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Medo de contraste? Saiba mitos e verdades sobre como esse exame funciona

Diagnósticos de difícil precisão são detectados por meio desse tipo de exame
Rebeca Ângelis Por: 13/08/2018 - 12:17
Medo de contraste? Saiba mitos e verdades sobre como esse exame funciona
Medo de contraste? Saiba mitos e verdades sobre como esse exame funciona

Fazer qualquer tipo de exame já causa certa tensão nas pessoas. Quando se trata do procedimento de contraste, então, o medo é ainda maior. Justamente porque sempre existiram várias teorias de efeitos adversos sobre como ele age no organismo, mas que nem sempre são verdades. O contraste consiste naquela substância transparente usada para detectar diagnósticos de difícil precisão.

Em grande parte das vezes, a realização tradicional do exame já possibilita ao radiologista, por exemplo, diagnosticar o que ele precisa, mas existem casos em que os vasos sanguíneos, órgãos e demais tecidos não ficam tão claros quanto se esperava.

E é aí que entra o contraste que, a depender da técnica, é realizado como exame para obtenção de difíceis imagens que melhor capturam órgãos como estômago, duodeno, útero, etc.

Nem sempre os riscos a que se referem ao contraste são verdadeiros e as pessoas precisam procurar saber mais antes de passar pelo exame. “A falta de clareza sobre os verdadeiros riscos é um dos principais fatores que, talvez, até atrapalhe as pessoas na hora de desvendar alguma ‘doença silenciosa’”, explica Celso Alvez Pereira, professor e coordenador de Radiologia da UNG. Ele assegura que a dica é procurar saber cada vez mais e fazer sem medo, em busca do tratamento mais adequado em prol de sua saúde.

Entender melhor qual sua real importância e suas eventuais contra-indicações é  fundamental para poder superar esse medo e, por consequência, aumentar muito a precisão dos diagnósticos. Para esclarecer mais sobre os mitos e verdades acerca do contraste, confira alguns esclarecimentos que o professor Celso Alvez definiu. Confira!

O procedimento dói? - Mito

Celso explica que, assim como alguns exames, o contraste por acesso venoso precisa da introdução da agulha nas vias venosas, o que pode causar um certo desconforto para quem tem medo das injeções. Mas garante que o procedimento em si do contraste, na detecção de diagnósticos é indolor.

A precisão do diagnóstico através desse exame é melhor e a única forma de detectar certas patologias? - Verdade

Existem diagnósticos patológicos, como tumores, que não são possíveis de detectar por exames simples. Com o auxílio do contraste é possível de encontrar com mais precisão, além de descobrir muitas vezes a irrigação do sangue que tem dado origem a determinada doença.

O exame de contraste traz danos ao organismo? - Mito

Com algumas mudanças tecnológicas, visando a melhoria deste exame, o contraste não iônico foi implantado e o professor garante o risco dele agredir o organismo é mínimo. “Hoje  todos os hospitais que trabalham com qualidade incluem enfermeiros e técnicos de enfermagem nesses serviços, diminuindo quaisquer riscos para os pacientes”, afirma Celso.

Ele ressalta ainda que vale um cuidado maior para quem faz uso do medicamento letiformina, que deve ser suspenso temporariamente para se submeter a exames como esses.

É o exame mais preciso? - Verdade

Todo exame que necessita de um diagnóstico por imagem para visualização, ganha mais exatidão para tratamento por meio de contraste.

O paciente pode escolher se pode usar o contraste ou não? - Verdade

Na hora do procedimento, o paciente pode optar por um outro exame para detectar seu real diagnóstico. No entanto, o professor ressalta que a precisão do exame de contraste é primordial para desvendar certas doenças.  

Ficou interessado em saber mais sobre este assunto? Conheça também a disciplina de Técnicas para Diagnóstico de Imagens, através do curso de Radiologia da UNG!

 

 

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O que significa ser pai no Brasil?

Apesar do Dia dos Pais, comemorado neste domingo, ser uma data de celebração, mais de cinco milhões de crianças permanecem sem o nome dos progenitores no registro
Por: Katarina Bandeira 11/08/2018 - 14:29
Acompanhar o progresso dos filhos é uma experiência única que precisa ser compartilhada. Foto: Freepik
Acompanhar o progresso dos filhos é uma experiência única que precisa ser compartilhada. Foto: Freepik

“Pai é quem cria”, diz o dito popular que, passado de geração em geração, tenta ensinar um pouco sobre parentesco socioafetivo. Culturalmente, a educação dos filhos sempre foi colocada como uma responsabilidade da mulher. Se algo desse errado e a criança saísse aquém das expectativas da família era a ela que a sociedade deveria culpar. Ao homem cabia apenas prover o sustento da casa e de seus ocupantes. Dele não se poderia esperar grandes afagos, ajuda nas tarefas escolares, idas ao médico, brincadeiras ou outras atividades que envolvessem o universo infantil. A criança podia ser a cara do pai, mas era encargo da mãe.

Talvez isso parecesse funcionar no passado quando confinadas ao ambiente doméstico as mulheres eram designadas aos papéis de educadoras, mães e esposas em período integral. Porém, em tempos modernos, quando 40% das famílias brasileiras é chefiada por representantes do sexo feminino (de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea), essa construção social parece ter cada vez menos resultados. Além disso, o número de crianças que crescem sem a presença dos pais também é grande e expõe uma realidade paterna que não deve ser celebrada, mas existe.  

Pai de papel e papel de pai

Recentemente, durante a Copa do Mundo, chamou atenção da mídia o fato de que seis dos onze titulares da seleção cresceram sem suporte do pai biológico. E esse não é um fato isolado. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o último Censo Escolar, realizado em 2011, mostrou que há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento.

