell do outro lado da linha.  A partir disso ele desenvolveu o telefone, patenteado a invenção em 1876. A primeira transmissão elétrica de uma mensagem completa ocorreu no mesmo ano em uma hospedaria em Boston. Bell ligou do sótão para o seu auxiliar que estava no térreo.
 

1877 | O telefone chega ao Brasil

Atualmente o estimado no Brasil é que exista cerca de um smartphone por habitante.¹ No entanto, a paixão do brasileiro pela telefonia data o ano de 1877, quando o Brasil se tornou o segundo país do mundo a ter uma linha telefônica. Dom Pedro II trouxe o aparelho telefônico para o Brasil após conhecer a invenção na Exposição do Centenário da Independência dos Estados Unidos, instalando-o no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Ainda no mesmo ano, a primeira linha telefônica foi estabelecida no Rio de Janeiro. Ela fazia a comunicação entre a loja O Grande Mágico, na Rua do Ouvidor, ao Quartel do Corpo de Bombeiros.
 

1881 | Primeira rede telefônica brasileira

Charles Paul Mackie, norte-americano, conseguiu autorização em 1879 para estabelecer uma rede telefônica em solo brasileiro. Dois anos depois, a Telephone Company of Brazil, propriedade de Mackie, entrou em funcionamento no Rio de Janeiro. Ainda em 1881, é lançada a primeira lista telefônica do Brasil. Nela, além dos dados das primeiras pessoas a possuir telefones, também estavam algumas instruções de uso do aparelho e da rede.
 

1935 | Instalada a telefonia pública

O primeiro telefone público foi instalado em 1935, ainda não eram orelhões, mas aparelhos que ficavam localizados em postos, bares e mercearias. A telefonia pública como é conhecida hoje através dos orelhões, só veio ser efetivada no ano de 1972.
 

1973 | Feita a primeira ligação por aparelho celular

Os Walk Talks, aparelhos de transmissão de mensagens de voz por frequência de rádio, são precursores do celular. A invenção do aparelho celular veio de uma disputa entre duas gigantes das telecomunicações norte-americanas, a AT&T, maior corporação de comunicação da época, e a Motorola, já conhecida por seus [NOME DO WALK TALK]. As duas disputavam por autorização governamental para usar parte das frequências da televisão para desenvolver uma tecnologia de telefonia móvel.
 
A AT&T tinha como projeto a implantação de telefones sem fio nos automóveis, já a Motorola, tentando ganhar a disputa, resolveu mostrar ao Governo que já possui uma tecnologia inovadora para uso e criou o primeiro celular portátil. A primeira ligação feita pelo aparelho foi uma afronta do engenheiro Martin Cooper, da Motorola, para Joel Engel, responsável pelo desenvolvimento do projeto da AT&T. Na conversa, Cooper fez questão de dizer a Engel que estava ligando de um aparelho celular da Motorola. No entanto, apenas 10 anos depois os celulares começaram a ser comercializados.
 

Você sabe porque o celular tem esse nome?

Uma curiosidade: o nome “aparelho celular” foi dado por conta do projeto da AT&T que dividia o sinal da rede telefônica da cidade em vários hexágonos, formando, graficamente uma rede de células. Algo muito parecido com as células de uma colméia.
 

1990 - 2000 | Da chegada do primeiro celular no Brasil até o smartphone

O Rio de Janeiro também é o primeiro local a receber tecnologia celular no ano de 1990. Os primeiro aparelhos tinham como função apenas a transmissão de voz. Dez anos depois, surge o termo smartphone, com o Ericsson R380. Antes dele, em 1994, foi comercializado o IBM Simon, primeiro aparelho que combinava agenda, calendário, e-mail e suportava a instalação de Apps. No entanto, no Brasil, o primeiro smartphone vendido foi o Kyocera QCP 6035 em 2001.
 

