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Confira 5 dicas infalíveis de cozinha para quem mora sozinho

Quem mora sozinho sabe como é difícil passar horas na cozinha preparando refeições apenas para si. Confira dicas práticas que vão te ajudar nessa missão!
Por: Camilla de Assis 11/04/2018 - 09:26
Dicas de cozinha
Dicas de cozinha
Quem é solteiro e mora sozinho sabe como é difícil dedicar algumas horas na cozinha para preparar alimentos para si mesmo. Muitas pessoas acham até desmotivante fazer as refeições sem ter companhia e acabam negligenciando a alimentação. Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,6% da população brasileira mora sozinha. Outro levantamento realizado pela Pesquisa Nacional de Saúde, em 2013, chegou à conclusão que 66,1% dos entrevistados avaliaram a saúde como boa ou muito boa, mas apenas 37,3% consome a quantidade diária de frutas e hortaliças. Outros 37,2% consomem carne ou frango com excesso de gordura. 
 
Para não entrar na roda de brasileiros que acabam comendo mal em prol da “praticidade” e acabam consumindo mais alimentos enlatados e industrializados, trouxemos algumas dicas do professor de Gastronomia Anderson Alves que poderão te ajudar no dia a dia na cozinha. Confira abaixo!
 
Faça suas compras mensal e semanalmente
Aproveite algumas horas dos finais de semana ou até mesmo durante a noite para realizar as compras nos supermercados, já que muitos trabalham no sistema de 24h. Esquematize-se para fazer as compras das coisas perecíveis, como feijão e arroz, mensalmente; e as aquisições de carnes e vegetais, queijos, etc., uma vez por semana.
 
Não se preocupe com a quantidade
Você já deve ter muito o que pensar, então não precisa ficar na “neura” sobre o quanto vai ter que cozinhar para se alimentar. Cozinhe o quanto achar necessário e guarde a sobra para uma próxima refeição. Afinal, os imprevistos acontecem e às vezes aquele macarrão do jantar do dia anterior salva vidas na hora do almoço, não é mesmo?
 
Congele as sobras
Aproveite seu potes plásticos roubados da sua mãe (até mesmo aqueles de sorvete) e congele as sobras. Lembre-se que cada comida é no seu quadrado, ou seja, cada alimento vai para um pote específico. Ao cozer, não precisa esperar que os alimentos esfriarem antes de guardá-los no congelador. Isso é um mito. Para garantir a segurança alimentar, é preciso que a comida esfrie relativamente rápido - passe de 60ºC  para 10°C em até duas horas.
 
Congele também vegetais e carnes frescos
Lembre-se da praticidade. Os legumes congelados têm as mesmas propriedades dos alimentos frescos. As carnes também permanecem com os mesmos nutrientes após a refrigeração.  A dica é comprá-los semanalmente e, quando chegar em casa, fazer os cortes e armazená-los no congelador. Após o congelamento, o prazo de durabilidade também se estende. 
 
Evite comprar guloseimas e invista nas frutas
Opte por não comprar alimentos industrializados, pois na hora que bater a fome, você irá escolher biscoitos, bolachas, salgadinhos e doces ao invés de uma refeição saudável. Comprar frutas, por outro lado, pode substituir os alimentos ricos em açúcar e são mais nutritivos. Coloque seu projeto fitness em dia!
 
E aí, qual dessas dicas você vai adotar primeiro? Aproveite e conheça nossa especialização em Práticas Gastronômicas!

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Três países inusitados para conhecer falando inglês

Se você procura aprender um novo idioma, mas quer fugir dos lugares de sempre, confira nossas dicas para viajar pelo mundo
Por: Katarina Bandeira 11/04/2018 - 08:57 - Atualizado em: 16/04/2018 - 09:26

Falar uma segunda língua é um requisito básico para quem quer avançar na carreira. Porém, a melhor e mais rápida forma de aprender é convivendo com quem realmente fala o idioma. Dessa forma, além de conhecer gírias e sotaques é possível ter contato com diferentes culturas e pessoas, adquirindo vivências que ficarão marcadas pelo resto da vida. Infelizmente, fazer um intercâmbio não é das experiências mais baratas. Mas, se você tem condições de arcar com as despesas te damos uma ajudinha na hora de escolher o destino. Confira!

África do Sul

Com belíssimas paisagens e um dos melhores custo-benefício para quem quer fazer um intercâmbio, a chamada Nação Arco-Íris é um dos lugares em que é possível unir inglês e trabalho. A Cidade do Cabo é um dos destinos mais procurados e nela, além dos cursos tradicionais do idioma, há diversas oportunidades para quem quer tentar também realizar ações voluntárias para ajudar a população do país. O tempo de viagem é de, em média, nove horas saindo do Brasil e, para turistas brasileiros, não é preciso visto para entrar no país (para até 90 dias de viagem).

Moeda: Rand
Principais escolas de intercâmbio: EC Cape Town, LAL, International House (IH), Cape Studies, Good Hope, EF e Oxford aparecem entre as principais escolas de inglês da Cidade do Cabo.