O abandono da figura paterna pode ter inúmeras causas, que vão desde a fuga das obrigações financeiras até a recusa a participar ativamente da criação do descendente. Porém, a Justiça Brasileira trabalha cada vez mais para mudar essa realidade. “Hoje em dia, o direito hoje tenta equiparar a figura do pai a da mãe, já que antigamente ele era visto como uma pessoa que ia trabalhar e participava da vida do filho só financeiramente”, explica o advogado Marcos Lopes, reforçando que mudar os papéis sociais é fundamental. “Atualmente, a Lei tenta tirar essa imagem que a esposa é a dona de casa e o homem é quem sai para trabalhar, inclusive, acrescentou-se a obrigação da guarda compartilhada para ambos. Claro que podem ocorrer situações específicas, mas o estímulo existe”, afirma.

Direitos e deveres

Os direitos e deveres de pai e mãe são iguais e consistem em proporcionar o bem-estar de seus filhos. Em caso de separação é garantida a manutenção de direitos ainda na gravidez, sempre buscando o conforto da criança. “O pai tem o dever de proporcionar os chamados alimentos gravídicos, que englobam desde a alimentação da gestante até o custeio de exames médicos, medicamentos e até outras medidas que a justiça julgue necessária. Após o nascimento há também o pagamento da pensão alimentícia devida aos filhos”, conta Marcos Lopes.

Caso continuem juntos, os pais devem dividir as atividades relacionadas ao bebê. Acompanhar seus progressos é uma experiência única que precisa ser compartilhada e traz grande satisfação para todos, principalmente porque pai e mãe são os primeiros exemplos concretos que os filhos têm para construírem seu aprendizado.

Ninguém é obrigado a amar

Mesmo que a Lei garanta o sustento da criança, em muitos casos não é possível trazer a figura paterna para o dia-a-dia infantil. A ausência ou a obrigatoriedade da visita sem que ela seja um desejo de ambos (pais e criança) pode acarretar em danos psicológicos irreversíveis. “Quanto a questão do abandono afetivo, ninguém é obrigado a dar amor. A lei exige que o pai dê todas as condições de assistência ao filho, mas não pode obrigar ninguém a amar. O que se pode fazer é reparar os danos causados pela ausência de amor” finaliza o advogado.


 

Quer saber mais sobre as leis no Brasil? Faça nosso vestibular!

 

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Dia Internacional dos Povos Indígenas: momento de orgulho e luta

O principal propósito da data é lembrar a inclusão dessa população nos direitos humanos, no entanto muitos desafios ainda precisam ser enfrentados
Por: Henrique Nascimento 09/08/2018 - 12:14
Dia Internacional dos Povos Indígenas: momento de orgulho e luta/Paulo Uchôa/LeiaJáImagens
Da esquerda para a direita: Witxô Fulni-ô, Eliz Pankararu e Tarisson Nawa
Os povos indígenas estão presentes em todos os estados brasileiros. São mais de 896 mil pessoas de acordo com os dados do censo, realizado pelo IBGE, em 2010. A diversidade é a marca dos povos originários, compostos por mais de 200 etnias. Ao contrário do que foi estabelecido no imaginário popular, eles não estão restritos às ocas, à utilização de adereços e ao isolamento social. Os indígenas ocupam diversos espaços e resistem enfrentando a violência física e de seu patrimônio.
 
O Dia Internacional dos Povos Indígenas tem como principal propósito lembrar a inclusão dessa população nos direitos humanos. A data, 09 de agosto, foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em referência a primeira reunião do Grupo de Trabalho das Nações Unidas, sobre Populações Indígenas, realizada em Genebra, em 1982.
 
Em 2018, é celebrado o 11º aniversário da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, aprovada em 2007 pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O documento estabeleceu padrões mínimos de sobrevivência, dignidade e bem-estar para os povos originários de todo o mundo. No entanto, muita coisa ainda precisa ser alcançada num embate que também é antirracista.
 

Tarisson Nawa/Paulo UchôaO racismo também atinge indígenas

A população indígena também está sujeita ao racismo. No entanto, ele se materializa de formas diferentes com os negros e com os indígenas. Tarisson Nawa, índio Nawa estudante de Jornalismo, explica que como a figura do que é ser indígena no Brasil está ligada a características físicas específicas, um fenótipo, quem as possui é associado a um estereótipo racista do índio preguiçoso, atrasado e selvagem. Além disso, o estereótipo oculta a pluralidade étnica dos povos originários que não se restringem a esse fenótipo.
 

Quando a vida indígena é redefinida violentamente

O racismo tem a capacidade de passar de uma dimensão simbólica, do imaginário, para gerar consequências reais. Dentro e fora das aldeias elas podem ser medidas nos índices de violência contra indígenas. Em 2016, foram registrados 118 óbitos por agressões, negligências e maus tratos em 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Só no povo Yanomami foram registrados 44 óbitos por agressões, no ano em questão, contra 59 óbitos no ano anterior, 2015. Totalizando 103 mortes em apenas dois anos.
 
Não é possível quantificar quais agressores são índios ou não-índios. No entanto, segundo o relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Terra Indígena Yanomami vem sofrendo com a entrada de armas e invasões recentes, principalmente de garimpeiros.
 

A relação do indígena com a terra

Maike Sá/Paulo Uchôa“Quando se fala em demarcação de terras indígenas as pessoas sempre vão achar que o pessoal quer terra simplesmente como forma de latifúndio. [...] Pouco se conhece sobre [...] a forma como os indígenas se relacionam com seus territórios”, afirma Witxô Fulni-ô. Ele explica que, quando o território é reivindicado, não se trata de querer mais terra, mas de ter direito de se relacionar com toda a ancestralidade do local.
 