2007 | O primeiro iPhone e a popularização dos smartphones

A Apple levou cerca de dois anos e meio para desenvolver o smartphone com touchscreen, o iPhone. Desde o primeiro modelo, lançado em 2007, e dos aparelhos do mesmo segmento de outras marcas lançados em sequência, o smartphone foi popularizado mundialmente. No Brasil, segundo a consultoria da IDC Brasil, ainda em 2013, as vendas desse produto cresceram 120% em relação ao ano anterior. 
 
Por agregar em um único suporte tecnológico múltiplas funções, o smartphone proporcionou mudanças na relação dos usuários com atividades básicas do dia-a-dia. Se antes fazer ligações constituía a principal função dos aparelhos de telefonia, hoje, esse é só mais um ítem entre tantas possibilidades de uso. Com os apps é possível controlar sua agenda, seus horários, tirar fotos, gravar vídeos, acessar as redes sociais e enviar mensagens instantâneas. Quem diria que a invenção de Graham Bell alcançaria um modelo tecnológico tão fundamental para vida moderna?
 
Gostou de conhecer a história da telefonia? Conte nos comentários!
 
¹Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

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Quebrando tabus: conheça mulheres que exercem profissões “tradicionalmente” masculinas

No universo predominante das profissões vistas exclusivamente para homens, mulheres lutam contra o preconceito e provam que gênero não define a ocupação que se deseja seguir
Rebeca Ângelis Por: 08/03/2018 - 17:09
Quebrando tabus: conheça mulheres que exercem profissões “tradicionalmente” masculinas/ Chico Peixoto/ LeiaJá Imagens
Quebrando tabus: conheça mulheres que exercem profissões “tradicionalmente” masculinas/ Chico Peixoto/ LeiaJá Imagens

Já se foi o tempo de se escutar que “lugar de mulher é na cozinha…”, ou que “mulher já nasceu com sexo frágil”. Com o fortalecimento do feminismo engajado na luta pela igualdade de gênero, tem sido cada vez mais crescente e encorajado o entendimento das mulheres para combater a predominância do machismo em vários âmbitos do cotidiano.

Isso porque, as disparidades entre gêneros é alarmante, principalmente no meio profissional. Um levantamento de Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, divulgado nesta última quarta-feira (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografias Estatísticas (IBGE), revelou que as mulheres ganham menos que homens e ainda acumulam mais trabalhos domésticos.

Mesmo a maioria delas com ensino superior completo (23,5%), em relação aos homens (20,7%), as mulheres têm um rendimento menor, comparado a eles, ainda que exerça a mesma função. Isso significa que elas têm um salário habitual médio mensal de todos os trabalhos no valor de R$ 1.764, enquanto os homens, R$ 2.306.

Em contrapartida a esse cenário, elas resolveram desafiar os ditos tabus da sociedade e mergulhar no empreendedorismo em áreas, vistas por muitos, como funções masculinas. Com profissionalismo e excelência, três mulheres, de variados segmentos, se empoderam para afastar a imagem estereotipada de que mulher é sexo frágil. Conheça!

Mãos de fada tem navalha

Meu nome é Ana Lúcia e sou barbeira com muito orgulho!”, se apresenta a antiga costureira e dona da mais recente barbearia no bairro de Ouro Preto, em Olinda, Região Metropolitana do Recife. Ela, que seguiu há 22 anos na área de costura, começou a perder clientes, e resolveu migrar de carreira, agora aos 50 anos, investindo no segmento da estética.

O fato de escolher uma nova profissão parecia ser fácil. No entanto, Ana teve que enfrentar vários dilemas para finalmente se firmar como barbeira no mercado.

O primeiro deles foi convencer amigos e familiares que não aprovavam sua nova função pretendida, sob argumento de não servir para mulher. Depois, enfrentar uma turma composta por 23 pessoas e ser a única mulher.

Quando finalmente conseguiu sua qualificação como barbeira, há um ano, resolveu atender clientes em sua residência, mas o fato de ser mulher tornou-se um entrave para ganhar confiança do público masculino que precisava. Entretanto, a barber woman não se deu por vencida, mesmo com a pouca clientela que tinha, começou a juntar dinheiro e resolveu abrir uma barbearia no bairro.

