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Funcionário babão não é a solução

Postura de bajulador é mal vista pelas lideranças e pode causar desconforto em ambiente que preza pelo trabalho em equipe
Por: Katarina Bandeira 28/03/2018 - 16:50
Funcionários bajuladores não são bem vistos no mercado. Foto: Freepik
Funcionários bajuladores não são bem vistos no mercado. Foto: Freepik

Se você está ou pretende ingressar no mercado de trabalho deve ter cuidado com um tipo de funcionário muito comum nas instituições: o puxa-saco. Em um primeiro momento, esse profissional pode parecer inofensivo com suas bajulações ao chefe e a necessidade de se mostrar sempre um empregado acima do esperado. Porém, a longo prazo, a convivência pode tornar-se um empecilho para o andamento das atividades na empresa e até mesmo o clima entre os colegas ficar ameaçado. Mas esse tipo de comportamento pode ser combatido sem prejudicar os funcionários?

Precisamos conversar

Para Rodrigo Gaião, que trabalha como recrutador, funcionários bajuladores são fruto de uma falta de comunicação entre os gestores e seus encarregados.  “É, na minha opinião, a incapacidade de um planejamento estratégico por parte da empresa, onde os processos de feedback, desenvolvimento de carreira e visibilidade deveriam ser expostos de forma clara”, comenta. Para ele, esse tipo de comportamento é prejudicial por incentivar uma competitividade que não é saudável.  “O bajulamento é a competitividade com sua própria equipe e colegas”, reforça.

Clareza e transparência

Em um ambiente profissional em que o trabalho em equipe seja fundamental, o comportamento transparente dos funcionários é fundamental. "Bajular é extremamente diferente de um feedback claro e específico. A falta de clareza pode gerar possíveis atritos no grupo, fazendo com que o profissional puxa-saco comprometa o foco e união dos outros funcionários”, afirma Gaião, que chama atenção para a necessidade em adotar e alimentar esse tipo de postura.

“Não há motivos para dar continuidade a esse tipo de atitude. Caso sinta essa necessidade, é importante refletir, entender qual reforço você precisa buscar e assim desenvolver formas claras e estruturadas - junto com a pessoa responsável pela liderança - como mecanismo de manter expectativas bem definidas e evitar o comportamento bajulador, reforça.

Gentileza gera gentileza

Para combater esse perfil profissional o recrutador indica uma conversa clara e transparente sobre a postura que cada funcionário, mas sempre de forma tranquila, visando a manutenção do clima de amizade entre os colegas. “A gentileza tem clareza. É um desafio para o gestor fazer um feedback sincero, direcionado, específico e com objetivo de garantir visibilidade. Assim todos que foram responsáveis pela conclusão de um projeto, ação ou tarefas poderão ficar longe de uma atmosfera de animosidades” finaliza.

 

E você, o que acha de funcionários puxa-saco? Conta para a gente nos comentários!

 

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Veja 3 itens que não podem faltar no seu TCC

A estrutura textual do TCC costuma seguir um padrão, esse três itens facilitarão a sua escrita
Por: Henrique Nascimento 28/03/2018 - 07:45
Veja 3 itens que não podem faltar no seu TCC/Freepik
O trabalho de conclusão de curso (TCC) é comum ao fim da graduação. O objetivo é que a aluna ou aluno demonstre através da pesquisa e da produção de texto acadêmico, que pode vir acompanhado de atividade prática, o que aprendeu nos anos de estudo. Independente da área, a estrutura textual do TCC costuma seguir um padrão. Para falar sobre os itens obrigatórios que o compõem, conversamos com a doutoranda em Comunicação e orientadora de trabalhos acadêmicos Lygia Sousa, e delineamos três deles. Confira!

Antes do grande momento: saiba como se preparar para o TCC

Um trabalho de conclusão de curso não é nada sem um projeto de pesquisa que o antecede. Usualmente o projeto é elaborado no penúltimo semestre do curso e é composto por: objeto, problema, construção das hipóteses, justificativa, levantamento bibliográfico, a metodologia e o cronograma.  Após o projeto, é hora da execução. Para isso, é preciso organizar-se financeiramente e, finalmente, começar o TCC sem medo.
 
Mesmo que a modalidade de TCC inclua um trabalho prático e não seja puramente uma monografia, é necessário ter um texto que será apresentado à banca. Em alguns casos é pedido o memorial descritivo acadêmico, estrutura que conta com a descrição das atividades práticas realizadas, pesquisa teórica e apresentação de resultados. Lygia Sousa aponta que os itens obrigatórios que deverão constar no texto são os seguintes:

1 - Contextualização e localização do objeto

A primeira parte do TCC deve conter os conceitos principais que norteiam o trabalho e contextualização inicial do objeto de pesquisa. É nesse trecho que será descrito qual o seu problema de pesquisa e parte da revisão bibliográfica. Vale ressaltar, que a revisão bibliográfica acaba sendo discorrida em praticamente todas as partes do trabalho.

2 - Apresentação do objeto

Como o nome já diz, é na segunda parte em que o objeto será descrito e apresentado em detalhes, sendo relevante fazer um resgate histórico dele.Tanto este item como o anterior convergem para justificar a escolha do objeto, dos autores e da bibliografia adotada como referencial. 

3 - Descrição e aplicação metodológica

Aqui será descrita a metodologia adotada para análise do objeto de pesquisa, ou seja, qual o caminho escolhido para examinar o objeto. Em seguida, é hora de apresentar os resultados dessa análise obtidos através da aplicação metodológica. Essa é a parte do texto onde será possível confrontar os resultados obtidos com as teorias utilizadas como base. 
 