Em setembro de 2017, 40,86% (530) das terras reivindicadas para demarcação de territórios indígenas estavam sem nenhuma providência administrativa para sua regularização. De 2015 para 2016, a quantidade de terras demarcadas passou de 1.113 para 1.296. Um avanço muito pequeno para o número de solicitações feitas. Os dados da Funai e do Cimi evidenciam a omissão e a demora dos órgãos públicos nos processos de delimitação e proteção de terras indígenas. Esses espaços estão sujeitos a invasão possessória feita de forma violenta, provocando aumento no número de assassinatos de indígenas.
 
Witxô Fulni-ô associa esse problema ao campo da educação, uma vez que ensino básico brasileiro constrói um estereótipo do indígena, sem que sejam levadas em consideração suas verdadeiras práticas, crenças e particularidades culturais.
 

Eliz Pankararu/Paulo UchôaUm educação indígena feita por indígenas

Mulher negra e indígena, Eliz Pankararu destaca uma conquista recente que é o ensino escolar com uma educação indígena. São professores com formação em Pedagogia que pertencem aos povos originários e possibilitam às crianças uma educação nas aldeias. Contudo, em 2016 foram registrados por diferentes órgãos 38 casos de desassistência na área da educação escolar indígena. As principais denúncias estão relacionadas a precariedade das escolas, atraso nos salários dos professores e a falta de transporte para os alunos. 
 
Eliz, na sua formação, frequentou escolas com professores não-índios. Ela revela ter passado por situações onde a sua capacidade de aprendizado foi questionada devido a sua posição sócio-econômica. Acontecimentos como esse destacam a importância de mudanças em todos os níveis educacionais. 
 
Eliz Pankararu, Witxô Fulni-ô e Tarisson Nawa, enxergam a transformação na educação como um caminho para que o indígena tenha sua identidade respeitada no Brasil. Isso pode ser feito através de modificações na forma que o indígena é representado no ensino e na “produção de pesquisa com as populações indígenas e para [elas]. E não aquela velha ciência moderna, numa perspectiva que se apropria de uma determinada realidade para construir conhecimento, mas não tem nenhum compromisso de devolutiva”, pontua Eliz que é doutoranda do curso de Serviço Social.
 

Confira o vídeo especial para esta data:

 

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5 documentários brasileiros clássicos que você precisa assistir

Nesta terça-feira (7), data em que se comemora o Dia Nacional do Documentário Brasileiro, separamos uma lista de peso, com autores de roteiros que já são considerados clássicos da realidade artística
Rebeca Ângelis Por: 07/08/2018 - 11:08 - Atualizado em: 07/08/2018 - 11:10
5 documentários brasileiros clássicos que você precisa assistir
5 documentários brasileiros clássicos que você precisa assistir

Que as histórias de filmes emocionam e nos prendem muita gente já sabe e vivencia. Assim também é o poder dos documentários que vão além da ficção e exibem a verdade em sua forma artística. Nele, os autores dão ênfase a uma representação subjetiva ou parcial do mundo real. É nos documentários que os telespectadores se aproximam do que, de fato, existe. Dentro da sétima arte, seu poder ultrapassa limites e permite que nossas memórias e vivências estejam além.

Nesta terça-feira (7), data em que se comemora o Dia Nacional do Documentário Brasileiro, separamos uma lista de peso, com autores de roteiros que já são considerados clássicos. A exemplo de nomes como Marcos Prado, Andrea Tonacci, José Padilha e vários outros. Confira e não deixe de assistir!

1- Serra da Desordem

Lançado em 2006, com direção de Andrea Tonacci, o roteiro conta a história de Carapirú. Um índio nômade, que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante 10 anos ele perambula sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2000 km de distância de sua fuga inicial.

O filme acompanha sua trajetória de quando é levado para Brasília pelo sertanista Sydney Ferreira Possuelo, em uma semana ele se torna manchete por todo país e centro de uma polêmica entre antropólogos e linguistas em relação à sua origem e identidade. Em busca de suas origens, ele reencontra um filho, retorna ao Maranhão e lida com as diferenças de sua vida nômade.

2- Ônibus 174

Um sequestro em um ônibus, que aconteceu  em 12 de junho de 2000, na Zona Sul do Rio de Janeiro, chocou o mundo. O enredo se baseia nas imagens do momento, entrevistas e documentos oficiais de tudo sobre o caso. Concomitante aos momentos de tensão, a história também busca mostrar como era a vida do sequestrador, como um comum menino de rua carioca que se transforma em bandido. Em dualidade de narrativas, o documentário analisa razões que resultam em um Brasil tão violento. O filme foi lançado dois anos depois do ocorrido, pelos diretores José Padilha e Felipe Lacerda.

3-Ilha das Flores

Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. O filme segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos.

O curta foi escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989 e mostra, de forma ácida e com uma linguagem quase científica, como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos. Em 1995, Ilha das Flores foi eleito pela crítica europeia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século.

4-Estamira

Na verdade nua e crua, o filme exibe a história de Estamira Gomes de Sousa. Uma mulher de 63 anos que possui distúrbios mentais e há 20 anos trabalha em um aterro sanitário, no Rio de Janeiro. O local que recebe mais de oito mil toneladas de lixo da cidade do Rio de Janeiro, diariamente, é também sua moradia.