O fato de trabalhar em um ambiente masculino, sendo mulher, ainda gera machismo por parte dos homens. Mas Ana salienta que esse tipo de tabu, agora, gera curiosidade neles em querer conhecer seu trabalho. O sucesso da investida foi tão grande que, em menos de um mês, o número de clientes masculinos que recebia triplicou.

A partir daí, o machismo que ela temia no início respingou pouquíssimo em seu “avental”.

“Todos me respeitam por aqui. Inclusive descobrem meu trabalho e se interessam em querer fazer a barba e cabelo comigo. Prova que estou executando bem, né?!”, explica a barbeira.

Ela ressalta ainda que seu espaço também se destaca pelo serviços que oferece em prol da estética do homem. Técnicas de toalha quente (barboterapia), limpeza de pele e design de sobrancelhas, são alguns deles.

Body piercing: as modificações vão além do corpo

Quando se fala em body piercing, qualquer mudança no corpo feminino pode ser considerada uma expressividade. Embora pareça moderna, a técnica que consiste em perfurar o corpo tem origem milenar nas primeiras tribos e clãs do mundo. Na década de 1990, houve um “boom” mundial, tornando-a moderna.

Desde essa época, a presença das profissionais femininas de body piercer sempre foi mais restrita, apenas com nomes masculinos consolidados no mercado. Mas, há alguns anos, a presença das mulheres tem ganhado cada vez mais espaço e respeito. A exemplo disso está a body piercer Hadassa Quirino, que trocou a função de administradora para se dedicar exclusivamente ao ofício, desde 2013. Ela explica que quando ingressou na profissão, ganhou a confiança do público feminino. Clientes que, na maioria das vezes, não se sentem tão confortáveis para fazer determinados procedimentos com homens.

Antes de abrir seu próprio espaço, ela conta que sempre a contratavam com segundas intenções, no intuito de menosprezar suas qualidades profissionais com atitudes de assédio, o que a incomodava bastante. Para lidar com os clientes masculinos, ela afirma que precisou criar algumas medidas, como não fazer aplicações íntimas.

Com relação aos outros colegas já renomados no mercado, ela explica que todos a respeitam, devido a sua competência e profissionalismo. “As pessoas me conhecem pelo meu trabalho e eu sempre procuro me qualificar e saber cada vez mais das novidades da minha área”, evidencia Hadassa, relacionando ao fato de ser uma das poucas mulheres profissionais conhecidas na cidade do Recife.

Tatuagem e a arte de todos os gêneros

No universo milenar e ainda mais antigo que o body piercing, está a arte dos desenhos e traços no corpo marcadas definitivamente, por meio das tatuagens. O campo que antes era dominado apenas por tatuadores homens, agora, ganha destaque com as “minas” .

Letícia Botelho, de 23 anos, é uma dessas mulheres que integram esse novo cenário de tatoo art. Estudante de design e também tatuadora profissional, ela e a body piercer Hadassa resolveram abrir um estúdio para juntar as funções e receber no local todos os gêneros. Como elas, várias outras têm buscado empreender em espaços de arte, dividindo unicamente com outras mulheres que antes eram impedidas pelos paradigmas da sociedade.

Letícia explica que, atualmente, muitas pessoas já conhecem seu trabalho, mas o machismo de gênero ainda é recorrente. “Já chegaram a pedir para fazer uma tatoo e perguntaram quem era o tatuador. Quando disse que era eu, a pessoa ficou surpresa. [...] Outra situação foi de um tatuador que quis me contratar para trabalhar com ele, não pelo meu trabalho, mas para ficar comigo”, revela Letícia.

Apesar disso, a tatuadora salienta que a luta pelos direitos iguais de gênero não pode parar e é graças a esse despertar pelo feminismo que muitas têm lutado para ter seu real valor reconhecido pela sociedade. “Lugar de mulher é onde ela quiser!”, endossa. Confira o vídeo com a entrevista completa!