Principais pontos turísticos: Parques nacionais como o Kruger (para quem quer ter a experiência de um safari), Rota Vinícola, Rota do Jardim (que combina praias e montanhas) e as cidades de Knysna, George e Cidade do Cabo.

Visto: Não necessário para turistas brasileiros

Índia

Com paisagens repletas de misticismo a Índia pode, em um primeiro momento, parecer um lugar inusitado para treinar o idioma norte-americano. O inglês é o segundo idioma mais falado no país, perdendo apenas para o hindu. Em um país com mais de um bilhão de pessoas isso pode facilitar o aprendizado. Muitas empresas de intercâmbio também oferecem aulas com trabalho voluntário, para enriquecer ainda mais a experiência. Além disso, é no país que estão lugares como o Taj Mahal (uma das sete maravilhas do mundo), diversos templos dedicados a deuses e a sede de Bollywood, indústria cinematográfica local, que já superou até a "rival" americana, Hollywood, em número de filmes e espectadores.

Moeda: Rúpias indianas

Principais escolas de intercâmbio: ILSC Education Group (com várias unidades, inclusive em Nova Délhi), ISMS Business School. Também é possível fazer cursos em algumas universidades indianas.

Principais pontos turísticos: A cidade de Nova Délhi (Tumba de Humayun, Qutb Minar, o Forte Red), Jaipur (a cidade rosa), Taj Mahal, templos hindus e uma variedade de currys e outros temperos que tornam a parte gastronômica também um ponto alto da viagem.

Visto: Precisa

Malta

Imagine viajar para um cenário digno de séries épicas como Game of Thrones e de quebra aprender a língua falada na série. Esse lugar é Malta. Uma pequena ilha, entre a Sicília e a Tunísia, com paisagens paradisíacas, que serviram de plano de fundo para diversas produções audiovisuais. Lá, é possível aprender o inglês britânico (por conta da proximidade com a Europa), além de que, brasileiros não precisam de visto para entrar no país (para estadias de no máximo 90 dias). Com incríveis belezas naturais é possível visitar Valletta, cidade considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO ou Popeye Village Fun Park, um museu a céu aberto feito a partir do cenário usado no filme Popeye, de 1979.

Moeda: Euro
Principais escolas de intercâmbio: Para escolher o melhor lugar para estudar em Malta, consulte o site http://feltom.com/ (em inglês). O site é da Federação de Organizações de Ensino de Língua Inglesa Malta, uma organização sem fins lucrativos que regula diversas escolas - em diferentes cidades da ilha.

Principais pontos turísticos: Praias de água azul e cristalina como a Blue Lagoon, St. Peters Pool, a cidade de Valetta, Popeye Village, Mdina (onde fica a entrada de Westeros), Feira de Marsaxlokk, entre outros.

Visto: Não precisa (até 90 dias)

Oportunidade: Se nossas dicas fizeram você pensar em tornar o sonho do intercâmbio uma realidade o banco Santander, por meio da Universia,  está com inscrições abertas para a seleção de um programa de estágio voltado para universitários. Ao todo, são 1.200 oportunidades, além de um estágio com duração de 4 meses. Os selecionados também receberão  uma bolsa auxílio no valor de R$ 730, auxílio transporte de R$ 882, além de recesso remunerado (últimos 10 dias de contrato). Confira nossa matéria e saiba como se inscrever.

 

Gostou das nossas dicas? Conta para a gente quais lugares você gostaria de fazer intercâmbio!

 

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Confira 5 áreas de atuação de um gestor público

No curso de Gestão Pública, o profissional está apto a atuar em áreas nas esferas públicas e privadas, sendo essas últimas com foco na responsabilidade social
Por: Camilla de Assis 03/04/2018 - 17:00 - Atualizado em: 04/04/2018 - 09:10
Áreas na gestão pública
Áreas na gestão pública
Com o momento de agitação política e econômica que o Brasil vem passando nos últimos anos, é notória a necessidade de bons administradores públicos. Seja para gerir projetos, realizar consultorias ou trabalhar na política, os profissionais de Gestão Pública são as pessoas ideais para ocupar cargos de gerência na esfera governamental, por entenderem como funciona a engrenagem do Estado.
 
Para atuar na administração pública direta, é preciso realizar concurso. Mas, nos âmbitos particulares, o gestor público atua como uma peça fundamental em um jogo de xadrez, que é responsável por otimizar recursos, capital humano e tempo. Quando atua em repartições privadas, essas são voltadas a programas ligados à responsabilidade social. Confira abaixo algumas das áreas do gestor público.
 
ONGs
A graduação em Gestão Pública permite que os profissionais atuem em Organizações Não Governamentais (ONGs). Mesmo que as ONGs não tenham relação pública, elas realizam projetos por meio de licitações e editais. O gestor público terá o papel de elaborar junto a esses coletivos as ações, como também pode ser responsável por estreitar as relações entre os representantes das organizações e os representantes públicos.
 