Seus diálogos misturam-se a frases filosóficas e poéticas, em meio a confusão mental. Ela analisa questões de interesse global com lucidez e permite que cada ser humano repense sobre seu tipo de loucura que o caos da vida ao redor lhe proporciona. O documentário foi lançado em julho de 2006 e tem direção de Marcos Prado.

5- O Prisioneiro da Grade de Ferro

Depois de aprender técnicas de filmagem, em um curso dentro do presídio, detentos encarcerados no maior centro de detenção da América Latina documentam seu cotidiano.

No registro frio e sem maquiagens, a realidade carcerária chega a chocar, devido a condições precárias que são obrigados a sobreviver, dez anos após acontecimentos de um dos episódios mais sangrentos da história do Brasil, o Massacre do Carandiru, que custou a vida de mais de uma centena de detentos.

O enredo realístico chegou a ganhar vários prêmios internacionais. A direção, roteiro e produção é de Paulo Sacramento. Seu lançamento ocorreu em 2003.

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Vai para Faculdade de bicicleta? Descubra quais cuidados tomar

Veículo é forma saudável e sustentável de locomoção, mas exige cuidados
Por: Katarina Bandeira 06/08/2018 - 10:28
Ir à aula de bicicleta é uma alternativa saudável que pode ser incorporada na sua rotina. Foto: Freepik
Ir à aula de bicicleta é uma alternativa saudável que pode ser incorporada na sua rotina. Foto: Freepik

É possível driblar o trânsito caótico da sua cidade, ajudar o meio ambiente e cuidar da saúde, tudo isso a caminho da faculdade. Sabe como? Pedalando. Ir à aula de bicicleta é uma alternativa saudável que, além de ajudar a economizar com passagens e combustível, ainda colabora com o combate contra à poluição.

Tudo bem que, nos dias atuais, comprar uma bike não é lá algo muito barato, porém, depois do investimento inicial os ganhos a longo prazo são recompensadores. Se você quer começar esse hábito cheio de benefícios nós te damos as melhores dicas para iniciar o semestre com qualidade e segurança. Confira!

Um kit para andar na magrelinha

Mesmo que você tenha achado a bicicleta dos seus sonhos, ela sozinha não é suficiente para uma experiência segura. Para começar o semestre pedalando pela sua cidade você precisa preparar seu meio de transporte.

Equipe a bicicleta e você mesmo

Se você vai rodar pela cidade é importante que sua magrela tenha espelho, buzina e iluminação. Estes itens são obrigatórios por lei e devem ser instalados o quanto antes. O uso do capacete não é obrigatório, ao contrário do que muita gente pensa, porém, recomenda-se que seja utilizado para o amortecimento de quedas, já que o item diminui a chance de traumatismo craniano.

Compre um cadeado

Nem sempre é possível encontrar um estacionamento seguro para sua bike. Por isso, uma das primeiras coisas que você deve fazer é conseguir um cadeado de bicicleta. Ele fará com que sua magrela permaneça segura enquanto estiver estacionada.

Prefira modelos com bagageiro ou cestinha

Levar uma mochila ou bolsa pesada enquanto pedala pode dificultar o equilíbrio durante o trajeto. Por isso, ao escolher um modelo de bike prefira aqueles que já vem com bagageiro ou cestinha. Além de facilitar na hora do transporte, também evita que você entre na aula com a roupa amassada.

Umas dicas para você

Encontre uma rota segura

Antes das aulas começarem teste algumas rotas para chegar à faculdade. Nem sempre é indicado ao ciclista andar por vias de muito movimento, a rota ideal geralmente envolve ruas paralelas e de pouco movimento. Elas podem deixar o percurso mais longo, mas com certeza a quantidade mínima de carros deixará mais seguro. Além disso, o uso de ciclovias é fundamental para fazer um caminho sem sustos.

Durante a escolha da rota também verifique o fluxo de carros. É possível que a rota que você escolheu para ir à faculdade tenha mais trânsito na ida do que na volta e aí, uma opção para não perder tanto tempo, é fazer rotas diferentes para chegar e sair da instituição.

Aprenda a fazer reparos simples

Saber consertar sua própria bicicleta é, com o perdão do trocadilho, uma mão na roda. Então, que tal aprender a fazer pequenos reparos, para situações emergenciais? O conhecimento para driblar situações simples pode fazer com que você economizar, ao invés de ir em uma oficina.

Beba água e use roupas leves e coloridas

Como toda atividade física você vai transpirar bastante durante o percurso. Por isso é importante ter sempre uma garrafinha de água para manter-se hidratado. No verão, roupas leves servem para manter a sensação de frescor. Leve em consideração peças coloridas, que além de não absorverem tanto o sol,  vão ajudar você a se destacar no trânsito.

 

Gostou das nossas dicas? Então o que você acha de começar a pedalar rumo à universidade? Faça nosso vestibular!

 

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Capoeira: um jogo de resistência e cultura

No Dia do Capoeirista, lembrado nesta sexta-feira (3), saiba como esses guardiões evoluem, ao mesmo que preservam esse legado até os tempos atuais
Rebeca Ângelis Por: 03/08/2018 - 08:47 - Atualizado em: 06/08/2018 - 14:42
Capoeira: um jogo de resistência e cultura
Capoeira: um jogo de resistência e cultura
"Capoeira é muito mais que uma luta, capoeira é ritmo, é música, é malandragem, é poesia, é um jogo, é religião”, já dizia Mestre Pastinha - um dos primeiros guardiões da tradição praticada no Brasil. E, seguindo seus ensinamentos, muitos adeptos continuam mantendo-na como forma de ideologia, a exemplo do grupo de Capoeira Angola N’golo N’guzo, situado na cidade Alta de Olinda. 
É noite de segunda-feira e, aos poucos, o salão começa a se encher de alunos para a aula do Mestre Marcelo Baia - professor de capoeira há 40 anos. A turma, que outrora era formada apenas por homens, hoje se contrapõe ao antigo cenário e agrega mulheres e crianças, todos juntos, formando uma roda em que todos são iguais. 
 
