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Violência simbólica: agressão que ultrapassa a dor física

No campo onde constituímos nossa forma de ver o mundo existe uma dimensão simbólica. É nesse espaço em que a violência simbólica é estabelecida.
Por: Henrique Nascimento 30/01/2018 - 10:39
Violência simbólica: agressão que ultrapassa a dor física/Freepik
A naturalização da dominação masculina sobre a mulher é um tipo de violência simbólica
Você está indo a uma festa de aniversário, nenhum traje foi determinado. O evento será realizado no horário da tarde, você resolve ir de short ou bermuda, um look mais descontraído. Ao chegar no local, as demais pessoas estão usando roupas sociais, vestidos longos, gravatas e blazers. Instantaneamente, você fica incomodado, não se sente adequado para frequentar o espaço. Já parou para pensar por que estar trajado diferente, nesse contexto, provoca um desconforto pessoal, social e até mesmo emocional? Isso pode ser traduzido como um simples caso de violência simbólica. Esse tipo de agressão se torna muito mais danosa quando situado em questões de raça, gênero, etnia e classe social. Quer saber mais sobre o conceito? Vem que a gente te explica.

O que é violência simbólica?

Para Pierre Bourdieu, sociólogo francês, os seres humanos possuem quatro tipos de capitais, são eles: 1) o capital econômico, a renda financeira; 2) o capital social, suas redes de amizade e convívio; 3) o cultural, aquele que é constituído pela educação, diplomas e envolvimento com a arte; 4) capital simbólico, que está ligado à honra, o prestígio e o reconhecimento. É através desse último capital que determinadas diferenças de poder são definidas socialmente. Por meio do capital simbólico, é que instituições e indivíduos podem tentar persuadir outros com suas ideias. 
 
A violência simbólica se dá justamente pela falta de equivalência desse capital entre as pessoas ou instituições. O conceito foi definido por Bourdieu como uma violência que é cometida com a cumplicidade entre quem sofre e quem a pratica, sem que, frequentemente, os envolvidos tenham consciência do que estão sofrendo ou exercendo.

Onde está o agravante?

A ilustração do traje de festa no início da matéria é muito pequena se comparada aos níveis que a violência simbólica pode atingir. Mais que um caso individual relacionado a uma roupa, o alcance dos meios de comunicação, por exemplo, pode ser usado como instrumento para execução da violência simbólica em grande escala. Isso é feito através da propagação de ideias que pertencem às camadas dominantes (que, usualmente na sociedade capitalista, são as de maior capital econômico) para as camadas minoritárias, a fim de que a ordem social se mantenha. 

Quando as questões raciais encontram a violência simbólica

Donald R. Kinder e David O. Sears, pesquisadores das universidade de Yale e da California, respectivamente, ainda na década de 1970, indicaram a existência do racismo simbólico. Para eles, o conceito se baseava no fato de que uma das vertentes do preconceito racial era apoiada na crença de que os negros violavam os valores da ética protestante do povo norte-americano. Não era necessariamente uma motivação baseada na ocupação de vagas no mercado de trabalho, algo que afetaria seu capital econômico, mas sim, que afetaria o capital simbólico da nação. No entanto, é importante ressaltar que essa ainda atual forma de racismo é tão ou mais danosa que manifestações mais abertas. Representando um perigo constante, uma vez que pode ser convertida em agressões físicas.
 
No Brasil, uma forma de violência simbólica está no uso dos estereótipos relacionados aos negros. Segundo o sociólogo jamaicano Stuart Hall, a estereotipagem é parte da manutenção da ordem social e simbólica. Alguns estereótipos nacionais associam a figura do negro à preguiça e a figura da mulher negra a expressão racista “mulata”, mulher feita para apenas suprir prazeres sexuais. Uma pesquisa dos psicólogos sociais Marcus Eugênio Oliveira Lima e Jorge Vala revela que, ao contrário do esperado, após o surgimento das leis anti-racistas, o racismo não cessou, mas tomou outras formas menos abertas e flagrantes. É importante lembrar que o combate ao racismo pode começar na linguagem.

A dominação masculina sobre a mulher como violência simbólica

Em seu livro A dominação masculina, Pierre Bourdieu, traz uma reflexão a respeito da violência simbólica no que toca a mulher na sociedade patriarcal. Segundo ele, é sempre esperado que o homem tenha o capital maior do que o da mulher, independente do tipo. Isso se dá pela naturalização da dominação masculina na sociedade. Ao julgar a mulher incapaz de ocupar determinados cargos, oferecer salários mais baixos para mulheres em mesmos cargos que homens e considerar que elas devem ganhar menos porque engravidam, há aí um dolo simbólico que reflete nos outros campos, como o econômico.
Denuncie - Disque 180
A ideia de dominação masculina sobre o corpo da mulher é refletida nos casos de feminicídio, assassinato de mulheres pela razão de ser mulher. O crime era anteriormente tido como algo passional (assassinato por amor), só que, na verdade, é mais uma forma de mostrar a existência de uma noção de superioridade do homem. Os casos de feminicídio acontecem geralmente após o término de um relacionamento. Por acreditarem que têm a propriedade sobre o corpo da mulher e por considerarem que não têm nada a perder, são cometidos os assassinatos.
 
Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Compartilhe conosco nos comentários! 
 
 

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5 áreas da Biomedicina para trabalhar

Embora o campo sirva de interface para a Biologia e Medicina, o profissional biomédico é responsável por funções bastante específicas. Conheça!
Rebeca Ângelis Por: 25/01/2018 - 10:02 - Atualizado em: 25/01/2018 - 10:08
5 áreas da Biomedicina para trabalhar/Pixabay
A biomédica ou biomédico pode trabalhar coletando amostras para exames
Uma das áreas que mais tem ganhado destaque na saúde é a Biomedicina. Embora o campo sirva de interface para a Biologia e Medicina, o profissional biomédico é responsável por funções bastante específicas, como identificar, classificar e estudar os microrganismos causadores de enfermidades. Além de também trabalhar com pesquisas de medicamentos e vacinas, a fim de prevenir doenças e epidemias.
Para te ajudar a compreender um pouco mais sobre esta área, enumeramos cinco campos que o biomédico pode atuar no mercado e ainda lidar com pacientes, confira!