Política
Justamente por ter expertise na gerência de todos os recursos públicos, o profissional pode seguir a carreira política. É importante que o gestor público seja comprometido e tenha seriedade em seu trabalho. Para ser um político, é recomendado que o especialista aprofunde seus conhecimentos em história, direito, economia e sociologia, pois assim será formado um estadista estratégico com a administração pública.
 
Assessoria
Se o gestor público não tiver interesse em seguir a carreira política em si, é possível também estar lado a lado de quem opta por ser político. Senadores, deputados, governadores e prefeitos costumam andar com seus assessores, que irão realizar a comunicação, divulgação da agenda, organização de eventos, entre outros serviços. O diferencial de um gestor público, é que ele entende de como funciona a engrenagem governamental. 
 
Consultoria
Nesse segmento, o gestor público pode atuar como consultor de empresas privadas e órgãos públicos, como, por exemplo, em ações referentes a processos licitatórios. Nessa perspectiva, os profissionais da área poderão atuar nas esferas municipal, estadual e federal, seja na análise de contratos ou até mesmo na execução de planos de governo.
 
Concursos em geral
O profissional de Gestão Pública é um ótimo candidato a realizar qualquer tipo de concurso público, justamente por entender como funciona o âmbito governamental. Neste sentido, o gestor público pode atuar em diversos segmentos, sendo necessária a realização do certame para atuar na administração pública direta.
 
E você, gostou do tema? Conte pra gente nos comentários!

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Plano de carreira: saiba o que é e como ter um

Planejamento ajuda a ampliar as expectativas profissionais e traçar objetivos
Por: Katarina Bandeira 29/03/2018 - 18:40

Definir um plano para a carreira, que nada mais é do que o caminho que você irá percorrer até chegar ao cargo que deseja. Foto: Freepik
 

Há algum tempo, o caminho percorrido pelos funcionários de uma empresa era estipulado pela própria instituição. Era atribuição do empregador mostrar quais as habilidades eram necessárias para uma promoção e o que cada trabalhador poderia esperar do cargo, como salários, expectativa de crescimento e competências adquiridas. Assim, o contratado poderia pensar no futuro dentro da empresa em 10, 20, até 30 anos. Apesar desta ainda ser uma prática comum, definir um plano para a carreira, que nada mais é do que o caminho que você irá percorrer até chegar ao cargo que deseja, está virando um planejamento pessoal.

Mudar para crescer

Se no início, o objetivo da maioria das pessoas que se lançava ao mercado de trabalho era arrumar um emprego estável e ali ficar até a aposentadoria, hoje, podemos observar uma mudança no mercado. Não é que galgar uma posição crescente na firma tenha saído de moda, porém, cada vez mais traçar um plano de carreira tem se tornado uma decisão pessoal, feita não necessariamente para o mesmo local de trabalho, mas conquistando maiores e melhores competências.

Traçando um plano tradicional

Uma dica para quem quer traçar um plano de carreira é começar já no momento da entrevista de emprego. Converse com o recrutador sobre suas expectativas em relação a firma antes mesmo da contratação. Isso ajudará você a saber se há um plano de cargos, quando e como você poderá participar dele e até mesmo até onde você poderá crescer junto à organização.

Para isso é importante conhecer bem a área de atuação do negócio que você deseja fazer parte e também ficar de olho no mercado. Tente conversar com alguém da mesma área, que já trabalhe na instituição. Isso será importante para conhecer um pouco mais sobre o local que você irá integrar. Deixe claro que seu objetivo não é apenas o salário, mas sim o crescimento mútuo, tanto profissional quanto do ambiente corporativo.

Tenha objetivos claros

Se você não quer se perder no caminho da carreira dos sonhos é preciso estabelecer metas a curto e longo prazo. O plano de carreira pode ter diferentes objetivos e durar tempos diferentes para cada pessoa. Cada um define o que é melhor para si, se altos salários ou até mesmo migrar para uma unidade em outra cidade/estado. Se você nunca fez um plano, tente começar por um de curto prazo.

Caso esteja trabalhando ou pretenda ingressar em uma organização de estrutura formal, confira qual organograma já foi definido e comece a pensar em como chegar lá. É importante lembrar que esse tipo de mudança de rota não acontece de uma hora para outra. Subir os degraus da companhia, assim como desenvolver as competências que o levarão até lá, pode levar meses ou até mesmo anos.

Fique atento as novidades

Empresas de vários tipos e tamanhos estão sempre surgindo no mercado. Se seu interesse é em alguma organização com pouco tempo de atuação e que está em fase de expansão é mais difícil prever o futuro em relação a carreira. Nesse caso, trabalhar pelo crescimento das instituição pode fazer com que você não apenas seja bem visto na firma, como o fará com que vocês cresçam juntos.

 

Gostou das nossas dicas? Conta para a gente se você já iniciou o seu próprio plano de carreira!