Por fim, vêm as considerações finais, esse será o único momento em que não é indicado que você utilize citações ou se dedique intensamente ao referencial bibliográfico. Isso, porque são as suas considerações finais a partir dos resultados da sua pesquisa

Qual o tamanho de um TCC?

A quantidade de páginas de um TCC assim como a sua estrutura pode variar de acordo com Instituição de Ensino e os direcionamentos do orientador do trabalho. Muitas vezes uma pesquisa pode ser mais abrangente e precisar de muitos capítulos. Em outras situações, um texto mais conciso é o suficiente.
 
Depois de pronto, é hora de apresentar o TCC para a banca. Confira nossas 10 dicas para dominar a apresentação!

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Um dia para se ter orgulho

No Dia Nacional do Orgulho Gay levantar a bandeira sobre a orientação sexual é um ato de resistência
Por: 25/03/2018 - 00:00 - Atualizado em: 27/03/2018 - 15:40
Marlon Parente | Foto: Paulo Uchôa
Marlon Parente | Foto: Paulo Uchôa
Orgulho. A palavra de sete letras traz consigo a dualidade do ser humano. Por um lado, pode significar soberba e até arrogância, mas por outro, é melhor associada a um sentimento positivo de satisfação consigo mesmo, com um estado pessoal ou com outrem. Para a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Travestis), a palavra orgulho está diretamente ligada à exaltação da própria dignidade. Vivendo em um país que bateu recorde de homicídios contra homessexuais em 2016, de acordo com a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (Ilga), ter orgulho de sua orientação sexual é mais do que apenas uma vaidade, é um ato de resistência. 
 
O peso da balança
Falar sobre os avanços e retrocessos da luta LGBT no Brasil causa sempre uma mistura de alívio e preocupação. Se, por um lado, observamos uma evolução como o aumento do espaço midiático para pessoas de diferentes orientações de gênero (como a inclusão de casais homossexuais, personagens transsexuais e até os já não tão polêmicos beijos gays), por outro, vemos os números relacionados à violência saltarem a níveis expressivos e chocantes. 
 
No mundo, cerca de 72 países criminalizam a homossexualidade. Dentre esse número, oito tem penas de morte para homossexuais. Mesmo não fazendo parte dessa estatística, nossas terras tupiniquins, cheias de palmeiras, calam sabiás e sábios ao exprimir sangue de suas folhas. Dados do Disque 100, órgão que recebe denúncias contra violações aos Direitos Humanos, revelam que, em 2016, houve uma queda no número de denúncias relacionadas a casos de homofobia. Porém, em contraponto, esse foi o ano que o Brasil chegou ao topo do ranking das Américas, liderando os homicídios contra homessuxuais, totalizando 340 mortes (segundo a Ilga). 
 
A violência mora ao lado
No relatório apresentado pelo Disque 100 é possível ter uma ideia das principais violências sofridas por pessoas da comunidade LGBT. Elas são, em sua maioria, relacionadas à discriminação de gênero (com um total de 1458 denúncias, em 2016), violência física (385) e psicológica (861). Grande parte das vítimas dessas agressões são jovens, com idades entre 18 e 35 anos, sendo quase 40% deles, negros (somando o percentual de pretos e pardos). E ao contrário do que se espera, os vilões, agressores homofóbicos, variam entre vizinhos e parentes próximos, como pais, mães e irmãos.
 
Homofobia e as formas de combatê-la 
Imagine ser julgado, apontado e violentado simplesmente por amar alguém. Por querer viver, conviver e construir família com uma outra pessoa, ou apenas por desejar usufruir de seus desejos livremente. Ter que esconder quem você é e como você realmente se sente por medo de ser rejeitado pela sociedade, sem nunca ter feito nada que realmente ofenda outro ser humano ou tire-lhe a liberdade de escolha. Mesmo assim não poder exercer seus direitos, igual a todos os outros, com risco de perder não apenas a dignidade, mas também a vida. Imagine ser criado para sentir vergonha de quem você é, quando não há nada de errado com você. Na verdade, se você não for homossexual, não há realmente como imaginar. 
 
Desde 1991, a Anistia Internacional, passou a considerar a discriminação contra os homossexuais uma violação aos direitos humanos. Apesar disso as leis em vigor no Brasil ainda não preveem o crime de homofobia. Para combatê-la é preciso tratá-la como uma outra forma de discriminação, podendo ser classificada como um crime de ódio, e assim, passível de punição. Isso porque na Constituição Federal de 1988 determina-se que é um dos objetivos fundamentais da República Federativa brasileira promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação - Art. 3º, XLI.  Por isso, a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais - Art. 5º, XLI. 
 
Conquistas 
Apesar do caminho tortuoso, nos últimos anos o Brasil, avançou em algumas conquistas relacionadas a comunidade LGBT. A união estável entre duas pessoas do mesmo sexo, por exemplo, foi reconhecida legalmente pelo Supremo Tribunal Federal desde maio de 2011. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça - CNJ aprovou e regulamentou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Casais homossexuais possuem os mesmos direitos e deveres que um casal heterossexual, podem casar em qualquer cartório brasileiro, mudar o sobrenome e participar da herança do cônjuge. Quem possui união estável também pode mudar o status para casamento. 
 