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Mulheres boas no que fazem

Grupos em redes sociais que ajudam a conectar mulheres crescem e mostram que elas podem, sim, fazer de tudo
Por: Katarina Bandeira 08/03/2018 - 11:28 - Atualizado em: 08/03/2018 - 14:28
Bruna resolveu criar o grupo para poder se conectar profissionalmente com outras mulheres. Foto: Caio Calado/Cortesia
Bruna resolveu criar o grupo para poder se conectar profissionalmente com outras mulheres. Foto: Caio Calado/Cortesia

Um espaço para mulheres trocarem ideias e fazerem negócios. É assim que começa a descrição do grupo Networking das Minas (PE), uma comunidade online apenas para mulheres que buscam ou oferecem serviços e oportunidades de emprego. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somando afazeres domésticos, trabalhos remunerados e cuidado de pessoas, as brasileiras ainda trabalham, pelo menos, três horas a mais do que os homens inseridos no mesmo mercado. Elas estão lá, com melhores formações acadêmicas, em maior número, lutando para diminuir as estatísticas de desocupação, mas mesmo assim escondidas em um mercado que prefere empregar e pagar mais por pessoas do sexo masculino.

 

Foi buscando saber onde encontrar esse nicho, a fim de criar uma rede feminina, que a jornalista Bruna Monteiro resolveu criar o grupo, que hoje conta com quase seis mil mulheres participantes. “Morei em São Paulo durante um ano e lá tive contato com um mundo de economia colaborativa, empreendedorismo social e feminino. Porém quando voltei a morar em Recife, eu não encontrei nada parecido com esse espaço, aqui. Ficava tentando me conectar com mulheres para produzir projetos, fazer parcerias, mas não sabia onde elas estavam. Buscando esse encontro, eu criei o grupo”, explica a empreendedora, que se baseou em uma comunidade nacional e ficou surpresa ao perceber que essa também era a demanda de outras mulheres pernambucanas. “Nos dois primeiros dias tiveram mais de 600 mulheres pedindo para entrar, isso só mostra como realmente havia pessoas querendo encontrar essa proposta”, afirma.

Em maio de 2017, mais de 51% dos desempregados era do sexo feminino, segundo o IBGE. No início deste ano, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua), apresentou dados informações de queda no percentual de desocupação, mas que não reflete o número de contratações via CLT e sim, o aumento de negócios informais. Em um ano surgiram cerca de 986 mil trabalhadores por conta própria e quase 600 mil postos de trabalho informal.

 Faça você mesma

É o oferecimento desses serviços, feitos pela própria candidata, que mais ajuda as mulheres na rede. Artesanato, serviços de estética, costura, gerenciamento de mídias sociais, diárias de limpeza, entre outras atividades que não precisam de uma assinatura na carteira de trabalho, estão entre as mais buscadas e as mais oferecidas na comunidade online.

"Sou proprietária da marca Pililica Artes, e duas semanas antes do Carnaval fiz uma publicação de doleiras impermeáveis aqui no grupo. Minha intenção era vender umas dez, mas para minha surpresa, só para duas clientes vendi 14”, conta a artesã Ursula Albuquerque, que também recebe elogios das clientes. “No meu post poucas pessoas comentaram, mas muitas me chamaram no particular. Muitas com a consciência de ajudar as ‘minas’ e ‘manas’. Sem contar com o respeito que temos umas com as outras aqui, sem dúvida o melhor grupo", afirma.

Outra mulher que também encontrou apoio na comunidade foi a tatuadora Lua Barral. Ela se tornou mãe recentemente e estava encontrando dificuldades para alternar a jornada de cuidar do bebê e pagar as contas, realidade que aflige milhares de mulheres, todos os dias.“Postei que tinha acabado de ter neném, que estava tatuando em casa e com um precinho bacana. Tinha feito um desabafo em outro grupo feminista e algumas manas também tinham visto. Recebi um apoio imenso tanto aqui quanto lá, não só mensagens de apoio, como uma enxurrada de curtidas nos meus perfis profissionais nas redes. Tive o grande prazer de tatuar mulheres incríveis, e fazendo boas amizades. Passando por um puerpério pesado e sozinha, fez uma diferença notável no meu astral, sem falar do apoio financeiro e também muito apoio, doações e carinho para mim e meu bebê, conta.