 

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Funcionário babão não é a solução

Postura de bajulador é mal vista pelas lideranças e pode causar desconforto em ambiente que preza pelo trabalho em equipe
Por: Katarina Bandeira 28/03/2018 - 16:50
Funcionários bajuladores não são bem vistos no mercado. Foto: Freepik
Funcionários bajuladores não são bem vistos no mercado. Foto: Freepik

Se você está ou pretende ingressar no mercado de trabalho deve ter cuidado com um tipo de funcionário muito comum nas instituições: o puxa-saco. Em um primeiro momento, esse profissional pode parecer inofensivo com suas bajulações ao chefe e a necessidade de se mostrar sempre um empregado acima do esperado. Porém, a longo prazo, a convivência pode tornar-se um empecilho para o andamento das atividades na empresa e até mesmo o clima entre os colegas ficar ameaçado. Mas esse tipo de comportamento pode ser combatido sem prejudicar os funcionários?

Precisamos conversar

Para Rodrigo Gaião, que trabalha como recrutador, funcionários bajuladores são fruto de uma falta de comunicação entre os gestores e seus encarregados.  “É, na minha opinião, a incapacidade de um planejamento estratégico por parte da empresa, onde os processos de feedback, desenvolvimento de carreira e visibilidade deveriam ser expostos de forma clara”, comenta. Para ele, esse tipo de comportamento é prejudicial por incentivar uma competitividade que não é saudável.  “O bajulamento é a competitividade com sua própria equipe e colegas”, reforça.

Clareza e transparência

Em um ambiente profissional em que o trabalho em equipe seja fundamental, o comportamento transparente dos funcionários é fundamental. "Bajular é extremamente diferente de um feedback claro e específico. A falta de clareza pode gerar possíveis atritos no grupo, fazendo com que o profissional puxa-saco comprometa o foco e união dos outros funcionários”, afirma Gaião, que chama atenção para a necessidade em adotar e alimentar esse tipo de postura.

“Não há motivos para dar continuidade a esse tipo de atitude. Caso sinta essa necessidade, é importante refletir, entender qual reforço você precisa buscar e assim desenvolver formas claras e estruturadas - junto com a pessoa responsável pela liderança - como mecanismo de manter expectativas bem definidas e evitar o comportamento bajulador, reforça.

Gentileza gera gentileza

Para combater esse perfil profissional o recrutador indica uma conversa clara e transparente sobre a postura que cada funcionário, mas sempre de forma tranquila, visando a manutenção do clima de amizade entre os colegas. “A gentileza tem clareza. É um desafio para o gestor fazer um feedback sincero, direcionado, específico e com objetivo de garantir visibilidade. Assim todos que foram responsáveis pela conclusão de um projeto, ação ou tarefas poderão ficar longe de uma atmosfera de animosidades” finaliza.

 

E você, o que acha de funcionários puxa-saco? Conta para a gente nos comentários!

 

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Veja 3 itens que não podem faltar no seu TCC

A estrutura textual do TCC costuma seguir um padrão, esse três itens facilitarão a sua escrita
Por: Henrique Nascimento 28/03/2018 - 07:45
Veja 3 itens que não podem faltar no seu TCC/Freepik
O trabalho de conclusão de curso (TCC) é comum ao fim da graduação. O objetivo é que a aluna ou aluno demonstre através da pesquisa e da produção de texto acadêmico, que pode vir acompanhado de atividade prática, o que aprendeu nos anos de estudo. Independente da área, a estrutura textual do TCC costuma seguir um padrão. Para falar sobre os itens obrigatórios que o compõem, conversamos com a doutoranda em Comunicação e orientadora de trabalhos acadêmicos Lygia Sousa, e delineamos três deles. Confira!

Antes do grande momento: saiba como se preparar para o TCC

Um trabalho de conclusão de curso não é nada sem um projeto de pesquisa que o antecede. Usualmente o projeto é elaborado no penúltimo semestre do curso e é composto por: objeto, problema, construção das hipóteses, justificativa, levantamento bibliográfico, a metodologia e o cronograma.  Após o projeto, é hora da execução. Para isso, é preciso organizar-se financeiramente e, finalmente, começar o TCC sem medo.
 
Mesmo que a modalidade de TCC inclua um trabalho prático e não seja puramente uma monografia, é necessário ter um texto que será apresentado à banca. Em alguns casos é pedido o memorial descritivo acadêmico, estrutura que conta com a descrição das atividades práticas realizadas, pesquisa teórica e apresentação de resultados. Lygia Sousa aponta que os itens obrigatórios que deverão constar no texto são os seguintes:

1 - Contextualização e localização do objeto

A primeira parte do TCC deve conter os conceitos principais que norteiam o trabalho e contextualização inicial do objeto de pesquisa. É nesse trecho que será descrito qual o seu problema de pesquisa e parte da revisão bibliográfica. Vale ressaltar, que a revisão bibliográfica acaba sendo discorrida em praticamente todas as partes do trabalho.