Entre outros direitos conquistados é possível adotar uma criança, alterar o nome civil e gênero no registro de nascimento, em caso de mudança cirúrgica de sexo, usar o nome social em crachás e até para provas de concursos, como o ENEM. Em meio a tantas vitórias, chega a ser confuso porque um país que galga tantos avanços, mata tantos de seus cidadãos.
 
Origem da data
No dia 25 de março é comemorado o Dia Nacional do Orgulho Gay. A data é a versão brasileira do Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado oficialmente dia 28 de junho, quando geralmente, acontecem as famosas Paradas do Orgulho Gay.
 

Confira o vídeo especial sobre a data:

 
 

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Confira as melhores dicas para empreender bem

A Copa do Mundo está chegando e uma das oportunidades é realizar festa temáticas
Por: Camilla de Assis 23/03/2018 - 16:34
Empreendedores vencedores
Empreendedores vencedores
Imagine trabalhar por conta própria, sem chefe, fazer seus horários e conseguir pagar todas as contas do mês. É assim que muitas pessoas desejam estar no mercado de trabalho, e, para isso, é necessários ser um empreendedor. Em 2015, uma pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), com apoio do Sebrae no Brasil, identificou que quatro em cada dez pessoas são empreendedoras ou desenvolvem algum tipo de negócio, direta ou indiretamente. 
 
Por conta da crise que atingiu o Brasil nos últimos anos, um outro levantamento do Sebrae apontou que, nos últimos 3,5 anos, 11,1 milhões de empresas foram abertas por necessidade. Se você também tem vontade de se tornar um empreendedor, para te ajudar a mirar na escolha certa, trouxemos a coordenadora do curso de Administração da UNIVERITAS, Ana Cláudia Maia, para conversar sobre o assunto. Confira!
 
Doces e Copa do Mundo fazem as vezes do momento
 
Uma dica é apostar nos ovos de chocolates para a Páscoa, mas sem esquecê-los durante o resto do ano. Durante o período da quaresma, o ideal é a produção de bombons, trufas, por exemplo, que também poderão ser usados para outras festividades, como Dia das Mães, Dia dos Namorados, pequenas festas e aniversários.
 
Além da temática de doces, outro ramo que pode ser um grande empreendimento é a Copa do Mundo. Quem tem a necessidade do ganho de dinheiro a curto prazo pode investir em festas com o tema do mundial. A ideia é organizar eventos com ornamentações temáticas, degustações com petiscos, bebidas, além de fantasias, que podem ser vendidas para grupos de amigos ou até mesmo empresas.
 
Coloque a mão na massa e seja sensato
 
Quem quer realmente um negócio que seja sucesso precisa colocar a mão na massa. As coisas não irão se fazer sozinhas, e o empreendedor individual é o principal responsável pelo sucesso ou fracasso. É preciso pesquisar o mercado, conhecer outros tipos de empresas que fazem a mesma coisa, estimar valores de venda, saber lidar com gestão de crise e estar preparado para todas as eventualidades
 
Além disso, é de fundamental importância ter em mente que a empresa só deve ter ligações profissionais com o empreendedor. Por exemplo, o dinheiro da empresa não é dinheiro pessoal. Ou seja, a retirada de verba do caixa para fins pessoais não é recomendado, embora seja um erro comum. É preciso usar, também, o bom senso na hora da escolha de possíveis sócios.
 
Gostou das nossas dicas? Conte pra gente nos comentários!

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Brasil e o mito da democracia racial

No Dia Internacional Contra a Discriminação Racial números ainda apresentam um país dividido pela desigualdade
Por: Katarina Bandeira 20/03/2018 - 13:17 - Atualizado em: 21/03/2018 - 09:25
Constituição de 1988 condena como crime o racismo e a injúria racial, mas na prática o caminho ainda é longo. Foto: Shutterstock
Constituição de 1988 condena como crime o racismo e a injúria racial, mas na prática o caminho ainda é longo. Foto: Shutterstock

O Brasil é um país racista. A frase, dita em voz alta, pode até causar espanto no brasileiro desavisado, que acredita que vivemos em um paraíso racial. O racismo nacional é “maquiado”, resultado de uma miscigenação histórica, que criou um leque de tons de pele, misturou culturas, mas que não excluiu o racismo. O preconceito racial no país, existe e segue firme e forte entre estatísticas de desemprego, homicídios, falta de acesso à educação, criminalidade, diferenças de salários e oportunidades e até em fantasias de Carnaval.

Mas, o que é racismo?

Ao pé da letra racismo é um tipo de discriminação social que se baseia no conceito de hierarquização racial. Ele pode se manifestar de diversas formas. Uma das mais recorrentes, por exemplo, é a invisibilização midiática para personagens na falta de papéis ofertados a pessoas de diferentes etnias. Outra forma de discriminação racial é quando ocorrem ofensivas físicas e verbais. O problema é que, por muito tempo, não se discutiu o racismo no Brasil. Fez-se piadas, criou-se formas de dizer que a beleza, fora do padrão branco europeu, era exótica, assim como todos os símbolos religiosos e culturais que vinham com ela. Falou-se de miscigenação e criou-se termos com mestiço, moreno e mulato, entre outras formas de embranquecer - mesmo que verbalmente, a cor que se multiplicava: a negra.

Por conta disso, por muito tempo o brasileiro acreditou no mito da democracia racial, na qual o racismo ou a falta dele, seria protagonista de belas histórias de igualdade, em que os diferentes povos constitutivos do povo brasileiro e seus mais variados tons de pele provariam a falta de preconceito de seu povo. Mas na prática, não é bem assim.