Coleta de amostras1-Coleta de amostras

Se você deseja trabalhar com Biomedicina e ao mesmo tempo ter contato com pacientes, atuar na coleta de amostras é uma boa opção para escolha. Nesta função, o biomédico é essencial para evitar possíveis erros laboratoriais. Ele trabalha fazendo a coleta de sangue e outros fluidos biológicos, como parte pré-analítica laboratorial. Dessa forma, o biomédico mantém vínculo com os pacientes, conservando relações de confiança e diminuindo o estresse na hora da coleta.

2-Diagnósticos por imagem

Neste campo o profissional biomédico pode atuar em diversas áreas que envolvem o estudo do corpo humano por meio de imagens (imagenologia). Destacam-se as modalidades de radiologia, mamografia, ultrassonografia, densitometria óssea, tomografia computadorizada, ressonância magnética, medicina nuclear, etc.
Entre as funções do biomédico, ele pode realizar administração dos meios de contraste, fazer a entrevista e a análise prévia do paciente, ou até mesmo posicionar o paciente para os procedimentos.
Na medicina nuclear, pode ainda administrar radiofármacos seguindo os protocolos estabelecidos para cada exame e a orientação do médico nuclear.

3-Atendimento genético

Um biomédico também pode trabalhar com atendimento voltado para pacientes afetados com doenças genéticas. A função é exercida com aconselhamento ao indivíduo, no intuito de fornecer informações detalhadas sobre determinada condição que é ou pode ter origem genética.
Entre os requisitos para o atendimento genético, o biomédico precisa também ser  especializado enquanto geneticista.

Acupuntura4-Acupuntura

O biomédico acupunturista pode trabalhar com técnicas de acupuntura e algumas outras da Medicina Tradicional Chinesa. Nesta função, o profissional atua na promoção de saúde em pacientes com dificuldades motoras, decorrentes de problemas neurológicos, conseguindo alcançar a reabilitação, ou, ao menos, uma melhor qualidade de vida. Sobretudo no tratamento da dor.

5-Biomedicina estética

EstéticaNa biomedicina estética, o profissional pode desenvolver e aplicar os tratamentos para as disfunções estéticas corporais, faciais e de envelhecimento fisiológico relacionados à derme e seus anexos, tecido adiposo e metabolismo.
O biomédico esteta atua no cuidado da saúde, bem-estar e beleza do paciente, relacionando os melhores recursos para o bem do paciente, por meio de tratamentos que promovem a recuperação dos tecidos e do organismo como um todo.
 
E você? Com qual dessas áreas mais se identifica? Conheça também o curso presencial da UNIVERITAS!
 

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Prorrogada as inscrições para Bolsas de Iniciação Científica

Os projetos recebidos serão selecionados pelo Comitê de Pesquisa da Instituição
Assessoria de Imprensa Por: 22/01/2018 - 11:43 - Atualizado em: 22/01/2018 - 16:24
Prorrogada as inscrições para Bolsas de Iniciação Científica
Serão ofertadas 20 bolsas de estudo financiadas pelo Grupo Ser Educacional
Por Isabella Araújo
 
Visando estimular e fortalecer a pesquisa científica desenvolvida pelos alunos de graduação, o Comitê de Pesquisa da Universidade UNG divulgou o complemento do edital, em que prorroga as inscrições para o processo seletivo para Bolsas de Iniciação Científica. Os interessados deverão enviar o projeto, através do e-mail cpesquisa@ung.br, até o dia 9 de fevereiro. As inscrições são gratuitas.
 
Nesta edição, serão ofertadas 20 bolsas de estudo financiadas pelo próprio Grupo Ser Educacional, com vigência de 12 meses, no valor de R$450,00, que serão pagas na forma de desconto na mensalidade. O programa busca proporcionar ao aluno a aprendizagem de técnicas e métodos científicos, bem como estimular o desenvolvimento do pensar cientificamente e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelos problemas de uma pesquisa.  O resultado final será dia 23 de fevereiro. Os projetos recebidos serão selecionados pelo Comitê de Pesquisa da Instituição.
 
De acordo com Fabrício Bau Dalmas, coordenador do Comitê de Pesquisa da UNG, os objetivos do PIBIC vão muito além de preparar estudantes para seguirem a vida acadêmica, pois nem todos seguirão nessa linha. “Nosso propósito, além de despertar a vocação científica e incentivar novos talentos, visa estimular o senso crítico dos nossos alunos para a formação de recursos humanos que se dedicarão a qualquer atividade profissional”, explica o professor.
 
O edital e complemento do processo seletivo pode ser conferido por aqui. Orientações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail cpesquisa@ung.br, ou pessoalmente na Secretaria de Pesquisa, localizada na Praça Tereza Cristina, 229, Centro, Guarulhos. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h30 e das 14h às 17h.
 

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5 quadrinhos brasileiros que você precisa ler nas férias

Com o mercado cada vez mais aquecido, quadrinhos HQs impressionam pela riqueza das narrativas
Por: Katarina Bandeira 22/01/2018 - 11:02
Mercado de HQs brasileiro vem crescendo e fornecendo ótimas surpresas para quem é fã do gênero. Foto: Divulgação
Mercado de HQs brasileiro vem crescendo e fornecendo ótimas surpresas para quem é fã do gênero. Foto: Divulgação

É bem possível que você, em algum momento da sua vida, já tenha parado para ler uma história em quadrinhos. As revistinhas coloridas, com personagens que vão desde super-heróis até crianças em grandes aventuras, encantam gerações há décadas, ilustrando de diferentes maneiras a imaginação tanto de quem cria quanto de quem lê. Mesmo que ao entrar em uma banca de revistas uma boa parte  dos títulos ainda seja de autores estrangeiros, o mercado de HQs brasileiro vem crescendo e fornecendo ótimas surpresas para quem procura consumir os seus produtos. Se você curiosidade sobre o tema confira a lista que preparamos e ingresse nesse universo de ótimas ilustrações e excelentes narrativas:

Angola Janga, de Marcelo D'Salete (2017)

Pequenas histórias relacionadas ao Quilombo dos Palmares. Em Angola Janga, as narrativas são contadas tendo como cenário Pernambuco, no fim do século XVI. O autor fez uma rica pesquisa a respeito dos quilombolas e conta a história dessa rebelião que tornou-se nação, e é símbolo da luta contra o racismo, no Brasil. Um romance histórico, com batalhas, que fala de Zumbi, entre outros personagens como Domingos Jorge Velho, Ganga Zumba, Ganga Zona, entre outros.