2 - Apresentação do objeto

Como o nome já diz, é na segunda parte em que o objeto será descrito e apresentado em detalhes, sendo relevante fazer um resgate histórico dele.Tanto este item como o anterior convergem para justificar a escolha do objeto, dos autores e da bibliografia adotada como referencial. 

3 - Descrição e aplicação metodológica

Aqui será descrita a metodologia adotada para análise do objeto de pesquisa, ou seja, qual o caminho escolhido para examinar o objeto. Em seguida, é hora de apresentar os resultados dessa análise obtidos através da aplicação metodológica. Essa é a parte do texto onde será possível confrontar os resultados obtidos com as teorias utilizadas como base. 
 
Por fim, vêm as considerações finais, esse será o único momento em que não é indicado que você utilize citações ou se dedique intensamente ao referencial bibliográfico. Isso, porque são as suas considerações finais a partir dos resultados da sua pesquisa

Qual o tamanho de um TCC?

A quantidade de páginas de um TCC assim como a sua estrutura pode variar de acordo com Instituição de Ensino e os direcionamentos do orientador do trabalho. Muitas vezes uma pesquisa pode ser mais abrangente e precisar de muitos capítulos. Em outras situações, um texto mais conciso é o suficiente.
 
Depois de pronto, é hora de apresentar o TCC para a banca. Confira nossas 10 dicas para dominar a apresentação!

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Um dia para se ter orgulho

No Dia Nacional do Orgulho Gay levantar a bandeira sobre a orientação sexual é um ato de resistência
Por: 25/03/2018 - 00:00 - Atualizado em: 27/03/2018 - 15:40
Marlon Parente | Foto: Paulo Uchôa
Marlon Parente | Foto: Paulo Uchôa
Orgulho. A palavra de sete letras traz consigo a dualidade do ser humano. Por um lado, pode significar soberba e até arrogância, mas por outro, é melhor associada a um sentimento positivo de satisfação consigo mesmo, com um estado pessoal ou com outrem. Para a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Travestis), a palavra orgulho está diretamente ligada à exaltação da própria dignidade. Vivendo em um país que bateu recorde de homicídios contra homessexuais em 2016, de acordo com a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (Ilga), ter orgulho de sua orientação sexual é mais do que apenas uma vaidade, é um ato de resistência. 
 
O peso da balança
Falar sobre os avanços e retrocessos da luta LGBT no Brasil causa sempre uma mistura de alívio e preocupação. Se, por um lado, observamos uma evolução como o aumento do espaço midiático para pessoas de diferentes orientações de gênero (como a inclusão de casais homossexuais, personagens transsexuais e até os já não tão polêmicos beijos gays), por outro, vemos os números relacionados à violência saltarem a níveis expressivos e chocantes. 
 
No mundo, cerca de 72 países criminalizam a homossexualidade. Dentre esse número, oito tem penas de morte para homossexuais. Mesmo não fazendo parte dessa estatística, nossas terras tupiniquins, cheias de palmeiras, calam sabiás e sábios ao exprimir sangue de suas folhas. Dados do Disque 100, órgão que recebe denúncias contra violações aos Direitos Humanos, revelam que, em 2016, houve uma queda no número de denúncias relacionadas a casos de homofobia. Porém, em contraponto, esse foi o ano que o Brasil chegou ao topo do ranking das Américas, liderando os homicídios contra homessuxuais, totalizando 340 mortes (segundo a Ilga). 
 
A violência mora ao lado
No relatório apresentado pelo Disque 100 é possível ter uma ideia das principais violências sofridas por pessoas da comunidade LGBT. Elas são, em sua maioria, relacionadas à discriminação de gênero (com um total de 1458 denúncias, em 2016), violência física (385) e psicológica (861). Grande parte das vítimas dessas agressões são jovens, com idades entre 18 e 35 anos, sendo quase 40% deles, negros (somando o percentual de pretos e pardos). E ao contrário do que se espera, os vilões, agressores homofóbicos, variam entre vizinhos e parentes próximos, como pais, mães e irmãos.
 
Homofobia e as formas de combatê-la 
Imagine ser julgado, apontado e violentado simplesmente por amar alguém. Por querer viver, conviver e construir família com uma outra pessoa, ou apenas por desejar usufruir de seus desejos livremente. Ter que esconder quem você é e como você realmente se sente por medo de ser rejeitado pela sociedade, sem nunca ter feito nada que realmente ofenda outro ser humano ou tire-lhe a liberdade de escolha. Mesmo assim não poder exercer seus direitos, igual a todos os outros, com risco de perder não apenas a dignidade, mas também a vida. Imagine ser criado para sentir vergonha de quem você é, quando não há nada de errado com você. Na verdade, se você não for homossexual, não há realmente como imaginar. 
 