Apenas mulheres

Para manter a ideia de uma rede exclusivamente de mulheres o grupo permanece fechado, com o ingresso passível de moderação. “O grupo é secreto justamente para guardar o conteúdo deles para as mulheres. Às vezes aparecem vagas e outras pessoas divulgam para homens, o que não é o nosso objetivo. Não é que a gente não queira que os homens não arranjem empregos, mas estatisticamente os trabalhos aparecem mais facilmente para eles, então porque não a gente tentar divulgar para nossas 'manas' primeiro? Tentamos, com o grupo, buscar essa equiparidade, essa diversidade", esclarece Bruna.

Ela também ressalta que mulheres trans são bem-vindas ao espaço virtual “Mulheres trans são mulheres e o que o nosso objetivo é que todas se conectem e fortalecer a rede, criando espaços para as mulheres se empoderarem através de negócios, empregos e tudo mais que faça diferença na vida delas”, finaliza.

A história por trás do 8 de março

Apesar da data ser considerada uma celebração ao feminino, o dia 8 de março é o resultado de uma diversas lutas e reivindicações das mulheres, principalmente por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos. No ano de 1857, trabalhadoras de uma indústria têxtil de Nova Iorque, entraram em greve por melhores condições e igualdade de direitos trabalhistas. O movimento violentamente reprimido. No dia 25 de março de 1911, cerca de 145 trabalhadores, sendo sua maioria do sexo feminino, morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos nos Estados Unidos, por conta de condições de segurança precárias, no local. A tragédia foi o estopim para várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança na cidade americana.  

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, decidiu-se que o 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, em homenagem aos vários movimentos que estavam acontecendo, como forma de obter apoio internacional para luta. Porém, apenas em 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a Organização das Nações Unidas (ONU) passou a celebrar a data em 8 de março.

Outras redes de trabalho

Classificados Femininjas

Profissionais/Vagas Feministas 

Mulheres do audiovisual Brasil

Mulheres Desenvolvedoras Brasil

Freela das minas: ilustração e texto

Serviços das minas de sampa

Compro de quem faz das minas:

ABC

Belo Horizonte

Porto Alegre

Pernambuco

Ceará

 

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Os livros didáticos e a controvérsia que podem ser na educação infantil

Considerado por alguns professores extremamente conteudistas, os livros didáticos na educação infantil podem deixar de lado alguns aspectos importantes para o desenvolvimento da criança
Por: Camilla de Assis 07/03/2018 - 10:43 - Atualizado em: 07/03/2018 - 11:18
Educação infantil
Educação infantil
Usados massivamente em todas as etapas de educação no Brasil atualmente, o livro didático é uma das ferramentas primordiais no aprendizados das escolas do país. A chegada desse tipo de obra ao Brasil se dá no século 19, como um adicional à Bíblia, que era até então o único livro aceitos nas escolas. Os primeiros livros foram escritos para estudantes de escolas de elite, justamente para complementar conteúdos que não continham no Livro Sagrado.
 
Sejam eles trazendo conteúdos de disciplinas como português, matemática, literatura, história ou até mesmo artes, as obras exploram os assuntos de acordo com a faixa de aprendizado em que o aluno está. Assim, entende-se que quanto mais novo seja o aluno, mais lúdica seja a forma que o livro passará o conteúdo. Ou seja, atividades de ligar pontos, completar números ou “escrever” (ou seja, realizar um “desenho” igual ao da letra impressa na obra) são comuns.
 
Conteudistas
 
Se por um lado há quem defenda o uso do livro didático desde a educação infantil, com o argumento de que as crianças terão estímulo de aprendizado desde cedo, por outro há que reprove o uso desse tipo de material e ainda o ache desnecessário para as crianças menores. É o caso da pedagoga Graciele Selma. A profissional entende o livro didático utilizado como Brasil como sendo extremamente conteudista (ou seja, que preze pela visão educacional de conteúdos tradicionais de aprendizado).
 