Quadrinhos dos anos 10, de André Dahmer (2016)

Irônico, às vezes pessimista e muitas vezes real, os Quadrinhos dos anos 10 aborda com um toque de humor negro diversas situações e comportamentos da nossa geração. Autor da série de quadrinhos Malvados, Dahmer retrata contradições sociais, a nossa relação com as tecnologias atuais, entre outros dilemas da vida não tão moderna.

Bear, de Bianca Pinheiro (2014)

Para  quem procura algo mais leve para ler, Bear começou como uma webcomic e hoje sai em versões encadernadas pela editora Nemo. Cheia de referências pop, conta a história de uma menina que se perde dos pais e vai para um mundo estranho. Ela encontra um urso amarelo (ou alaranjado) e segue a jornada junto a ele.

Gata Garota, de Fefê Torquato (2015)

Metade mulher, metade gato. Como os felinos Gigi passa metade do seu tempo dormindo e a outra metade comendo, com vários momentos de tédio, como qualquer felino. Ela descende de uma família de gatos-gente, únicos de sua espécie. A personagem é retratada tal qual o animal, fascinante, com seu pelo macio e um olhar penetrante de desdém. Vale a pena conferir como ela usa as característica felinas para lidar com eventos do cotidiano, seu namorado Danilo e sua família.

Castanha do Pará, de Gidalti Júnior (2016)

Vencedor da primeira edição do prêmio Jabuti, na categoria quadrinhos,  a HQ conta, em forma de fábula, a história de Castanha, um menino-urubu que vive aventuras pelo mercado público Ver-o-Peso, em Belém. Ele retrata problemas sociais uma vez que o garoto mora na rua e sobrevive dos furtos e das migalhas de atenção que sobram do mundo ao seu redor. Com diálogos poderosos e situações que impressionam e fazem refletir, a obra mergulha na realidade de uma criança abandonada, com belíssimas ilustrações.

 

Conta para a gente nos comentários quais os outros títulos que você conhece e indica e aproveite para conhecer nosso curso de Design!

 

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Entre o céu e a terra: religiosos desmistificam estereótipos sobre suas crenças

No Dia do Combate à Intolerância Religiosa, lembrado neste domingo (21), saiba como quatro das principais religiões brasileiras enxergam o preconceito religioso
Por: 19/01/2018 - 15:46 - Atualizado em: 19/01/2018 - 15:47


Da esquerda para a direita: o espírita Frederico Menezes, a Ialorixá Denise Botelho, o padre Pedro Cabello e o pastor Elcias Martins/LeiaJáImagens

Neste domingo, 21 de janeiro, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data foi criada em 2007, por meio da Lei nº 11.635, contra a discriminação associada a quaisquer religiões. A data também rememora o dia do falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana.

A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo e teve sua casa atacada. Outros seguidores da da religião pertencentes ao terreiro também foram agredidos. Decorrente ao fato, ela faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, vítima de um infarto.

Agora, intolerância religiosa e a injúria racial são considerados crimes e, portanto, são passíveis de punição. Os cidadãos podem denunciar os crimes no disque 100, que serão posteriormente encaminhadas ao Ministério Público e demais autoridades.

Confira o vídeo em que quatro religiosos mostram a sua visão sobre o combate à intolerância e como cada uma das religiões (Candomblé, Espiritismo, Catolicismo, Protestantismo) se estruturam:

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Conheça 5 áreas em que o profissional de Relações Internacionais pode atuar

O curso abrange várias áreas do conhecimento e oferece múltiplas possibilidades para o graduado
Por: Henrique Nascimento 19/01/2018 - 10:02
Conheça 5 áreas em que o profissional de Relações Internacionais pode atuar/Pixabay
Como internacionalista, é possível trabalhar em órgãos estrangeiros que operam em mais de um país
Os processos de globalização mundial têm se mostrado efetivos e continuam avançando. Um exemplo prático disso é surgimento e ampliação das empresas multinacionais. Para lidar com a execução de atividades em diferentes territórios é preciso que exista um profissional capacitado. Ninguém melhor que o graduado em Relações Internacionais. Veja 5 áreas de atuação em que ele pode testar envolvido, sendo indispensável não só para empresas, mas também para outros tipos de instituição.  

1 Logística

O graduado em Relações Internacionais pode atuar como analista de Logística fazendo a organização dos recursos da empresa ou companhia em território estrangeiro. Sendo assim, ele utilizará seus conhecimentos na área de Ciências Contábeis, transporte e Recursos Humanos.

2 Consultoria

Enquanto consultor, um internacionalista (título do profissional bacharel em Relações Internacionais) indicará qual a melhor forma da instituição lidar com determinada situação em um outro país. A consultoria pode ser em relação a investimentos, Marketing, questões jurídicas ou demais ocorrências que envolvam o contato com outro país. O serviço pode ser prestado enquanto contrato temporário ou, de forma continuada, como funcionário efetivo. 

3 Órgãos governamentais

É aqui onde os internacionalistas podem encontram várias oportunidades de empregabilidade. Diferentes instâncias governamentais precisam de alguém para lidar com as relações internacionais, indo desde uma prefeitura até os ministérios relacionados à presidência da República. Também é possível trabalhar nas embaixadas internacionais, conduzindo ou mantendo as boas relações com outros países. No entanto, para exercer esses cargos é preciso passar por concursos públicos.