Antes mesmo da aula propriamente dita iniciar, membros do grupo já começam a praticar outra aprendizagem: a de cidadania. Os primeiros que chegam se dividem na tarefa de varrer, organizar e manter o espaço limpo para mais um dia de “treino”. Eis que começa a aula. Nas lições, todos aprendem sobre ginga, maneira correta de se posicionar e tocar o berimbau. Capoeirista aprende, sobretudo, a dialogar com o próprio corpo, por meio dos reflexos ou da própria mandinga executada nos movimentos do Aú, Rabo de arraia, Biqueira, Tesoura, Rolê e várias outras defesas diante do adversário.
 
Todos aprendem a jogar de forma ímpar, mas em unanimidade, respeitando os princípios de ser cidadão em coletivo. “A capoeira vem da arte, de onde vem a ancestralidade. Vem da fé de acreditar em você e em algo mais, na união de pessoas. Na espiritualidade que se pode transformar as coisas.”, explica Marcelo. Confira o vídeo com entrevista exclusiva sobre o assunto:
Luta e enfrentamentos
Desde seu início, a capoeira que existia originalmente no Brasil com referências africanas, era do tipo de Angola. Passou por várias lutas, principalmente, de 1890 a 1937, quando foi considerada crime previsto pelo Código Penal da República. Na época, para sobreviver ao ambiente hostil da sociedade, os alunos a praticavam em escolas clandestinas nos subúrbios.
 
No intuito de torná-la permitida, o angoleiro (nome dado ao praticante da Capoeira Angola) Mestre Bimba criou, em 1932, uma nova capoeira: a Regional. Fugindo de qualquer pista que lembrasse a origem “marginalizada”, uniu  técnicas de artes marciais como o boxe e jiu-jítsu e denominou como um método de ensino em academias.
 
A nova modalidade eliminava algumas posturas, mudava alguns movimentos e exigia alguns critérios para os integrantes como higiene, uniforme e até boas notas no colégio. Foi então, o período que a classe média branca começou a se interessar. Essa adaptação fez uma divisão entre os angoleiros e regionais, que criticam-se mutuamente embora se respeitem. Na missão de guardiões, os primeiros defendem a preservação da essência capoeirista, enquanto que os mais novos endossam que a capoeira precisa evoluir. 
De lá para cá, essa técnica corporal se expandiu e já ganhou adeptos em várias partes do mundo. Chegando ainda a ser reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro.
 
Um jogo de resistência da cultura negra
 
Símbolo da resistência, desde quando era vista como uma prática marginalizada, a capoeira passa até hoje por obstáculos que desafiam sua essência. Isso porque nem todos os adeptos se consideram atletas e a tem como modalidade esportiva, mas sim como um símbolo e expressão da cultura negra, empregado desde a época da escravidão.
 
“Ê,  Zum zum zum, zum zum zum...Capoeira mata um”, já dizia  a letra do cantor Jackson do Pandeiro, mas a realidade para muitos é que querem matá-la, destruiindo todo seu contexto. Entre as novas práticas, encontra-se a inserção da capoeira Gospel, criada por cristãos que propõem adaptar novas canções que não use nomes em menção a religiões matriz africanas como o candomblé e umbanda.
 
A adaptação é vista por muitos praticantes como sinônimo de apropriação cultural que impõe apagar a raiz do negro, bem como, seus símbolos sagrados, mantidos hoje desde sua origem. “É uma tentativa de assassinar a gênese da capoeira. Como é que uma religião surge para matar a origem da própria cultura?”, questiona a Mestra Mônica Santana, também integrante do grupo N’golo N’ guzu.
“Capoeira é filosofia de vida, é o legado dos nossos ancestrais. Tentar mudar ou adaptar isso a outros modos, é esquecer da história de lutas e enfrentamentos que nossos ancestrais passaram”, ressalta Marcelo.

Capoeira feminista

“Tem mulher que joga melhor do que muito homem capoeirista”. Seja nas ruas ou dentro das rodas, ouvir comentários como esse e achar que se trata de uma reprodução natural ainda é uma problemática comum entre os “capoeiras”. Justamente porque, o feminismo na capoeira defende as desigualdades e as comparações à força e estilo masculino de estar em uma roda de capoeira. Combater o machismo é lutar pela igualdade de gênero, sem medir qualidades específicas das mulheres. 
 
Essa compreensão de luta tem se tornado cada vez mais assídua entre as mulheres para defender seus espaços. Sobretudo na capoeira, que, durante muito tempo, foi predominantemente masculino. “Sofri com o machismo nas rodas, desde muito cedo. Até mesmo pela minha mãe que me proibia e permitia apenas que meu irmão fosse aos treinos. Na época questionei, mas por ser impedida de ir, só comecei a praticar com frequência a capoeira, anos mais tarde”, explica Mônica, angoleira desde 1985, que já tem o título de Mestra e Contra-mestra.  
 
“Nem mesmo o título de contra-mestra que me foi dado eu aceitava, achava que aquilo não era para mim. Quando quiseram me dar um título, eu dizia: ‘Não, eu não tenho capacidade!’ Ou seja, é tão imposto pra gente que, enquanto mulher não somos capazes, que a gente termina acreditando. Mas não, somos capazes, sim, de ir muito além!”, endossa.
 