O racismo está nos dados

A cada 100 pessoas vítimas de homicídio no Brasil, 71 são negras, informa o Atlas da Violência de 2017, estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) junto com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com o mesmo órgão, em 2015, dos quase 10 milhões de desempregados acima dos 16 anos, cerca de 2,7 milhões eram homens negros e 3,1 milhões eram mulheres negras, totalizando quase 6 milhões.

A desigualdade continua em outros recortes. Enquanto o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, entre 2003 e 2013, os homicídios de mulheres negras, no mesmo período, aumentaram 54,2%, segundo o Mapa da Violência de 2015,  pesquisa que também esmiúça o panorama nacional, passando de 1.864 para 2.875 vítimas.

O mercado de trabalho também expõe suas diferenças. De acordo com o Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, produzido pelo Ipea, em 2015 a taxa de desocupação de mulheres negras era de 13,3% e a dos homens negros, 8,5%. Isso acaba sendo reflexo também da falta acesso à educação.  Entre 1995 e 2015, a população adulta branca, com 12 anos ou mais de estudo, duplicou de 12,5% para 25,9%. No mesmo período, a população negra com a mesma escolaridade, passa de 3,3% para 12%. Apesar do aumento, a disparidade ainda é grande, porque é importante lembrar que, no Brasil, 54% da população se autodeclara preta ou parda (que somadas são a população negra).

Indígenas e a capa da invisibilidade

Imagem: IBGE

Segundo o censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, existem 896.917 indígenas no Brasil, divididas em 305 etnias. Um número pequeno se compararmos as mais de 200 milhões de pessoas que vivem no país, hoje. Ao contrário do que se faz crer os estereótipos alimentados nas escolas primárias que fantasiam as crianças de “índios e índias”, apenas 57,7% estão em terras demarcadas o resto, migrou para os centros urbanos ou está espalhado em nosso país de proporções continentais.

E é nas terras que encontram-se os grandes problemas dos povos originários do país. Um relatório produzido pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) mostrou que só em 2016, 118 indígenas morreram por conta de conflitos no Brasil, número divulgado pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis), unidades ligadas ao Ministério da Saúde. A maioria acontece por conta de conflitos relacionados a demarcação de terras, sem a qual a população nativa brasileira não tem como perpetuar sua cultura.

É importante entender que apesar da Constituição de 1988 ter estabelecido que os direitos dos povos indígenas sobre as terras brasileiras, é tradicionalmente de natureza originária, sendo também bens da União, a batalha para garantir seu uso é constante e cada vez mais difícil.

Violação dos direitos à igualdade étnico-racial

Existem no Brasil diversos órgãos de proteção e promoção dos direitos humanos que podem ser utilizados por pessoas vítimas de racismo e discriminação. Caso crimes dessa natureza sejam identificados a primeira providência, para que seja instalado um inquérito, é registrar uma queixa em uma delegacia de polícia, seja ela especializada no combate à discriminação racial ou não. Só depois o caso poderá ser encaminhado à justiça.

No caso de injúria racial (Lei nº 9.459/1997), existe a necessidade da presença de advogado ou defensor público. Através dela é possível obter a reparação civil pelos danos sofridos. Por último, para violações de direitos como os das comunidades quilombolas ou quando houver veiculação de mensagens racistas em meios de comunicação, os órgãos a serem contatados são as Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão nos estados, a Defensoria Pública da União ou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. No caso de discriminação existente no mercado de trabalho, o órgão a ser contatado é o Ministério Público do Trabalho.

Não deve-se deixar o racismo passar em brancas nuvens.

Origem da data

Em 21 de março de 1960, aproximadamente vinte mil pessoas protestavam pacificamente contra a “Lei do Passe”, em Joanesburgo, na África do Sul, até serem massacradas pela polícia sul-africana. A lei em questão obrigava a população negra a andar com identificações que limitavam a circulação delas na cidade. Tropas militares do Apartheid atiraram e mataram 69 manifestantes, além de ferir cerca de 180 pessoas durante o confronto.

A violência gratuita chamou atenção das Organização das Nações Unidas (ONU), que usou a data para criar, em 1966, o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, em memória ao “Massacre de Shaperville”.

 

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Movimento Cartonero: preservação ambiental e literária

Surgido em 2003 na Argentina, o movimento ganhou o mundo
1231+2468+1971 Por: Camilla de Assis 16/03/2018 - 17:30 - Atualizado em: 21/03/2018 - 11:41
Movimento Cartonero
Movimento Cartonero
Se na sua cabeça a primeira coisa que passa quando se fala em livros é aquele conjunto de folhas retangulares unidas e contidas por uma capa, você não imagina as diversas formas e materiais que os exemplares podem ser feitos. Um dos maiores movimentos que revolucionaram o sistema de produção de obras literárias foi o Movimento Cartonero. Ele surgiu em 2003, na Argentina, e foi fruto da sobrevivência dos escritores e da população desempregada do país.
 
Os livros no formato cartonero são feitos artesanalmente e de papelão. No Brasil, especialmente no Nordeste, esse tipo de confecção de obras chegou e ganha cada vez mais popularidade. Em Pernambuco, existe uma editora chamada Cartonera do Mar, que começou sua fabricação efetiva em 2015. “Participamos de um projeto coletivo da Mariposa Cartonera em que várias outras cartoneras participaram. A Mariposa cedia seu catálogo de escritores e as demais cartoneras publicavam uma primeira edição para a Mariposa e depois poderia publicar outras conversando com os escritores.”, explica Hermínia Ferreira, uma das fundadoras do coletivo.
 