4 Agências de câmbio

Trabalhar em uma agência de câmbio pode ser um espaço de realização profissional para quem gosta de números. O graduado em Relações Internacionais utilizará sua compreensão a respeito da economia e do direito internacional para realizar operações de mesa de câmbio, analisar cotações, variações de bolsas de valores e tendências do mercado financeiro.

5 Organizações internacionais

Com experiência como internacionalista, é possível trabalhar em órgãos estrangeiros, como as ONGs que operam em diferentes países. Normalmente, esse tipo de instituição busca apoio financeiro além das fronteiras de seu território de origem, por isso necessitam de pessoas que conduzam as questões legais e financeiras.

Amplas oportunidades para um profissional abrangente

O curso de Relações Internacionais da UNIVERITAS possui disciplinas das mais diversas áreas para capacitar o aluno com uma visão holística. Entre os temas estudados estão: Ciência Política; diplomacia e política externa brasileira; negociação e arbitragem internacional; finanças e Marketing. Além disso, o discente ainda entra em contato com disciplinas, nos níveis fundamental e aplicado, das seguintes línguas estrangeiras:  espanhol, inglês e francês.
Tem interesse em seu um internacionalista? Conheça o curso de Relações Internacionais da UNIVERITAS!

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Vida e morte: De onde viemos e para onde vamos?

Conheça os conceitos de vida e morte segundo as religiões Católica, Espírita, Candomblé e Protestante
Por: 17/01/2018 - 18:17 - Atualizado em: 18/01/2018 - 10:08
Conheça os conceitos de vida e morte segundo as religiões Católica, Espírita, Candomblé e Protestante/Pixabay
Conheça os conceitos de vida e morte segundo as religiões Católica, Espírita, Candomblé e Protestante/Pixabay

Por Rafaella Sabino

De onde viemos e para onde vamos são dois grandes questionamentos que perseguem a humanidade, a filosofia e a ciência há séculos. E, para muitos, são incógnitas que só têm resposta nas religiões. A fé funciona como um ponto de apoio para saber lidar com dúvidas e, principalmente, com as perdas.

A relação entre morte e vida sempre foi e será muito estreita. Mesmo com dogmas distintos, todas as religiões pregam coisas boas como o amor ao próximo e a paz. E viver dessa forma garante uma “boa partida” para cada um, independente da crença. Hoje, na última matéria do especial Intolerância Religiosa, vamos conhecer a visão de quatro crenças sobre a temática morte e vida.

Catolicismo: o céu começa aqui na Terra

Ter empatia e amor ao próximo são alguns preceitos pregados pelo catolicismo para serem colocados em prática por seus fiéis e os tornarem verdadeiros merecedores do céu. Para o padre Pedro Cabello, reitor do Santuário Mãe Rainha, em Ouro Preto, Olinda/PE, a fé deve transcender os muros da igreja. “Não podemos mais agir como antigamente, em que a fé era vivida apenas dentro da igreja. Temos que levá-la conosco para a vida cotidiana, pois essa será a última prova que vamos passar e Jesus vai nos questionar”, afirma.

O padre alerta que muitas vezes o pedido de ajuda está mais próximo do que achamos. “Basta olhar ao nosso redor. Às vezes o problema está dentro de casa ou em nossa vizinhança. Quantas pessoas em nosso bairro dependem dos outros?”, questiona. Os ensinamentos católicos dizem que a forma como se vive na terra rege como será o pós morte. Os seres morrem apenas uma vez e são julgados por seus atos na Terra. A partir disso, vão para o céu, purgatório ou inferno.

O religioso destaca que esse é um tema tabu entre os seguidores do catolicismo. “Cada vez mais nos afastamos do fenômeno morte. Mas toda a nossa vida e fé se encaminham para o momento da partida para a casa definitiva. Temos que tomar consciência de que a vida do ser humano, por ser criação, tem um começo e um fim. Não acreditamos em reencarnação”, afirma.

Espiritismo: A morte é apenas uma passagem

O Livro dos Espíritos, publicado em 1857, é considerado o marco de fundação do Espiritismo. A obra, escrita pelo educador e tradutor francês Allan Kardec, reúne mais de mil princípios doutrinários da religião. Os praticantes acreditam que os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra em busca de constante evolução. O livro é composto de perguntas e respostas que Kardec fez aos espíritos sobre temas universais como morte, vida, relações familiares, dentre outras.

A religião acredita que Deus criou os espíritos sem discernimento do bem e do mal. Quando estes vêm a Terra, passam por provações e, devido ao livre-arbítrio, tem o direito de escolher como querem viver. Com a morte física, o espírito segue uma jornada de evolução. Os que praticam o “mal” recebem novas chances, por meio das encarnações, e os que fazem o “bem”, evoluem mais rapidamente. “Para Allan Kardec, o verdadeiro espírita é aquele que luta para domar as suas más tendências, procurando ser melhor a cada dia”, afirma Frederico Menezes, estudioso, que já lançou 14 livros relacionados ao espiritismo e viaja o país realizando palestras sobre o assunto há 37 anos.

Para Frederico a evolução espiritual vem através das reencarnações.“O espiritismo matou a morte. Tirou a visão macabra que os estudiosos tinham dela. Mostrou que a morte é uma apenas uma passagem”, finaliza.

Protestantismo: A vida à luz das escrituras

O Protestantismo surgiu no século XVI, a partir uma de ruptura com a Igreja Católica, feita pelo monge Martinho Lutero. Este criou um documento com 95 teses que demonstravam as suas insatisfações diante da religião. Dentre os motivos, estavam a venda de indulgências, a adoração de imagens, missas em latim, celibato e a autoridade do Papa. Depois, vieram muitas outras subdivisões. Mas, assim como no Catolicismo, os protestantes são cristãos e seguem os preceitos da Bíblia. “Isso não diz respeito apenas à questão interna da igreja, mas também como a pessoa deve viver em família, no trabalho, em sociedade, nos relacionamentos, em todas as áreas. A Bíblia é o nosso manual”, afirma o pastor Elcias Martins, da Igreja Batista do Barro, em Recife/PE.