Desde 1991, a Anistia Internacional, passou a considerar a discriminação contra os homossexuais uma violação aos direitos humanos. Apesar disso as leis em vigor no Brasil ainda não preveem o crime de homofobia. Para combatê-la é preciso tratá-la como uma outra forma de discriminação, podendo ser classificada como um crime de ódio, e assim, passível de punição. Isso porque na Constituição Federal de 1988 determina-se que é um dos objetivos fundamentais da República Federativa brasileira promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação - Art. 3º, XLI.  Por isso, a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais - Art. 5º, XLI. 
 
Conquistas 
Apesar do caminho tortuoso, nos últimos anos o Brasil, avançou em algumas conquistas relacionadas a comunidade LGBT. A união estável entre duas pessoas do mesmo sexo, por exemplo, foi reconhecida legalmente pelo Supremo Tribunal Federal desde maio de 2011. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça - CNJ aprovou e regulamentou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Casais homossexuais possuem os mesmos direitos e deveres que um casal heterossexual, podem casar em qualquer cartório brasileiro, mudar o sobrenome e participar da herança do cônjuge. Quem possui união estável também pode mudar o status para casamento. 
 
Entre outros direitos conquistados é possível adotar uma criança, alterar o nome civil e gênero no registro de nascimento, em caso de mudança cirúrgica de sexo, usar o nome social em crachás e até para provas de concursos, como o ENEM. Em meio a tantas vitórias, chega a ser confuso porque um país que galga tantos avanços, mata tantos de seus cidadãos.
 
Origem da data
No dia 25 de março é comemorado o Dia Nacional do Orgulho Gay. A data é a versão brasileira do Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado oficialmente dia 28 de junho, quando geralmente, acontecem as famosas Paradas do Orgulho Gay.
 

Confira o vídeo especial sobre a data:

 
 

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Confira as melhores dicas para empreender bem

A Copa do Mundo está chegando e uma das oportunidades é realizar festa temáticas
Por: Camilla de Assis 23/03/2018 - 16:34
Empreendedores vencedores
Empreendedores vencedores
Imagine trabalhar por conta própria, sem chefe, fazer seus horários e conseguir pagar todas as contas do mês. É assim que muitas pessoas desejam estar no mercado de trabalho, e, para isso, é necessários ser um empreendedor. Em 2015, uma pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), com apoio do Sebrae no Brasil, identificou que quatro em cada dez pessoas são empreendedoras ou desenvolvem algum tipo de negócio, direta ou indiretamente. 
 
Por conta da crise que atingiu o Brasil nos últimos anos, um outro levantamento do Sebrae apontou que, nos últimos 3,5 anos, 11,1 milhões de empresas foram abertas por necessidade. Se você também tem vontade de se tornar um empreendedor, para te ajudar a mirar na escolha certa, trouxemos a coordenadora do curso de Administração da UNIVERITAS, Ana Cláudia Maia, para conversar sobre o assunto. Confira!
 
Doces e Copa do Mundo fazem as vezes do momento
 
Uma dica é apostar nos ovos de chocolates para a Páscoa, mas sem esquecê-los durante o resto do ano. Durante o período da quaresma, o ideal é a produção de bombons, trufas, por exemplo, que também poderão ser usados para outras festividades, como Dia das Mães, Dia dos Namorados, pequenas festas e aniversários.
 
Além da temática de doces, outro ramo que pode ser um grande empreendimento é a Copa do Mundo. Quem tem a necessidade do ganho de dinheiro a curto prazo pode investir em festas com o tema do mundial. A ideia é organizar eventos com ornamentações temáticas, degustações com petiscos, bebidas, além de fantasias, que podem ser vendidas para grupos de amigos ou até mesmo empresas.
 
Coloque a mão na massa e seja sensato
 
Quem quer realmente um negócio que seja sucesso precisa colocar a mão na massa. As coisas não irão se fazer sozinhas, e o empreendedor individual é o principal responsável pelo sucesso ou fracasso. É preciso pesquisar o mercado, conhecer outros tipos de empresas que fazem a mesma coisa, estimar valores de venda, saber lidar com gestão de crise e estar preparado para todas as eventualidades
 
Além disso, é de fundamental importância ter em mente que a empresa só deve ter ligações profissionais com o empreendedor. Por exemplo, o dinheiro da empresa não é dinheiro pessoal. Ou seja, a retirada de verba do caixa para fins pessoais não é recomendado, embora seja um erro comum. É preciso usar, também, o bom senso na hora da escolha de possíveis sócios.
 
Gostou das nossas dicas? Conte pra gente nos comentários!

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Brasil e o mito da democracia racial

No Dia Internacional Contra a Discriminação Racial números ainda apresentam um país dividido pela desigualdade
Por: Katarina Bandeira 20/03/2018 - 13:17 - Atualizado em: 21/03/2018 - 09:25
Constituição de 1988 condena como crime o racismo e a injúria racial, mas na prática o caminho ainda é longo. Foto: Shutterstock
Constituição de 1988 condena como crime o racismo e a injúria racial, mas na prática o caminho ainda é longo. Foto: Shutterstock

O Brasil é um país racista. A frase, dita em voz alta, pode até causar espanto no brasileiro desavisado, que acredita que vivemos em um paraíso racial. O racismo nacional é “maquiado”, resultado de uma miscigenação histórica, que criou um leque de tons de pele, misturou culturas, mas que não excluiu o racismo. O preconceito racial no país, existe e segue firme e forte entre estatísticas de desemprego, homicídios, falta de acesso à educação, criminalidade, diferenças de salários e oportunidades e até em fantasias de Carnaval.