Embora seja mais fácil encontrar registros na história da capoeira apenas de homens, poucas mas (marcantes) mulheres fizeram história, desde que tudo, inclusive, sua presença era proibida. Poucos são os locais que as citam e mergulham em suas histórias, mas seus nomes marcantes fortalecem e encorajam as mulheres atuais ainda mais no legado feminista nas gerações futuras. Confira em nosso Infográfico:
 

 

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Confira 5 das áreas mais promissoras para seguir na fotografia

Fotojornalismo e fotografia social são algumas das mais comuns
Por: Camilla de Assis 02/08/2018 - 00:00 - Atualizado em: 03/08/2018 - 10:14
Fotógrafo
Fotógrafo
Começar um curso de graduação em Fotografia significa ter uma gama de opções a seguir, quando se opta por ser fotógrafo. Capturar imagens e conseguir transmitir uma ideia, uma notícia, um pensamento e até mesmo tocar o coração das pessoas com a imagem é uma vontade de toda pessoa que decide seguir a profissão. Inclusive, quem deseja seguir no ramo pode, até mesmo, ter outras graduações
 
Para te ajudar a decidir qual ramo na fotografia seguir, trouxemos algumas das áreas mais comuns. Confira abaixo!
 

Fotojornalismo

Nesse ramo, o profissional de fotografia terá uma vida nada rotineira. É como fotojornalista que o fotógrafo vai capturar as imagens que deverão acompanhar as matérias de jornais, revistas, sites e portais de notícias, ou até mesmo serem independentes, tornando-se a notícia em si. E essas imagens são essenciais para retratar a realidade, assim como o jornalista a retrata por meio das palavras. Para ser um fotojornalista, o profissional deve optar pela graduação no ensino superior em jornalismo ou em fotografia.
 

Fotografia social

Casamentos, chás de panela, lingerie, “chá bar”, colações de grau, formaturas, entre outros, são os eventos sobre os quais o fotógrafo irá atuar na sua carreira. Nesse caso, o profissional deve saber aproveitar e sugerir ideias de fotos posadas para os clientes, entender de iluminação, fazer “mágica” com os cenários ambiente e, sobretudo, ter um olhar diferenciado na captura da imagem. Para conseguir se consolidar nessa área, é preciso ter responsabilidade.
 

Fotografia infantil

Outros eventos como aniversários, mesversários, chás de bebê e de revelação, ensaios de gestantes, newborn, parto e até mesmo o mais novo no mercado, o smash the cake, são as principais formas de trabalhar com crianças dentro da fotografia. Assim como a social, o fotógrafo também precisará tem responsabilidade para se destacar, assim como saber aproveitar os bons ângulos e conseguir a captura perfeita, já que quando se trata de criança, as coisas são imprevisíveis.
 

Fotografia publicitária

Este é um ramo muito promissor, pois os profissionais dessa área tendem a estarem em constante crescimento no setor, visto o aumento do tráfego de comércio virtual. Como fotógrafo publicitário, o serviço funciona com base da captura de imagens com fins para venda, por meio de anúncios e campanhas. Dentro deste setor, a fotografia gastronômica é o que mais se destaca.
 

Fotografia de moda

O mundo contemporâneo trata a moda com muita reverberação nos sites, jornais, revistas e colunas sociais. O fotógrafo dessa área será solicitado para cobrir desfiles, produzir fotos para books, editoriais de moda, magazines da área, além de, claro e também, e-commerce.
 
Mesmo com todas essas divisões, o fotógrafo não precisa seguir apenas uma - ou seguir todas. Os profissionais bem qualificados podem tanto fazer um pouco de cada especialidade quanto focar em apenas uma área e se tornar o melhor dos melhores.
 

Gostou do nosso tema? Conte pra gente nos comentários!

 

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Não, seu leite não é fraco

No Dia Mundial da Amamentação, conheça mais sobre esse superalimento
Por: Camilla de Assis 01/08/2018 - 10:41
Dia Mundial da Amamentação é celebrado nesta quarta (1º)
Dia Mundial da Amamentação é celebrado nesta quarta (1º)
“Seu leite é fraco”. “Você não tem leite suficiente para essa criança, dá logo fórmula”. “O coitado do bebê está chorando de fome! Dá uma mamadeira a ele”. “Mas você ainda amamenta essa criança?”. Essas frases, caras mães e futuras mães, são repetidas constantemente para mulheres que ousam dar o seio, esse órgão cuja única finalidade deveria ser o prazer, para oferecer de alimento para uma criança, um bebê.
 
Nesta quarta-feira (1º), é comemorado o Dia Mundial da Amamentação, data que marca a importância da doação de leite materno para bancos de leite, afinal, muitas mães não conseguem amamentar seus filhos, seja pela falta do líquido, uso de medicamentos, problemas de saúde ou qualquer outro tipo de impedimento.
 

Leite materno e sua importância

Não existe “leite fraco”. “O que leva muitas mulheres a pensar que o seu leite é fraco, por vezes, é o excessivo choro do bebê, que parece querer mamar a toda hora (“Está com fome porque não se sente alimentado”)”, explica a médica. Nessa hora, as mães precisam ter consciência e manter a calma, pois são nestes primeiros meses de vida da criança que o choro é sua única forma de comunicação com o mundo. “O bebê quer mamar a toda hora porque ele está aprendendo a fazer isso. Ele se cansa, para, dorme e, como não mamou tudo o que podia, pede novamente e chora! É assim até ele aprender a dinâmica do mamar”, aponta a professora de Medicina e pediatra Alexsandra Costa.
 