Sobre a morte, os religiosos também buscam respostas nas escrituras. Segundo o pastor Elcias, o fenômeno foi inserido aos humanos por causa do pecado de Adão. Tal crença pode ser encontrada no livro Romanos 5:12, que diz: “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens”, afirma a publicação. Os protestantes não acreditam em vida após a morte, para eles os seres são julgados por Deus e podem ir ao céu ou ao inferno. “E a questão de ir para um ou o outro está simplesmente na fé ou na rejeição do evangelho”, complementa.

Candomblé: da iniciação a Egun

O Candomblé é uma religião de ordem iniciática, e como tal, tem várias determinações que direcionam a vida dos filhos-de-santo (denominação dos praticantes). A maioria dos ensinamentos é passada de geração para geração de forma oral: tanto pelos Ensinamentos Sagrados de Ifá, dividido em 256 partes, que contém os princípios éticos da religião; quanto pelos mitos dos 16 orixás, que são histórias contadas e recontadas, que sempre apresentam uma lição. Os orixás são divindades das religiões de matriz africana. Eles representam as forças da natureza, bem como virtudes e necessidades dos seres vivos.

“Os candomblecistas devem viver de acordo com os princípios das divindades sagradas, principalmente daquela que o rege. Por exemplo, Ogum tem como princípio a verdade. Há um interdito de mentira para seus filhos e filhas. Muito provavelmente, aqueles que não seguem esse caminho serão punidos pelo próprio orixá”, conta a Yalorixá Denise Botelho, professora associada do Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco. “Os praticantes também devem seguir as orientações dadas pelos pelos zeladores de orixás, babalorixás (pais-de-santo), yalorixás (mães-de-santo)”, complementa.

Para o Candomblé, não existe uma concepção de céu ou inferno. Após a morte física, o egun (alma do falecido) é encaminhado pelos orixás Omulú e Iansã Igbale até o Órun (mundo espiritual). Ali, ele vai permanecer junto a outros seres ancestrais, orixás e guias. “A morte é demarcada com a cerimônia de Axexê, na qual os feitos e as boas coisas realizadas pelos iniciados são glorificadas. Se criarmos bons feitos quando vivos, seremos lembrados após a morte”, afirma Denise. “Há uma volta à massa cósmica desse corpo terreno, mas o espírito continua vivo no coração de seus descendentes”, finaliza.  

Fé, independe da religião

É impossível afirmar quantas religiões existem no mundo. Somente no Brasil, de janeiro de 2010 até fevereiro de 2017, surgiram 20 novas organizações religiosas por dia, segundo dados da Receita Federal. E ainda há aquelas pessoas que têm mais de uma crença. De acordo com estudo divulgado no XI Congresso de Medicina e Espiritualidade (Mednesp), de mil pessoas entrevistas, 44% se consideram seguidoras de duas ou mais religiões, e 49% nasceram em uma religião diferente da que têm hoje.

Grandes ou pequenas, crendo em um Deus único ou em vários, a verdade é que, mesmo com preceitos distintos, as religiões existem para esclarecer dúvidas e guiar seus seguidores espiritualmente pelos melhores caminhos da vida. Independe da escolha, o importante é se sentir preenchido e confiante.

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Religião: uma história de fé e várias representações de gratidão

Na semana em que se lembra o Combate a Intolerância Religiosa, conheça como 4 religiões do Brasil praticam sua fé por meio de agradecimentos e devoções
Por: Camilla de Assis 17/01/2018 - 12:46 - Atualizado em: 19/01/2018 - 13:47
Escrito por Rebeca Ângelis
 
Entender a religião e seus elementos sagrados remete pensar sobre o que aproxima os homens e suas crenças ao sobrenatural. Religião é uma fé idealizada em um conjunto de credo, práticas e doutrinas, que faz com que as pessoas busquem satisfação e bem estar para superar dificuldades, bem como alcancem a felicidade.
 
Ser devoto consiste em dedicar-se a algo. Na religião, essa prática é definida como o encontro físico com o divino sem que haja o entendimento baseado na razão. Acreditar no sobrenatural exige apenas a fé dos seguidores.
 
Em diferentes esferas religiosas, a devoção é praticada por variadas formas. Dentre elas, a veneração. Oriunda do latim a palavra consiste em fazer honra com sinal de respeito prestado aos deuses da religião, como forma de reverência e agradecimento.
 
Dentro desse contexto concomitante às devoções, encontram-se também as mais distintas formas de gratidão pelos feitos, realizadas por grupos ou individualmente. Cada religião possui sua peculiaridade de gratidão, realizadas por seus fiéis. Na semana que se comemora o Dia de Combate a Intolerância religiosa, conheça como 4 religiões no Brasil costumam exercer a prática de gratidão e devoção dentro de seus princípios de fé.
 
Candomblé: resistência em meio ao sincretismo
Quando o candomblé chega ao Brasil, na época da escravidão, passa por diversas perseguições dos colonizadores. Suas divindades, cultos e ritos oriundos da África, tiveram que se adaptar a um emaranhado de confluências e fundamentos da religião católica para ser aceito.
 
Esse sincretismo religioso fez com que vários orixás recebessem um novo nome, bem como a linguagem oficial dos cantos em Iorubá fosse adaptada ao português. Apesar de toda perseguição e preconceito desde primórdios, membros da religião seguem , até os tempos atuais, firmes na luta de resistência para manter o legado implantado de seus ancestrais.
De acordo com a Ialorixá e professora universitária, Denise Botelho, o candomblé consiste em uma religião monoteísta, onde os fiéis acreditam em Deus, apesar de não possuírem um legado cristão.
 
As práticas de devoção do candomblé acontecem de diversas formas como rituais, danças e atividades do bem, sempre voltadas para a conservação da natureza e de seus guardiões, os orixás. “Não deixamos de reconhecer outras lideranças religiosas, como Jesus Cristo e Buda, por exemplo. Nosso culto é composto por Olódùmaré (Deus) que jamais se manifestará em transe, mas possui os orixás, que são deuses representantes da natureza, que o auxilia. Ele é quem nos permite a intermediação aos orixás”, explica Denise.
 