Segundo Graciele, a idade que corresponde à educação infantil é aquela em que os estudantes devem desenvolver habilidade sociais. “Dos livros [didáticos para educação infantil] que já vi, eles são muito conteudistas, já iniciam a educação infantil com várias atividades”. A pedagoga ainda faz uma crítica aos educadores que prezam pelo conteúdo e terminam por deixando de priorizar o desenvolvimento. “Por isso tem adultos que não sabem o que é direito ou esquerdo, não têm um bom equilíbrio e têm dificuldade para socializar e cumprir regras”, aponta Graciele.
 
A pedagoga ainda pontua que a grande problematização do assunto é referente aos conteúdos que são publicados nos livros didáticos. “As escolas visam a preparação para o vestibular. Desde cedo elas têm simulado, ficha de atividades, etc.” Entretanto, a profissional da área de educação também culpabiliza os responsáveis pelas crianças por essa iniciação tão cedo aos conteúdos. “E ainda têm as cobranças dos pais: ‘meu filho tem 3 anos e não sabe fazer o nome, então o que ele faz na escola? Pra quê pago escola?’”, ilustra Graciele. 
 
Saída
 
Mesmo que a ideia do uso do livro didático para crianças na educação infantil seja um opinião que varia de professor para professor, conforme aponta Graciele Selma, existem saídas para que as aulas e as programações curriculares das crianças mais novas não seja tão conteudista. Ainda segundo a profissional, algumas questões específicas deveriam ser trabalhadas em sala de aula. “Na educação infantil, os alunos devem desenvolver áreas do cérebro que são muito importante para toda a vida. Acho que [as escolas] deveriam priorizar o desenvolvimento, a comunicação e socialização. O professor também pode trazer alguns conteúdos, mas não deve ser o foco”, opina e pedagoga.
 
E você, o que acha de livros didáticos na educação infantil? Conte pra gente nos comentários! Aproveite e conheça nosso curso de Pedadogia!

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Duvidas sobre a graduação? Confira os cursos mais procurados em 2018!

Lista divulgada pelo Ministério da Educação aponta quais as áreas mais procuradas por quem fez vestibular
Por: Katarina Bandeira 05/03/2018 - 12:00
Separamos os cinco primeiros cursos da lista do MEC. Confira cada um deles e escolha o seu! Foto: Freepik
Separamos os cinco primeiros cursos da lista do MEC. Confira cada um deles e escolha o seu! Foto: Freepik

Na hora de pensar em construir uma carreira o primeiro passo é procurar uma graduação que você se identifique. Para quem ainda tem dúvidas relacionadas a qual caminho seguir na hora de escolher os rumos do próprio futuro, o Ministério da Educação divulgou, no início do ano, a lista dos dez cursos mais buscados no Sisu 2018.  Para ajudar você nesta importante jornada separamos os cinco primeiros cursos da lista do MEC. Confira cada um deles e escolha o seu!

 

1. Medicina

Cuidar das pessoas e nunca negar atendimento a quem precisa. Dentro de seu âmbito profissional, o médico deve  desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto para um único indivíduo  quanto para um grupo, se assim julgar necessário. É preciso aprender a tomar decisões, conhecer doenças e medicações, sem esquecer o lado ético e o humano. É um curso que exige bastante dedicação, principalmente por serem muitos anos de estudo, que não termina ao fim da graduação. Se você gosta de ajudar os outros e de estar envolto em descobertas científicas esse curso, com certeza é para você.

2. Administração

O verdadeiro coringa das organizações. É papel do administrador executar mudanças nos processos, no desenvolvimento das pessoas, além de aplicar corretamente os recursos financeiros da empresa em que presta serviço. Ao fim da graduação você poderá trabalhar nos diversos setores da indústria, tanto primário, quanto secundário e terciário, ou seja, em áreas relacionadas à agricultura e pecuária, passando por todos os setores industriais entre outras, como comercial, financeiro, logístico e recursos humanos. Uma ótima opção para quem procura um encaixe rápido no mercado de trabalho.