É no composto do leite onde são encontrados diversos tipos de anticorpos específicos para cada criança, de acordo com as necessidades de cada bebê. Além disso, ele também contém substância essenciais para a nutrição adequada dos pequenos. O leite materno apresenta enzimas que criam camadas protetoras dentro, e uma das principais é a IgA secretora, cujo objetivo é compor a mucosa dos aparelhos respiratório e gastrointestinal do bebê, criando um ambiente hostil para os microorganismos aproveitadores que podem causar infecções. Ou seja, o risco de contrair alergias, asmas e infecções intestinais, por exemplo, é bem menor. 
 
O leite materno é um alimento completo e fabricado para cada bebê. O líquido é elaborado dentro do corpo humano com quantidade e tipos de anticorpos específicos de acordo com cada mãe, a depender o ambiente em que ela vive. E é neste ambiente onde também se encontra o bebê, que, por sua vez, também recebe a “vacina” contra os meios externos. 
 

Benefícios para a mãe

Não somente o bebê é beneficiado pelo leite materno, como a mãe também tem benefícios na saúde, quando pratica o ato da amamentação. É por meio dele que as mulheres têm as chances de ter câncer de útero e de mama reduzidas, isso porque a mulher, enquanto amamenta, têm a quantidade de ciclos menstruais reduzidos, consequentemente se afastando dos hormônios que estão relacionados à doença.
 
Amamentar também auxilia na contração do útero, fazendo o corpo da mulher voltar ao normal após a gestação, por meio da produção do hormônio ocitocina. A amamentação em si também ajuda na diminuição do desconforto da mama, já que o acúmulo de leite nas glândulas mamárias podem causar dor, seios endurecidos, aumento da temperatura no local e, em casos de mastite (quando o leite entope as glândulas mamárias), até mesmo febre.
 
Além disso, o processo de aleitamento materno também é uma forma de planejamento familiar, já que a produção hormonal realizada no corpo feminino torna a mulher infértil por um certo período de tempo, pelo menos nos primeiros seis meses, período em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha o aleitamento exclusivo.
 

Ressignificação do aleitamento materno

Muito embora há quem defenda que a amamentação é um ato apenas competente à mãe, o processo do aleitamento materno é muito além disso e se torna uma questão social, até mesmo um ato político. “A gente tem que, agora, fazer uma série de estudos para comprovar que o leite materno é melhor que o artificial, só que o leite materno sustentou nossa espécie há quanto tempo?!", aponta a estudante de Medicina Mayara Araújo. 
 
A futura médica, que é defensora do aleitamento materno, explica, também, que o processo de dar o leite para a criança é difícil para a mãe, que muitas vezes não recebe um apoio adequado para sustentar a amamentação. “A sociedade espera muito da mulher, enquanto outras pessoas pouco se envolvem no cuidado. Ou, quando se envolvem, é mais para dar palpites que às vezes dificultam esse processo”, conta Mayara. 
 
Embora a ação política e de empoderamento feminino seja muito presente no ato da amamentação, não podemos esquecer que o processo é uma relação de protagonismo da mãe com o filho. “A amamentação é um momento de amor e carinho; um momento de união entre a mãe e o filho, que vai ser significativo para o resto da vida da criança. Sabe-se que a as mulheres que amamentam têm uma melhor interação com os filhos, posteriormente. E justamente porque é uma conexão incrível desenvolvida nesse momento, por mais difícil que seja”, assinala Mayara Araújo.
 

"Temos que ser munidas de informações”

A analista de finanças e mãe de Pietro, de 8 anos, Danielle Clericuzi aponta que a melhor forma de uma amamentação de qualidade para a criança é por meio da prévia instrução da mãe acerca do que ela vai ter que lidar quando o bebê precisar do seu seio. “Eu não gosto de dizer pra outra mulher: ‘olhe, você, de fato, tentou amamentar? De verdade?’ Acho que essa sensibilização precisa ser feita antes, temos que ser munidas de informações, de informações reais, precisas, da área…”, explica Danielle.
 
A amamentação é difícil física e emocionalmente, mas Danielle já sabia disso. “Ele nasceu e na maternidade mesmo tive orientação das enfermeiras, que me auxiliaram na pegada (que não é fácil porque você acha que a criança não vai conseguir). É um exercício de muita paciência no começo. A criança fica fácil uma hora mamando, descansa duas, no máximo, e já quer de novo”, relata. “Teve dia de começar a amamentar às 21h e parar às 23h. Faz parte”, completa Danielle Clericuzi.
 
 
No Brasil, de janeiro até hoje, foram doados 104.037,8 litros de leite materno, desses sendo distribuídos 77.940,6 litros. Esse número é correspondente a um total de 87.190 doadoras, que beneficiaram 87.530 bebês. Os dados são da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

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O que faz profissional de Segurança do Trabalho?

Saiba como atua o profissional formado no curso de Segurança do Trabalho
Por: Henrique Nascimento 31/07/2018 - 12:50
O que faz profissional de Segurança do Trabalho?/Freepik
O Brasil está em quarto lugar entre os países com mais acidentes de trabalho no mundo segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social. Os dados divulgados em 2017 mostram que o país só perde para Índia, China e Indonésia. São registrados cerca de 700 mil acidentes de trabalho por ano em solo brasileiro. Desse número, 3 mil são vítimas fatais e 15 mil pessoas precisam ser afastadas definitivamente das suas atividades. Vale destacar que anualmente os acidentes de trabalho geram prejuízos de 700 milhões para a economia nacional. A atuação do profissional de Segurança do Trabalho é fundamental para que essas estatísticas possam diminuir.
 