Os candomblecistas acreditam que a maneira de adorar e agradecer as conquistas e bons momentos deve acontecer com oferendas individuais e em grupo, bem como, com a sacralização animal. Como o próprio nome já diz, as oferendas consistem em oferecer aos orixás alimentos como forma de manter o elo entre os fiéis com Deus, além do pedido de proteção. O abate animal ou sacralização religiosa também se insere nas formas de agradecimento aos orixás pelos feitos.
 
O projeto de Lei n°4331, de 2012 ( PL 4331/12), chegou a propor a proibição do sacrifício animal em rituais, fator de dividiu opiniões e levantou debates sobre intolerância religiosa.
“Nossas oferendas, nosso abate religioso é classificado como sacrifício por muitos, mas nós não realizamos sacrifício porque temos o princípio na religião de estar em integração e em comunhão com a realidade. Então quando nós desenvolvemos o princípio da comensalidade, onde tudo que realizamos na comunidade e para a comunidade, nós vamos oferecer alimentos para nossas divindades. Esses alimentos são sacralizados e,  em seguida, servirão de alimento para os fiéis e muitas vezes para os entornos das casas de terreiro do candomblé, geralmente, regiões empobrecidas”, endossa a mãe de santo, Denise Botelho.
 
Espiritismo e a “fé raciocinada”
Considerada uma doutrina que agrega ciência, filosofia e religião para o entendimento do universo, o espiritismo acredita que todas as pessoas passam por um processo de evolução. A vida na Terra é uma espécie de universidade espiritual, em que cada pessoa aprende a superar as provações e segue um trajeto de reencarnação até alcançar o estágio evolutivo.
 
Segundo Frederico Menezes, publicitário e palestrante espírita, a doutrina se baseia na fé raciocinada, que consiste na prática de conhecimentos intelectuais e condutas benevolentes. “A ligação existe apenas por meio da mente e coração.”
 
No espiritismo, não existem exemplos de devoção e gratidão, consequentes a determinadas conquistas. “Fora da caridade não há salvação” explica a frase de um dos pioneiros pesquisadores a doutrina espírita, Allan Kardec, sobre a ideia de que todos possuem mediunidade (poder) espiritual e está na Terra para evoluir e auxiliar outros com esse mesmo propósito.
 
Catolicismo de sacramentos e comunhões
Ligado diretamente ao cristianismo, o catolicismo surge como uma das religiões mais antigas da história que acredita em Jesus como único salvador do mundo. A remição é implantada pela crença de que Jesus veio a Terra por meio de Deus. E esse mesmo Deus é constituído pela tríade: pai, filho e espírito santo.
 
Como os católicos acreditam existe céu a quem pratica o bem e inferno para o mal. E que Jesus morreu por todos e os pecados humanos podem ser redimidos através de hábitos religiosos, como seguir as doutrinas impostas pela igreja e praticar o bem. 
  
Essa fé se baseia nas escrituras da bíblia, tradição oral da igreja, com representações dos santos que significam o divino, através de imagens espalhadas nas igrejas.
De acordo com o padre Pedro Cabello, devoção e gratidão andam juntos na religião.
 
“Situações de gratidões no catolicismo acontecem de variadas formas como: rezar o terço, acender uma vela em homenagem ao santo, ajoelhar-se diante do trono de Deus, fazer uma novena, ou até mesmo assistir uma missa no seu dia de festa.
 
Ele ressalta ainda que quando as pessoas têm seus desejos alcançados, agradecem por meio de pagamento de promessas particulares, em um elo existente entre o humano e o sagrado. “As pessoas costumam fazer obras de bem, como doações em geral, visitar asilo e crianças carentes, contribui com dinheiro para pessoas necessitadas, e também expressam suas gratidões com alguma atitude interior”, pontua.
 
Protestantismo: céu x inferno
Considerada a segunda maior religião do cristianismo no mundo, o protestantismo surge em meio ao descontentamento das atitudes de centralização econômica e política do catolicismo. Com isso, nascem novas doutrinas e práticas.
 
Ao contrário dos católicos, os protestantes não acreditam que a salvação seja alcançada através dos sacramentos, mas que a Bíblia em si contempla tudo o que é necessário para que isso aconteça, se seguida e compreendida pelos seus fiéis. Na devoção, os protestantes também não veneram os santos católicos e nem acreditam na existência do purgatório, existindo apenas o céu e o inferno, com o juízo final em que Deus define as condutas da vida de cada fiel, na terra, e qual destino esse ganhará após a morte.
 
De acordo com o pastor Elcias Martins, no protestantismo há pelo menos três percepções que os protestantes ou evangélicos se enquadram. A primeira  é a denominação histórica, vinda de própria reforma protestante e mantendo seus princípios de origem. A pentecostal ou pentecostal histórica, definida por igrejas que vieram da tradicional, mas que abraçaram novas doutrinas como batismo do espírito santo e contemporaneidade dos dons do espírito santo. 
 
E a mais recente, neopentecostal, que é uma ramificação do pentecostalismo, mas se difere por serem mais centradas em personalidade, movimentos e novas ideologias que fogem um pouco das duas primeiras.
 
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Entre o sincretismo, a fé e a filosofia

Saiba como surgiu o Candomblé, o Espiritismo, o Protestantismo e o Catolicismo
Por: Henrique Nascimento 16/01/2018 - 09:56 - Atualizado em: 16/01/2018 - 11:19
Entre o sincretismo, a fé e a filosofia/Pixabay
Uma religião está diretamente ligada não só ao local onde são praticados seus rituais (terreiros, igrejas, centros), mas à vida cotidiana do ambiente social de seus praticantes. Sendo assim, não é possível pensar numa origem da religião sem tentar compreender o contexto social em que essa está inserida. Você já teve a curiosidade de entender como surgiram algumas religiões? Se a sua resposta for positiva, pode ficar tranquilo que durante toda a semana nós estaremos trazendo essa e outras informações sobre o Candomblé, o Espiritismo, o Protestantismo e o Catolicismo. Confira!
 