3. Direito

Um dos primeiros cursos superiores instaurados no país, o bacharelado continua entre os mais procurados. Isso porque permite aos seus formandos uma ampla atuação profissional tanto nas esferas públicas quanto privadas. É possível exercer um trabalho relacionado tanto aos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, bem como outras funções essenciais à Justiça. Se você escolher se tornar um bacharel em Direito poderá trabalhar como: Advogado, Defensor Público, Magistrado, Promotor, Procurador e Delegado de Polícia, entre outras funções.

4. Pedagogia

Muito mais do que passar conhecimento trabalhar com pedagogia é criar situações em que é possível construir o aprendizado.  Quem escolhe trabalhar como pedagogo pode atuar tanto em escolas quanto em empresas e até hospitais, promovendo uma melhora na qualidade de vida das pessoas. No âmbito escolar seu papel será o de ser um administrador educacional supervisionando atividades administrativas e pedagógicas, lidando com o alunos, pais, e funcionários.  São várias as etapas e modalidades que o licenciado em pedagogia pode ser inserido, tais como: educação infantil, ensino fundamental I, normal médio, cursos profissionalizantes (ministrando disciplinas pedagógicas específicas); formação de professores, entre outras atividades de docência, seja em instituições públicas ou privadas.

5. Educação Física

Cuidar da saúde por meio de exercícios físicos. Se você tem afinidade com a prática de atividades corporais e deseja ensinar por meio do esporte ou de outras modalidades de exercício, este é o curso para você. Além de ser uma disciplina obrigatória nas escolas, a Educação Física pode ajudar também no tratamento de pessoas com deficiências, atletas e interessados no bem-estar físico. O mercado de trabalho é amplo, envolvendo instituições de ensino, ONGs, clubes, academias, entre outros locais. A busca pelo conhecimento corporal é constante e aliar-se a ela em prol da saúde física é cuidar também da saúde mental dos alunos.

 

Se interessou por algum desses cursos? Aproveite para se inscrever no nosso vestibular!

 

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TCC: conheça 3 metodologias para projetos de pesquisa mais utilizadas no meio acadêmico

Embora pareça difícil, é possível elaborar um Trabalho de Conclusão de Curso sem grandes problemas na execução. Entenda!
Por: 02/03/2018 - 14:09 - Atualizado em: 20/03/2018 - 12:49
Projetos de pesquisa para TCC
Projetos de pesquisa para TCC
Por Rebeca Ângelis
 
É chegada a reta final do seu curso e você se depara com a assombrada missão de elaborar uma metodologia de pesquisa para o Trabalho de Conclusão do Curso (TCC). E agora? O fato é que escolher um método adequado para o projeto é uma das dúvidas mais comuns entre os estudantes. 
 
Mas calma! Embora pareça difícil, todo esse mistério não tem segredo. E para te mostrar que é possível fazer sem dificuldade, reunimos 3 tipos de métodos mais utilizados que podem auxiliar a escolher qual melhor se enquadra na execução de seu projeto. Para ajudar a esclarecer sobre as principais diferenças entre eles, convidamos a especialista e professora de Comunicação Social da UNINASSAU, Suélen Franco. Confira!
 
Antes de tudo, abra a caixa de pandora!
 
O grande mistério em desvendar e elaborar um bom projeto de pesquisa, consiste no medo que as pessoas têm, por achar que é algo complicado de ser feito. Antes de escolher o tipo de pesquisa, é importante que se tenha compreensão dos conceitos de metodologia científica, que servem como instrumento inicial para a elaboração de um trabalho científico. 
 
Uma metodologia científica consiste, em linhas gerais, na união de procedimentos aplicados na produção de conhecimento científico. Sua finalidade é garantir que o conhecimento produzido seja imparcial, o mais próximo possível da realidade e que os experimentos que o originaram possam ser reproduzidos por outros pesquisadores. 
 