Para realizar a publicação, basta ter um estilo de escrita que seja compatível com a linha de pensamento do coletivo. “Não temos um corpo de escritores. Os escritores chegam até nós de acordo com o que gostamos e publicamos”, enfatiza Hermínia. São publicados materiais de diversos gêneros literários. Até agora, a Cartonera do Mar tem livros de poesia, contos e ficção. “O contato conosco pode ocorrer por e-mail ou indicação de outros autores e editoras cartoneras.  Durante a avaliação do texto estudamos qual o melhor formato para a publicação, no caso em A4 ou A5. As impressões do autor também são levadas em consideração”, diz a fundadora do coletivo.
 
Já os materiais utilizados podem ser diversos. O coletivo Cartonera do Mar usa, de papelão para a capa, caixa de leite UHT, que tem um melhor acabamento, além de papel para impressão, linha e tintas. Todos os materiais são comprados.
 
Perpetuação da literatura e cuidados socioambientais
O Movimento Cartonero é, sem dúvida, um grande aliado nas questões de preservação ambiental e da literatura. “Atualmente estamos imersos em uma era digital, o que também evidencia o aumento de plataformas que publicam livros digitais. Essas plataformas vêm crescendo a todo vapor, entretanto, essas ferramentas não substituirão os livros impressos. É assim que o Movimento Cartonero instiga, promove e valoriza a leitura das edições impressas e se torna um forte aliado às causas socioambientais. Pois, se além de experiência sensorial (toque, cheiro/textura) que ele traz, acreditamos na sua eficiência no que diz respeito à conscientização e preservação ambiental”, opinia Hermínia, com apoio de todas as integrantes do coletivo.
 
Outras formas de se pensar em sustentabilidade
Apesar da grande influência do Movimento Cartonero quando se fala em preservação do meio ambiente e perpetuação da literatura popular, outras formas de pensar nesses dois aspectos são praticadas por editoras. Uma das que prezam pelas vertentes de sustentabilidade e afetividades das obras literárias é a Castanha Mecânica, fundada pelo poeta e escritor Fred Caju. “Na Castanha há livros cartoneros, com filtros de café, cascas de ovos e até com dobraduras simples que acabam dando um direcionamento gráfico-afetivo ao livro”, conta Caju.
 
Feitos artesanalmente pelo próprio fundador, todo o projeto gráfico dos livros é pensado para que seja “como um braço da narrativa”. Segundo Fred Caju, a perpetuação das editoras independentes e cartoneras é um papel forte na difusão literária. “Muito por conta da ousadia nos enfrentamentos e sobrevivência ao mercado editorial. Porque acabam ficando mais próximas do público do que as editoras editoriais alinhadas às vendas em livrarias”, explica.
 
E você, o que achou do tema? Conte pra gente nos comentários!
 

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Confira dicas importantes para publicar um artigo acadêmico (Qualis)

Quem deseja seguir carreira acadêmica deve se atentar aos princípios básicos das respectivas categorias que aprovam as publicações em revistas científicas, confira
Rebeca Ângelis Por: 16/03/2018 - 09:16 - Atualizado em: 26/03/2018 - 10:52
Confira dicas importantes para publicar um artigo acadêmico (Qualis)
Confira dicas importantes para publicar um artigo acadêmico (Qualis)

Mesmo com o término da graduação muitas pessoas optam por continuar no universo acadêmico, buscando construir uma carreira dentro do seguimento. Para isso, publicar artigos científicos pode ser a saída para quem escolhe cursar uma pós-graduação, mestrado ou doutorado e pretende investir na obtenção de títulos relacionados à pesquisa. Escrever um artigo envolve conhecer autores, pesquisadores e as mais variadas instituições de pesquisas, que podem ajudar na construção da formação acadêmica.

Esses textos científicos são, geralmente, publicados em revistas especializadas, tornando público o conhecimento adquirido. No entanto, para que haja publicação em periódicos científicos existem alguns critérios que o pesquisador deve seguir. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), criou a Qualis,  que tem como principal objetivo classificar as publicações, bem como indicar onde os pesquisadores, docentes e/ou alunos devem divulgar suas produções acadêmicas.

Para te ajudar a entender um pouco mais sobre como e onde publicar, separamos  dicas importantes acerca do tema, que podem te ajudar a esclarecer dúvidas mais recorrentes. Confira!

Entendendo o Periódico

De acordo com a norma NBR 6023/2002, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um periódico científico consiste em uma publicação de qualquer tipo de suporte, seja eletrônica ou impressa que, como o nome indica, possui edições periódicas (anuais, trimestrais, bimestrais, etc).

Em termos acadêmicos, o periódico pode ser definido como uma revista acadêmica e científica. É usado também para se diferenciar das demais revistas comerciais conhecidas, por possuir características e objetivos distintos, voltados exclusivamente para universidades.

Classificação Qualis

Uma das grandes dúvidas que os acadêmicos enfrentam ao finalizar o artigo, é saber onde publicá-lo. No Brasil, a Qualis é a principal fonte de qualificação de Revista científica ou periódico.  Ela reúne procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação.
Essa escolha varia de acordo com o tipo de conteúdos científicos que o tema acadêmico abrange. Além disso, é preciso ficar atento em relação à classificação que a pesquisa a ser publicada possui.
 