Mas, o que é racismo?

Ao pé da letra racismo é um tipo de discriminação social que se baseia no conceito de hierarquização racial. Ele pode se manifestar de diversas formas. Uma das mais recorrentes, por exemplo, é a invisibilização midiática para personagens na falta de papéis ofertados a pessoas de diferentes etnias. Outra forma de discriminação racial é quando ocorrem ofensivas físicas e verbais. O problema é que, por muito tempo, não se discutiu o racismo no Brasil. Fez-se piadas, criou-se formas de dizer que a beleza, fora do padrão branco europeu, era exótica, assim como todos os símbolos religiosos e culturais que vinham com ela. Falou-se de miscigenação e criou-se termos com mestiço, moreno e mulato, entre outras formas de embranquecer - mesmo que verbalmente, a cor que se multiplicava: a negra.

Por conta disso, por muito tempo o brasileiro acreditou no mito da democracia racial, na qual o racismo ou a falta dele, seria protagonista de belas histórias de igualdade, em que os diferentes povos constitutivos do povo brasileiro e seus mais variados tons de pele provariam a falta de preconceito de seu povo. Mas na prática, não é bem assim.

O racismo está nos dados

A cada 100 pessoas vítimas de homicídio no Brasil, 71 são negras, informa o Atlas da Violência de 2017, estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) junto com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com o mesmo órgão, em 2015, dos quase 10 milhões de desempregados acima dos 16 anos, cerca de 2,7 milhões eram homens negros e 3,1 milhões eram mulheres negras, totalizando quase 6 milhões.

A desigualdade continua em outros recortes. Enquanto o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, entre 2003 e 2013, os homicídios de mulheres negras, no mesmo período, aumentaram 54,2%, segundo o Mapa da Violência de 2015,  pesquisa que também esmiúça o panorama nacional, passando de 1.864 para 2.875 vítimas.

O mercado de trabalho também expõe suas diferenças. De acordo com o Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, produzido pelo Ipea, em 2015 a taxa de desocupação de mulheres negras era de 13,3% e a dos homens negros, 8,5%. Isso acaba sendo reflexo também da falta acesso à educação.  Entre 1995 e 2015, a população adulta branca, com 12 anos ou mais de estudo, duplicou de 12,5% para 25,9%. No mesmo período, a população negra com a mesma escolaridade, passa de 3,3% para 12%. Apesar do aumento, a disparidade ainda é grande, porque é importante lembrar que, no Brasil, 54% da população se autodeclara preta ou parda (que somadas são a população negra).

Indígenas e a capa da invisibilidade

Imagem: IBGE

Segundo o censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, existem 896.917 indígenas no Brasil, divididas em 305 etnias. Um número pequeno se compararmos as mais de 200 milhões de pessoas que vivem no país, hoje. Ao contrário do que se faz crer os estereótipos alimentados nas escolas primárias que fantasiam as crianças de “índios e índias”, apenas 57,7% estão em terras demarcadas o resto, migrou para os centros urbanos ou está espalhado em nosso país de proporções continentais.

E é nas terras que encontram-se os grandes problemas dos povos originários do país. Um relatório produzido pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) mostrou que só em 2016, 118 indígenas morreram por conta de conflitos no Brasil, número divulgado pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis), unidades ligadas ao Ministério da Saúde. A maioria acontece por conta de conflitos relacionados a demarcação de terras, sem a qual a população nativa brasileira não tem como perpetuar sua cultura.

É importante entender que apesar da Constituição de 1988 ter estabelecido que os direitos dos povos indígenas sobre as terras brasileiras, é tradicionalmente de natureza originária, sendo também bens da União, a batalha para garantir seu uso é constante e cada vez mais difícil.

Violação dos direitos à igualdade étnico-racial

Existem no Brasil diversos órgãos de proteção e promoção dos direitos humanos que podem ser utilizados por pessoas vítimas de racismo e discriminação. Caso crimes dessa natureza sejam identificados a primeira providência, para que seja instalado um inquérito, é registrar uma queixa em uma delegacia de polícia, seja ela especializada no combate à discriminação racial ou não. Só depois o caso poderá ser encaminhado à justiça.

No caso de injúria racial (Lei nº 9.459/1997), existe a necessidade da presença de advogado ou defensor público. Através dela é possível obter a reparação civil pelos danos sofridos. Por último, para violações de direitos como os das comunidades quilombolas ou quando houver veiculação de mensagens racistas em meios de comunicação, os órgãos a serem contatados são as Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão nos estados, a Defensoria Pública da União ou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. No caso de discriminação existente no mercado de trabalho, o órgão a ser contatado é o Ministério Público do Trabalho.