Quando você consegue delinear qual perfil de sua pesquisa (qualitativa, quantitativa, ambas), fica muito mais fácil desenvolver e pôr em prática o projeto. Confira abaixo os principais métodos de pesquisas:
 
Estudo de Caso
 
Estudo de caso é uma abordagem de pesquisa que consiste no enfoque de um ou uma quantidade pequena de objetos de investigação (estudo multicaso é o nome que se aplica a múltiplos objetos). De acordo com Suélen, esse enfoque requer a análise desse (s) objeto (s) com o máximo de profundidade e detalhamento e, ao mesmo tempo, sem o desvincular do seu contexto. “Por exemplo, se uma empresa é seu objeto de estudo, ou seja, sua unidade de análise, é preciso buscar o máximo de fontes possíveis para realizar um estudo de caso: documentos, entrevistas, observações, etc.”, explica a professora.
 
Esse tipo de metodologia é uma abordagem amplamente adotada em ciências sociais e também na área de saúde. No entanto, Suélen coloca que, em certos casos, alguns autores apontam como limitação a impossibilidade de generalizar os achados.
 
“As conclusões a que você chegou sobre seu objeto de estudo são válidas unicamente para aquele objeto, e não para outros similares. Contudo, este não é um ponto de vista unânime: há quem defenda a possibilidade de generalizar ou mesmo de usar um caso como meio de compreender um contexto mais geral. O autor Robert Stake, por exemplo, classifica os estudos de caso em intrínseco (aquele cujo objetivo esgota-se no caso em si) e instrumental (aquele que permite o entendimento de uma realidade mais ampla a partir do caso estudado)”, endossa a especialista.
 
Pesquisa Exploratória
 
Contrário ao estudo de caso, a pesquisa exploratória é voltada para uma investigação preliminar do principal objeto de pesquisa a ser realizado. A pesquisa exploratória é realizada sobre um problema ou questão de pesquisa que, na maioria das vezes, são assuntos com pouco ou nenhum estudo anterior a seu respeito. 
 
“A pesquisa exploratória é pouco estruturada, justamente porque permite ao pesquisador, como o próprio nome diz, explorar o objeto, torná-lo mais claro. Devido a esse caráter não estruturado, muitos autores e orientadores defendem que ela cumpre a função de prover o pesquisador de informações iniciais para gerar hipóteses, a serem estudadas por metodologias mais estruturadas. As pesquisas exploratórias podem se valer de documentos, entrevistas com especialistas, observações, etc.”, explica Suélen
 
O principal objetivo desse tipo de pesquisa não é testar ou confirmar uma determinada hipótese, e sim realizar descobertas.
 
Revisão de Literatura
 
Este tipo de pesquisa destaca-se por resumir toda uma informação existente sobre determinado fenômeno, já estudado anteriormente. De uma maneira geral, a revisão de literatura se vale de publicações científicas em periódicos, livros, anais de congressos etc., resumindo toda a informação existente, da forma mais completa possível. A revisão literária também não permite que haja transcrição de idéias. As revisões podem ser estudadas de duas formas, a depender do tipo de objetivo: 
 
* Revisão ad-hoc - quando o pesquisador que executa a revisão de um trabalho científico submetido para publicação em um Periódico ou Revista Científica sem necessariamente participar como membro permanente do Corpo Editorial ou de Revisores. 
* Revisão sistemática -  realizada de forma sistemática, respeitando um conjunto de passos que devem descrever desde a fase de coleta dos estudos até a análise dos mesmos.
 
Suélen salienta que uma boa revisão de literatura deve ter o cuidado de mapear a relevância das fontes e o período investigado. 
 
“Por exemplo, se o pesquisador vai estudar o comportamento de determinado perfil de consumidor, ele precisa buscar resultados de eventuais estudos prévios sobre aquele objeto (revisão empírica) e estudos prévios sobre comportamento do consumidor (revisão teórica). É importante que essa revisão contemple tanto obras seminais (ou seja, obras de autores clássicos que são referência imprescindível para aquele tipo de estudo) quanto produções recentes (preferencialmente dos últimos cinco anos) publicadas em periódicos nacionais e internacionais de prestígio reconhecido”, pontua. 
 
Antes de escolher o tipo de metodologia, é preciso que haja uma definição de seu projeto de pesquisa e de quais maneiras você pode executá-lo por meio dos tipos de estudo.
 
E você, qual metodologia pretende usar em seu projeto? Conta para a gente!

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