A Capes tem acesso às informações anuais que os programas de pós-graduação inserem na Plataforma Sucupira para rastrear onde os pesquisadores costumam publicar suas pesquisas. Com isso, divide em grupos e os classifica de acordo com os critérios do comitê científico de cada área. Essa definição de estratos se divide em rankings, que vão de A1 a C, sendo o primeiro de maior pontuação (100 pontos) e o último de pior (0 pontos). É através deles que o acadêmico escolhe onde publicar sua pesquisa, no intuito de agregar pleitear seus respectivos interesses. Confira a classificação completa:

  • A1 = 100 pontos

  • A2 = 85 pontos

  • B1 = 70 pontos

  • B2 = 55 pontos

  • B3 = 40 pontos

  • B4 = 25 pontos

  • B5 = 10 pontos

  • C = 0 pontos

Onde publicar

De acordo com Regina de Oliveira, professora e coordenadora do curso de Análise de Geoambiental, da UNIVERITAS, atualmente existem vários locais para publicar artigos científicos. Ela recomenda que seja feita uma pesquisa prévia da linha de publicações da revista pretendida e se a mesma faz abordagens de temas relacionados ao seu artigo.
 
Para quem pretende publicar os primeiros artigos, ela aconselha que o estudante comece investindo em instituições menores, durante a graduação. “O aluno pode transformar o TCC em artigo, ou até mesmo uma pesquisa de iniciação científica pode ser adaptada para um relatório por meio de artigo e também ser publicada. 
O acadêmico pode começar se interessando por revistas de instituições menores para ‘ir pegando o jeito’ e quando sentir-se seguro, em termo de informações, apostar em revistas com Qualis melhor”, explica.

Cuidado com o plágio!

Antes de enviar o artigo para análise, é de extrema importância ter atenção quanto ao plágio. Utilizar-se do trabalho de outras pessoas e assumir um falsa autoria é crime previsto em lei, dentro do Código Penal, no artigo 184, que trata a violação dos direitos autorais.
 
Regina recomenda que o ideal a se fazer é passar o projeto em um detector de plágios, por meio de sites, programas e aplicativos, como forma de garantia de que ele encontra-se adequado aos padrões. Dessa forma, é possível garantir que não haja cópia de um trabalho já existente. “A escrita é um treino, e muitas vezes acabamos repetindo muito o que o autor falou, ou até menos copiando mesmo. E esse tipo de problema, quando chega lá já volta”, ressalta a coordenadora.
 
Quando há evidências de plágio, o autor presta esclarecimentos e se o texto chegar a ser submetido a uma revista, esta poderá fazer a denúncia, removê-lo e inclusive, divulgar uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido.
Esta é a principal segurança ao autor de uma obra, no intuito de que ela não seja, posteriormente, comercializada em nome de terceiros.
 
Gostou da abordagem deste assunto? Conta para a gente nos comentários!


 

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Saiba quais as infrações mais comuns ao Código de Defesa do Consumidor

No Dia Mundial do Consumidor, é preciso estar atento para não ter seus direitos infringidos
Por: Henrique Nascimento 15/03/2018 - 09:53 - Atualizado em: 15/03/2018 - 09:54
Saiba quais as infrações mais comuns ao Código de Defesa do Consumidor/Freepik
No momento da compra é preciso ficar atento a todas as informações sobre o produto para evitar danos futuros
A compra e venda de produtos e serviços é constante em nossos cotidiano. Para regular juridicamente as dinâmicas de consumo foi criado em 1990 e posto em vigor em março do ano seguinte, o Código de Defesa do Consumidor. Apesar de ser considerado um avanço e ter mais de 25 anos de implementação, algumas infrações da legislação ainda são comuns. Para entender o assunto e apresentar dicas de prevenção às infrações, conversamos com Paulo Barradas, professor de Direito do Consumidor da UNAMA.
 

O Direito do Consumidor é um direito fundamental

O Código de Defesa do Consumidor, segundo Paulo Barradas, é considerado um avanço na legislação brasileira porque tem sua origem na Constituição Federal e é tido como um direito fundamental do ser humano. "Os Direitos Fundamentais são aqueles que no âmbito internacional chamam-se Direitos Humanos, quando eles entram na Constituição brasileira passam a ser considerados Direitos Fundamentais", explica Barradas que é mestre na área. Por se tratar de uma legislação específica para tratar das dinâmicas de consumo, o Código de Defesa do Consumidor tem prioridade sobre a legislação geral.
 

Principais avanços dos Direitos do Consumidor

Um avanço básico propiciado pela legislação é estabelecer o direito à informação. Isso quer dizer que todas as informações referentes ao produto e seu uso correto devem ser dados antes da compra. Outra mudança significativa pontuada por Paulo Barradas é a inversão do ônus da prova. Ou seja, as empresas se tornam as responsáveis por provar nos processos que entregaram algo de qualidade ao cliente, não o contrário. Isso se dá porque "o consumidor não vive de consumir, ele consome para atender suas necessidades, mas o fornecedor vive de fornecer. Então, esse é profissional e tem condições de comprovar e deve fazê-lo se for questionado", explícita Paulo Barradas.
 