Candomblé - Ancestralidade e resistência

Trazido para o Brasil pelos negros raptados da África no período escravocrata (1530-1888), o Candomblé tem como sua maior divindade Olodumare, senhor do universo, e os demais orixás como seus auxiliares. Em nosso país, a religião passou por adaptações, “uma vez que as condições da escravidão não permitiam a realização dos cultos nos moldes do continente africano. Então, o que nós temos no Brasil é uma religião específica brasileira que tem como origem as religiões de matriz africana”, explica Denise Botelho, Ialorixá e professora universitária.
 
O Candomblé é dividido em diferentes tipos de expressões, a depender da região de origem no continente africano e da forma que se integrou à cultura brasileira. São alguns exemplos: o Candomblé Nagô, muito praticado no Recife; Candomblé da Nação Ketu, com grande influência no eixo São Paulo/Rio de Janeiro e em Salvador; Candomblé de Angola; Candomblé Fon e o Candomblé de Nação Xambá. Entre cada uma dessas expressões o diferencial pode se encontrar na linguagem, na forma que se referem aos orixás, nas cantigas entoadas, nos rituais e nos hábitos. 

Espiritismo - Revelação e organização de ensinamentos de seres elevados

Na Europa do século XIX, um fenômeno conhecido como mesas girantes tomou a atenção de várias pessoas. “Coube a um homem chamado professor Rivail a responsabilidade de se interessar pelo fenômeno e organizar aquilo que ele estava assistindo, aquelas comunicações estranhas, aqueles seres que estavam trazendo respostas profundas através das mesas que batiam as letras do alfabeto”, informa Frederico Menezes, espírita e palestrante. 
 
O professor Rivail posteriormente iria ser nomeado como Allan Kardec, que, em uma de suas oportunidades com esses seres, perguntou quem eles eram, obtendo como resposta que eram as almas dos homens que habitaram a Terra. Após três anos de estudo, em 1857, Kardec lançou a primeira versão do livro dos espíritos com 501 questões e, em 1869, ele divulgou a segunda edição, que é divulgada até hoje, com 1019 questões. Então, como coloca Frederico Menezes, “o Espiritismo é a doutrina que Allan Kardec codificou e organizou os ensinamentos [...] Que, na verdade, trata dos mesmos fenômenos que sempre aconteceram na natureza e na história da humanidade. É a revelação dos princípios da natureza”.

Catolicismo - Fé e congregação

De acordo com o padre Pedro Cabello, reitor do Santuário Mãe Rainha em Olinda, o surgimento da Igreja Católica remonta ao tempo dos apóstolos. “O catolicismo historicamente falando tem suas raízes na encarnação do filho de Deus, Jesus. Ele veio para trazer a mensagem de Deus, revelar o rosto do pai. Ele mesmo quando se torna adulto [...] junta apóstolos e discípulos. Acreditamos que essa é a estaca zero da Igreja Católica e Cristã”, afirma ele. O pensamento católico, assim como o cristão, baseia-se na conversão aos ensinamentos de Jesus Cristo a fim de que se obtenha a salvação. Demais divindades, como Maria, a mãe de Jesus, e os apóstolos de Cristo, têm seu papel nesse caminho de fé.
 
A história do início da Igreja Católica, como você pode ter notado, mistura-se com o percurso do chamado cristianismo primitivo, aquele imediatamente posterior à ascensão de Jesus ao céu. No entanto, um marco temporal é de extrema importância na trajetória do Catolicismo, o Grande Cisma, ocorrido em 1054 d.C.. Como o nome já remete, foi nessa ocasião em que a Igreja foi divida entre Igreja Católica Apostólica Romana, ou Ocidental, e a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa. A instituição cristã que conhecemos hoje sob a condução do Papa Francisco é a do ocidente.  

Protestantismo - Reforma e diferentes formas de doutrina

Foi no século XVI que o monge Martinho Lutero, com suas 95 teses, deu início a Reforma Protestante, movimento de desvinculação com pontos da doutrina católica ocidental. Nesse período outros reformadores ficaram famosos, como João Calvino, Jacob Armínio e Ulrico Zuínglio. O objetivo deles era fazer com que o cristianismo se voltasse para as Cinco Solas, traduzidas em: só a fé; somente a Escritura, somente Cristo; somente a graça e somente Deus. Ou seja, a salvação só seria alcançada a partir desses cinco itens, não dependendo das obras ou das indulgências como vinha sendo pregado.
 
Hoje, o Protestantismo está subdividido em pelo menos três grupos, são eles: as Igrejas Tradicionais, as Igrejas Pentecostais e as igrejas consideradas Neopentecostais. “Esse tipo de classificação é mais recente, é [...] quase que sociológica, [...] Você tem aquela ramificação que é chamada de tradicional, mas que o termo correto seria histórica. As denominações históricas seriam as que vieram da reforma protestante”, explicita Elcias Martins, pastor da Igreja Batista do Barro. Nesse grupo estão as denominadas Batistas, Presbiterianas, Anglicanas, Luteranas e Metodistas. Um exemplo de Igreja Pentecostal, que deriva do movimento Pentecostal da segunda metade do século XX, é a Igreja Assembléia de Deus. No grupo das consideradas Neopentecostais está a Igreja Universal.
 
Ficou curioso em relação a história de alguma religião? Conte nos comentários!