O que faz o profissional de Segurança do Trabalho?

O objetivo da área de Segurança do Trabalho é defender a integridade física e mental do trabalhador. O profissional será responsável por averiguar se todas as 36 normas regulamentadoras (NRs) de saúde e segurança do trabalho estão sendo cumpridas. Dependendo da sua função, ele estará atuando como interno nas empresas orientando e implementando as diretrizes ou atuando com fiscal do Ministério do Trabalho.
 

O que determinam as NRs?

Em junho de 1978, o Ministério do Trabalho estabeleceu as Normas Regulamentadoras (NRs) de Segurança e Medicina do Trabalho. De acordo como o descrito na NR 1.1, todos os espaços laborais, sejam eles públicos ou privados, que tenham empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), devem seguir as NRs. No entanto o direito à saúde é algo básico que deve ser garantido a todo cidadão. Sendo a manutenção da segurança do trabalho essencial para o bem-estar físico e emocional do trabalhador, logo o cumprimento das NRs deve ser tido como algo fundamental.
 
As NRs estão divididas em gerais, temáticas e técnicas. As gerais são aplicadas a diferentes espaços de trabalho, as temáticas compreendem ambientes laborais específicos, já as técnicas se referem a máquinas e equipamentos.
 

O curso de Segurança do Trabalho

O estudo da Segurança do trabalho pode ser feito de duas formas: através do curso técnico e do curso superior tecnólogo. O curso técnico tem duração mais curta, um ano e dez meses, e te prepara diretamente para o mercado de trabalho. Já o superior tecnólogo equivale a uma graduação no Ensino Superior e possui duração mais curta que as graduações tradicionais, três anos.
 
As disciplinas do curso contemplam assuntos como matemática, tecnologia da gestão, ética e cidadania e psicosociologia. O profissional ainda aprende sobre logística portuária, legislação trabalhista e empreendedorismo.
 

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5 filmes que exaltam a amizade

No Dia do Amigo, confira essa lista de filmes para dividir o sofá em boa companhia
Por: Henrique Nascimento 19/07/2018 - 12:28 - Atualizado em: 20/07/2018 - 09:39
5 filmes que exaltam a amizade/Divulgação
A amizade é descrita com um sentimento de fraternidade ou irmandade mútuo compartilhado entre as pessoas. O Dia Internacional da Amizade e Dia do Amigo é celebrado no Brasil todo 20 de julho. A data pode usada para passar o tempo com a ou as pessoas que fazem a diferença no seu dia-a-dia. Se você ainda não sabe o que fazer, preparamos essa lista com 5 filmes para curtir com a sua amizade. Afinal, amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, trazer para o sofá, preparar pipoca e maratonar alguns filmes. 
 

1 Irmão urso (2003)

O indígena Kenai buscando vingança pela morte de seu irmão é amaldiçoado pelos espíritos da floresta e transformado em urso. Agora, ele procura chegar em uma montanha onde acredita que poderá desfazer a maldição. Para alcançar seu objetivo, Kenai conta com ajuda de Koda, um filhote de urso. Ao perceber o mundo através do olhar dos animais, Kenai estabelece um vínculo de amizade encantador com Koda. A aventura reserva surpresas e algumas risadas na companhia dos alces Rutt e Tuke. A animação ainda conta com a trilha sonora assinada por Phil Collins e interpretadas por ele e outros nomes como Tina Turner.
 
 

2 Quatro amigas e um jeans viajante (2005)

Com uma vibe Sessão da Tarde, Quatro amigas e um jeans viajante traz a história Tibby (Amber Tamblyn), Lena (Alexis Bledel), Bridget (Blake Lively) e Carmen (America Ferrera) que tem 16 anos e pela primeira vez irão passar as férias separadas. Antes das respectivas viagens, elas encontram uma calça que surpreendentemente cabe em todas elas. Por conta disso, elas acreditam que há algo mágico nela e decidem criar uma irmandade em torno da calça. Uma das regras da irmandade é que cada uma passará uma semana com a peça de roupa. Você acompanhará as aventuras de cada uma usando o jeans viajante, compartilhando histórias e uma amizade cativante.
 
Quatro amigas e um jeans viajante
 

3 Intocáveis (2011)

Esse é para quem gosta de se emocionar com uma história cativante. Baseado em fatos reais, Intocáveis trata da construção de amizade entre Philippe (François Cluzet), um milionário tetraplégico, e Driss (Omar Sy), seu cuidador, que é um homem negro da periferia. A evolução do filme provoca momentos emocionantes, risadas e reflexões. Uma curiosidade é que o ator François Cluzet, antes das filmagens, acompanhou Philippe Pozzo di Borgo, tetraplégico que inspirou o enredo, para compreender como eram seus movimentos, respiração e fala.
 
 

4 As vantagens de ser invisível (2012)

Baseado no livro de Stephen Chbosky, dirigido e roteirizado pelo próprio autor, As vantagens de ser invisível traz a trajetória de Charlie (Logan Lerman) em um ano em que ele passa de observador a participante da vida. Charlie é um adolescente tímido que conta com a ajuda de seus novos amigos Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) para viver novas experiências. O passado do protagonista traz uma revelação impactante.
 
 

5 Universidade Monstros (2013)

Antes de entoarem o hino “manda esse treco de volta senão o bicho pega” e trabalharem na Monstros S.A., Mike Wazowski e Sulley não eram tão amigos assim. O longa de animação Universidade Monstros é um prequel, ou seja, uma história que acontece antes do filme original, que mostra como os monstrinhos mais amados pela Boo se conheceram e se tornaram amigos. 
 
 
 

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