Principais infrações ao Código de Defesa do Consumidor

Apesar dos avanços, muita coisa ainda é descumprida no que se refere ao Código de Defesa do Consumidor. Paulo Barras pontuou três das infrações mais comuns. São elas:
 

1 - Venda casada

Você já foi comprar um produto e o vendedor lhe ofereceu doces no lugar do troco? Isso é um caso simples de venda casada. Pela legislação esse ato é irregular porque obriga o consumidor a adquirir um produto que ele não tinha interesse. Isso ainda pode ser feito pelas empresas de telefonia quando só vendem um aparelho celular caso o cliente adquira determinado plano de ligações.
 

2 - Serviço sem orçamento

Neste caso, a violação se dá através da infração ao direito à informação. Um exemplo: a empreiteira que está cuidando da reforma da sua casa cobra um valor adicional ao que era orçado e não explica o porquê. É necessário que tudo que for cobrado tenha sido antes mostrado ao cliente através de um orçamento para depois ser executado, não o contrário.
 

3 - Envio de produto para o cliente sem a autorização

Você é cliente de uma empresa e consome determinado item do catálogo. A empresa dispõe de um produto novo e enviam para a sua casa. No entanto, você não pediu e percebe que eles estão lhe cobrando por isso. Neste caso, esse envio deveria ser considerado uma amostra grátis, não um venda. O consumidor deverá recorrer para não ser lesado financeiramente.
 

O que fazer depois ter um direito do consumidor infringido?

O primeiro passo, de acordo com Paulo Barradas, é falar com o fornecedor. Caso a própria empresa não apresente solução para o problema, o indicado é procurar a rede de proteção ao consumidor. Ela é formada pelos PROCONs, as delegacias de crimes contra o consumidor e o poder judiciário, em casos onde as lesões são grandes e envolvem um alto prejuízo financeiro ou moral.
Paulo Barradas ainda indica que é importante sempre prezar pela informação antes da compra. Estar atento ao preço médio do mercado e fazer pesquisas em relação a reputação do produto ou do fornecedor, pode prevenir danos futuros. Em momentos como a Black Friday, é preciso não se deixar levar pela euforia do momento, mas preparar-se antes para saber se está realmente fazendo um bom negócio.
 
Quer ainda mais informações? Confira quais são os seus principais direitos e deveres enquanto consumidor!

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Quer arrumar um emprego temporário? Confira nossas dicas!

Mandar o currículo com certa antecedência pode ser um dos diferenciais na hora da contratação
Por: Katarina Bandeira 15/03/2018 - 08:57 - Atualizado em: 15/03/2018 - 09:58
Faça com que as pessoas comecem a prestar atenção no que você está fazendo. Foto: Freepik
Faça com que as pessoas comecem a prestar atenção no que você está fazendo. Foto: Freepik

Durante todo o ano somos presenteados com datas comemorativas que fazem a alegria dos comerciantes. Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais, entre outras celebrações ajudam a movimentar a economia, por incentivarem a compra de presentes para as pessoas queridas, além de gerarem os tão necessários empregos temporários. Com a chegada da Páscoa, novas oportunidades podem aparecer para quem procura um emprego por tempo determinado. O comércio abre as portas e as vagas para os interessados. Mas você sabe o que precisa para conquistar uma vaga e dar aquela crescida na renda? Confira nossas dicas e boa sorte!

1. Coloque a cara no sol e nas redes

Para encontrar um emprego é preciso primeiro procurá-lo. Experimente conferir quais as empresas geralmente contratam nessa época do ano e prepare seu currículo da melhor forma. Atualizar seu perfil em redes como o Linkedin, muito acessada por contratantes em potencial, permite que você se mostre disponível para o mercado. Procure e se inscreva em vagas online, mas não esqueça do currículo físico. Para alguns setores, geralmente ligados ao comércio, entregar um currículo em mãos, com suas habilidades e experiências anteriores pode fazer a diferença e dar a chance de você conferir o local que pretende trabalhar.

2. Procure algo que você já tenha conhecimento

Investiu em algum curso de vendas, oratória ou de cozinha, durante o tempo livre? Então que tal ir atrás de vagas que precisam dessas habilidades? Apresentar-se com uma competência requerida pelo empregador vai fazer os olhos do recrutador brilharem ao seu encontro e, com certeza, será um diferencial quando comparados a outros candidatos que não tenham as mesma especificações. Como as vagas temporárias são mais urgentes e não denotam tanto tempo para o aprendizado, as chances de ser contratado em um emprego temporário são maiores se você já souber o que fazer.

3. Prepare-se para se destacar

Entrevistas para empregos temporários são geralmente mais objetivas do que realizadas para um trabalho de maior duração. O processo seletivo também costuma ser mais curto. Para se sair bem foque nas experiências e habilidades que podem se destacar durante a conversa com o recrutador. Também  é interessante conhecer mais sobre o ambiente que você pretende se candidatar. Saber sobre o perfil da empresa durante a entrevista mostra que você está interessado na vaga.

4. Freela é o novo temporário

Quando pensamos em trabalhos por tempo determinado as vagas de comércio são as primeiras a passar pela mente. Porém, o freelance, trabalho sem vínculo empregatício, também pode ser considerado um emprego temporário. A diferença aqui é que, ao invés de buscar o serviço é você quem vai oferecê-lo. Nesse caso é importante saber como impressionar o seu cliente em potencial. Crie um portfólio, mostre o que você já fez e mantenha suas redes sociais atualizadas, sempre respondendo em tempo hábil a dúvida de quem se mostrar interessado em seus serviços. Isso fará com que as pessoas comecem a prestar atenção no que você está fazendo e passem a acionar cada vez mais o seu trabalho.