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10 coisas que provam que agora você já é muito adulto

Pagar boletos, ter documentos no seu nome e ser chamado de tio ou tia por alguém mais novo. Se isso começou a acontecer na sua vida, provavelmente você já é um adulto
Por: Katarina Bandeira 15/01/2018 - 12:55 - Atualizado em: 15/01/2018 - 16:32
Novas responsabilidades provam que a idade uma hora chega para todos. Foto: Freepik
Novas responsabilidades provam que a idade uma hora chega para todos. Foto: Freepik

Você provavelmente deve se lembrar de quando corria com os amigos pelo pátio do colégio, ou quando não perder seu filme favorito na TV e escolher entre biscoitos e bolachas eram as suas maiores (e mais difíceis) preocupações. Um belo dia, como que despertando de um sonho, tudo isso mudou. Chegam os gastos com as xerox da faculdade, algumas correspondências em seu nome (que você logo percebeu que eram boletos e que não iam ser pagos sozinhos) e até mesmo escolher o que comer virou uma difícil tarefa. Mas quando você percebeu que tinha se transformado em um adulto? E, afinal, o que é um adulto?  Simone de Beauvoir diria que é “uma criança inchada pela idade”, mas nós separamos uma lista de coisas que se você já começou a fazer é porque provavelmente está bem crescido.

 

Pagar os próprios boletos

A magia de receber a primeira correspondência em seu nome é um momento esperado por muitos jovens. O que poucos deles sabem é que depois que você recebe o primeiro boleto, dificilmente eles vão parar de chegar e você vai começar a desejar nunca ter recebido nenhum. Pagar a conta de água, luz, internet, streaming, mensalidade da faculdade são apenas algumas das obrigações que aparecem na vida adulta. E com grandes boletos, vêm grandes responsabilidades.

Levar a mãe ou pai ao médico

Eles cuidaram de você durante toda a vida e agora chegou a sua vez de retribuir. Além de marcar seus próprios médicos e explicar sozinho o que você está sentindo, chegou a hora de levar seus pais para consultas. E nem sempre é uma tarefa fácil, já que muitas vezes eles acham que aquela tosse de duas semanas não é nada (enquanto você não podia espirrar que era internado). Mas você sabe que é necessário e não vai deixar de segurar na mão deles na hora de falar com um especialista.

Resolver problemas no banco

Para alguns, a maior prova de ter atingido o máximo da vida adulta é: resolver problemas no banco. Você chega à agência, geralmente lotada, pega um ficha (e confere que tem pelo menos 50 pessoas na sua frente) e enfrenta filas intermináveis, formulários e dificuldade de acessar a internet enquanto espera. Às vezes, a quantidade de moedas no seu bolso também causam um pequeno alvoroço na porta giratória. Pelo menos dá para fazer amizade com alguns idosos e, cinco hora depois, sair com a sensação de dever cumprido.

Ter vários documentos no seu nome

Nada mais adulto do que ter vários documentos com seu nome neles. Contrato de aluguel, da faculdade, nota fiscal, certidões em geral. Você não precisa mais de um responsável para assinar as coisas por você. Parece que o jogo virou, não é mesmo? Agora, você é o responsável.

Pagar o primeiro aluguel

O sonho de alguns e o primeiro pesadelo de outros. Pagar o primeiro aluguel significa duas coisas: que você saiu da casa dos seus pais e que agora você vai entender tudo o que eles reclamavam a respeito das contas. Nem precisa ter uma máquina de lavar, uma geladeira top de linha, ou um super sofá, seja sozinho ou dividindo com amigos, pagar o primeiro aluguel é o primeiro passo de uma jornada de independência e muitas histórias.

Ser chamado de tio ou tia por um adolescente

Esse dia chegou e você realmente não estava preparado. Em um primeiro momento, nem parecia que o jovem estava realmente se dirigindo a você, afinal, será mesmo que você tem cara de ser tio ou tia de alguém daquele tamanho? Mas a verdade é que não dá mais para negar, seja pela barba, pela camiseta de banda que ninguém conhece ou pelo seu ar mais sério, finalmente chegou a sua hora de ter sobrinhos (às vezes até mais altos e mais corpulentos), que não fazem realmente parte da sua família.

Começar a se irritar com o barulho/energia de pessoas mais jovens

Não dá para saber quando esse incômodo começou, mas você não aceita mais o barulho feito por pessoas mais jovens da mesma forma. Pegar o ônibus após o trabalho, estágio ou faculdade, sentar calmamente no coletivo, quase tirando o merecido cochilo do fim do dia, só para ser acordado por adolescentes cheios de energia, falando alto, rindo mais alto ainda, cantando e quase caindo uns em cima dos outros e achar tudo isso um absurdo, é a verdadeira prova que você não é mais o mesmo.

Congelar comida para durar a semana toda

Se você já mora sozinho é bem capaz de ter descoberto, da pior forma, que se não cozinhar, provavelmente não come. Mas preparar uma refeição balanceada, todos os dias, não é uma tarefa fácil. Envolve ingredientes, tempo e disposição, que nem sempre chegam em casa com você ao final do dia. Se alimentar fora também não é uma escolha possível, pois envolve pagar por uma refeição que custa muitas vezes o dobro do que você gastaria se levasse a sua própria. Por isso, cozinhar o almoço da semana toda não é uma decisão tão ruim. Você economiza tempo, dinheiro e ainda pode assistir a vários tutoriais para preparar marmitas gostosas e diversificadas.

Conversar sobre o preço das coisas na feira

Começar a fazer feira é também o primeiro passo para fazer amizades no supermercado. Isso porque o preço dos alimentos tende a variar de um estabelecimento para outro e até semanalmente. Ao começar a frequentar os centros de compra você com certeza vai se pegar discutindo com a moça do caixa e dizendo frases como: “mas semana passada estava metade do preço!”, além de receber a aprovação de muitas pessoas na fila de pagar as compras. Tudo bem, ninguém vai te julgar por causa disso.

Querer de volta todos os potes de comida

Achou que só a sua mãe dava por falta dos potes de comida? Achou errado! Quase um bitcoin de tão valioso, os potes plásticos com tampa, são indispensáveis no mundo adulto e emprestá-los é quase uma prova de amor. Com diversos tamanhos, cores e formatos, eles fazem parte do cotidiano de um adulto e perdê-los é bastante doloroso, afinal onde você guardará as comidas que aprendeu a congelar? Se você pegou algum lembre-se de devolver todos lavados e o mais rápido possível. Ninguém gosta de perder um vasilhame.

 

Gostou da nossa lista? Conta para a gente nos comentários o que aconteceu para você perceber que tinha finalmente ficado muito adulto.

 

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