Não deve-se deixar o racismo passar em brancas nuvens.

Origem da data

Em 21 de março de 1960, aproximadamente vinte mil pessoas protestavam pacificamente contra a “Lei do Passe”, em Joanesburgo, na África do Sul, até serem massacradas pela polícia sul-africana. A lei em questão obrigava a população negra a andar com identificações que limitavam a circulação delas na cidade. Tropas militares do Apartheid atiraram e mataram 69 manifestantes, além de ferir cerca de 180 pessoas durante o confronto.

A violência gratuita chamou atenção das Organização das Nações Unidas (ONU), que usou a data para criar, em 1966, o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, em memória ao “Massacre de Shaperville”.

 

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Movimento Cartonero: preservação ambiental e literária

Surgido em 2003 na Argentina, o movimento ganhou o mundo
1231+2468+1971 Por: Camilla de Assis 16/03/2018 - 17:30 - Atualizado em: 21/03/2018 - 11:41
Movimento Cartonero
Movimento Cartonero
Se na sua cabeça a primeira coisa que passa quando se fala em livros é aquele conjunto de folhas retangulares unidas e contidas por uma capa, você não imagina as diversas formas e materiais que os exemplares podem ser feitos. Um dos maiores movimentos que revolucionaram o sistema de produção de obras literárias foi o Movimento Cartonero. Ele surgiu em 2003, na Argentina, e foi fruto da sobrevivência dos escritores e da população desempregada do país.
 
Os livros no formato cartonero são feitos artesanalmente e de papelão. No Brasil, especialmente no Nordeste, esse tipo de confecção de obras chegou e ganha cada vez mais popularidade. Em Pernambuco, existe uma editora chamada Cartonera do Mar, que começou sua fabricação efetiva em 2015. “Participamos de um projeto coletivo da Mariposa Cartonera em que várias outras cartoneras participaram. A Mariposa cedia seu catálogo de escritores e as demais cartoneras publicavam uma primeira edição para a Mariposa e depois poderia publicar outras conversando com os escritores.”, explica Hermínia Ferreira, uma das fundadoras do coletivo.
 
Para realizar a publicação, basta ter um estilo de escrita que seja compatível com a linha de pensamento do coletivo. “Não temos um corpo de escritores. Os escritores chegam até nós de acordo com o que gostamos e publicamos”, enfatiza Hermínia. São publicados materiais de diversos gêneros literários. Até agora, a Cartonera do Mar tem livros de poesia, contos e ficção. “O contato conosco pode ocorrer por e-mail ou indicação de outros autores e editoras cartoneras.  Durante a avaliação do texto estudamos qual o melhor formato para a publicação, no caso em A4 ou A5. As impressões do autor também são levadas em consideração”, diz a fundadora do coletivo.
 
Já os materiais utilizados podem ser diversos. O coletivo Cartonera do Mar usa, de papelão para a capa, caixa de leite UHT, que tem um melhor acabamento, além de papel para impressão, linha e tintas. Todos os materiais são comprados.
 
Perpetuação da literatura e cuidados socioambientais
O Movimento Cartonero é, sem dúvida, um grande aliado nas questões de preservação ambiental e da literatura. “Atualmente estamos imersos em uma era digital, o que também evidencia o aumento de plataformas que publicam livros digitais. Essas plataformas vêm crescendo a todo vapor, entretanto, essas ferramentas não substituirão os livros impressos. É assim que o Movimento Cartonero instiga, promove e valoriza a leitura das edições impressas e se torna um forte aliado às causas socioambientais. Pois, se além de experiência sensorial (toque, cheiro/textura) que ele traz, acreditamos na sua eficiência no que diz respeito à conscientização e preservação ambiental”, opinia Hermínia, com apoio de todas as integrantes do coletivo.
 
Outras formas de se pensar em sustentabilidade
Apesar da grande influência do Movimento Cartonero quando se fala em preservação do meio ambiente e perpetuação da literatura popular, outras formas de pensar nesses dois aspectos são praticadas por editoras. Uma das que prezam pelas vertentes de sustentabilidade e afetividades das obras literárias é a Castanha Mecânica, fundada pelo poeta e escritor Fred Caju. “Na Castanha há livros cartoneros, com filtros de café, cascas de ovos e até com dobraduras simples que acabam dando um direcionamento gráfico-afetivo ao livro”, conta Caju.
 
Feitos artesanalmente pelo próprio fundador, todo o projeto gráfico dos livros é pensado para que seja “como um braço da narrativa”. Segundo Fred Caju, a perpetuação das editoras independentes e cartoneras é um papel forte na difusão literária. “Muito por conta da ousadia nos enfrentamentos e sobrevivência ao mercado editorial. Porque acabam ficando mais próximas do público do que as editoras editoriais alinhadas às vendas em livrarias”, explica.
 
E você, o que achou do tema? Conte pra gente nos comentários!
 

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