5. Não espere até a última hora

Se você quer aproveitar as datas comemorativas ou os feriados religiosos, como a Páscoa, para ganhar aquele extra, vale começar a mandar currículos o quanto antes. Por serem datas que movimentam o comércio, muitas lojas começam a se preparar com meses de antecedência, principalmente para funções que necessitam de um treinamento mais elaborado. Tente mandar com uma média de dois meses antes da data que você deseja trabalhar. Isso dará tempo ao recrutador para a análise do currículo, marcação de entrevista e treinamento, quando necessário.

 

Gostou da nossa matéria? Conta para a gente se você tem alguma outra dica para garantir o emprego temporário!

 

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Ciências da Computação ou Rede de Computadores? Conheça a diferença!

Embora sejam áreas que andam juntas na tecnologia, cada uma possui suas funções específicas. Saiba como diferenciar
Rebeca Ângelis Por: 14/03/2018 - 16:26 - Atualizado em: 16/03/2018 - 08:37
Ciências da Computação ou Rede de Computadores? Conheça a diferença!
Ciências da Computação ou Rede de Computadores? Conheça a diferença!

É cada vez mais crescente o uso das plataformas digitais nos tempos de hoje, bem como a busca por profissionais neste segmento. De acordo com o Guia Salarial 2017, publicado pela consultoria Robert Half,  já dá para detectar algumas tendências do mercado de trabalho na área de tecnologia. O setor tornou-se primordial para qualquer empresa que busca por um profissional especializado para atuar em diferentes áreas de TI (Tecnologia da Informação).

E, dentro deste campo, encontram-se as funções de Ciências da Computação e Rede de Computadores que, embora tenham similaridades, possuem algumas características distintivas. Para nos ajudar a entender a diferença de ambos os campos, convidamos o profissional de Ciências da Computação, Rômulo Pinheiro. Confira!

Especificidades

Como o próprio nome já diz, o segmento de Redes de Computadores está diretamente ligado à execução de tarefas nas redes, por meio de sistemas já existentes de computação. Enquanto que a área de Ciências da Computação tem objetivo de criar, analisar e resolver problemas complexos na área de tecnologia, de forma mais científica dos fatores já existentes e estudos mais aprofundados. Seja no cargo de gerenciador de rede, administrador de TI, ou qualquer outro de liderança, as empresas precisam do profissional de Redes, para buscar as melhores alternativas para resolver problemas e promover o bom funcionamento da rede em geral.  “Imagina que o sistema do servidor de uma determinada companhia aérea cai e ninguém consegue armazenar as compras de passagens? Cabe ao profissional de Rede de Computadores solucionar”, esclarece Rômulo.

Segundo ele, o graduado em Computação vivencia toda a parte voltada para pesquisas e lida diretamente com a programação de sistemas. Diferente do profissional de Redes, que exercem a função de projetar, instalar e fazer a manutenção da rede de computadores de uma empresa ou entidade, de pequeno ou grande porte.

Ele ressalta ainda que o campo de Ciências da Computação permite que o profissional siga vária áreas, bem como resolva problemas de alta complexidade. “Por exemplo, o especialista dessa área pode trabalhar como analista de sistemas, gerente de redes, ser desenvolvedor de aplicações. Ou seja, vai estar apto para resolver problemas mais complexos, automatizando processos e desenvolvendo softwares voltados para  aplicativos, sites, sistemas de webs, etc”, esclarece.

Funções  e áreas de atuação

Rômulo destaca que, atualmente, o profissional de Redes de Computadores pode atuar em vários tipos de empresa que necessitem de uma estrutura de redes computacionais. Podem ainda trabalhar nos setores de infra-estrutura, cabeamento, redes sem fio, segurança da informação, entre outros.

Já o profissional de Ciências da Computação pode trabalhar em diversos segmentos como indústrias, startups, ou até mesmo trabalhar de forma autônoma vendendo soluções e serviços para empresas na área de tecnologia, como criação de aplicativos e softwares, por exemplo. Pode ainda prestar concurso público ou dar continuidade a carreira acadêmica com o mestrado e o doutorado.

Formação e Mercado de trabalho

Para tornar-se um profissional de Ciências da Computação, é preciso ter graduação com bacharelado, que dura em média quatro anos. Rômulo explica que o principal objetivo do curso é analisar e resolver problemas complexos na área de computação. “O profissional torna-se apto a automatizar processos e desenvolver softwares voltados para  aplicativos, sites, sistemas de webs, etc”, salienta o Pinheiror.

Já a formação em Rede de Computadores tem grau tecnólogo, com uma duração mais reduzida em relação ao bacharelado. Tratando-se de um curso profissionalizante, o estudante é ensinado a administrar servidores e fazer planejamento de redes, tudo voltado para o segmento da infra-estrutura geral da TI.

Rômulo acresenta que a média salarial do mercado atual de Ciências da Computação, varia entre R$ 6 mil e R$ 7 mil reais. Já a de quem pertence a área de redes, pode receber uma média de R$ 3 mil a R$ 4 mil reais.

Ele finaliza ressaltando que o mercado tem sido bom na área das tecnologias como um todo. “As pessoas precisam de tecnologia e consomem-na crescentemente. As empresas não ficam atrás. Todos precisam de profissionais que trabalhem e saibam desenvolver soluções tecnológicas para determinado problema. Tem muito emprego. A crise não afeta essa área”, endossa.

E você? Com qual das áreas se identifica mais? Conta para a gente! Conheça também o curso presencial de Ciências da Computação da UNIVERITAS!

 

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