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5 livros-reportagem que todo bom jornalista deve ler

Um bom aspirante à profissão não pode deixar de conhecer as vivências e relatos das mais importantes influências no ofício, confira
Rebeca Ângelis Por: 04/07/2018 - 09:17 - Atualizado em: 07/06/2018 - 15:48
5 livros-reportagem que todo bom jornalista deve ler
5 livros-reportagem que todo bom jornalista deve ler

Escolher trabalhar com comunicação, sobretudo, na área de Jornalismo, exige que o profissional seja antenado com o mundo e conheça sobre os mais variados assuntos. Leitura é o principal ritual de todo bom jornalista. E isso envolve acompanhar jornais on-lines e impressos, blogs, chamadas e o bom e velho livro.

Para todo bom aspirante à profissão, vale ainda conhecer um pouco mais das vivências e relatos das mais importantes influências no ofício, como forma de mergulhar na criatividade e se inteirar cada vez mais nesse mundo do “factual”.

Pensando nisso, elaboramos 5 importantes livros-reportagens escritos por jornalistas consagrados, que todo profissional da área deve conhecer. Confira!

1- Rota 66- Caco Barcellos

Idealizado pelo repórter Caco Barcellos, o livro Rota 66 foi construído dentro de uma investigação de mais de um ano. A história fala sobre a identificação de cerca de 4.200 pessoas mortas pela Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA), considerado o maior batalhão da polícia militar e mais “matador” do país.

Publicado em 1992, o livro traz nomes e detalhes de assassinatos cometidos por oficiais da ROTA contra pessoas inocentes ou apenas suspeitas. Na época que as denúncias foram anunciadas por meio da repercussão do livro, o jornalista precisou trabalhar no exterior, devido às várias ameaças sofridas no país.

2-Dias de Inferno na Síria- Klester Cavalcanti 

Lançado em 2014, o livro fala sobre a saga do jornalista pernambucano Klester Cavalcanti à Síria, em pleno cenário de guerra civil, em março de 2011. No enredo, o jornalista revela todas as dificuldades que encontrou como jornalista, para mostrar a realidade que assola até hoje a sociedade do país. Entre os depoimentos, Klester chega a revelar que foi barrado por oficiais na fronteira com o Líbano, foi preso, torturado e mantido refém com outros vinte detentos, por seis dias. Ele contextualiza ainda o momento turbulento pelo qual o país passava (e ainda passa) e conta as histórias dramáticas de outros presos que foram seus companheiros de cela.

3- Estação Carandiru- Drauzio Varella

Em menção ao presídio do Carandiru que, em 1992, sofreu uma rebelião e matou 111 detentos, o jornalista e médico Drauzio Varella narra como foi seu trabalho voluntário. Os relatos se passam há três do ocorrido, e revela como ele conscientizou os internos dos riscos e perigos da AIDS e como ajudava a socorrer a mais variadas e precárias situações de emergências dos presos. O livro propõe exibir uma outra visão sobre a organização, contrato social do presídio, alerta sobre os direitos humanos e problemas da sociedade brasileira.

4- Notícia de um sequestro- Gabriel García Márquez

Considerado um dos nomes mais importantes da literatura mundial, o autor colombiano Gabriel García Márquez descreve como traficantes realizam sequestros. Em detalhes, ele relata sobre cativeiros e negociações dos criminosos com as famílias das vítimas e o governo. Tudo baseado em entrevistas que ele mesmo realizou com as pessoas de fatos que realmente ocorreram. Notícia de um Sequestro se baseia, sobretudo, nos crimes cometidos por traficantes, nos anos 1990, semelhante aos sequestros do famoso Pablo Escobar, cometidos na Colômbia.

5- Todo dia a mesma noite. A história não contada da Boate Kiss-  Daniela Arbex 

Neste livro, a jornalista Daniela Arbex fala sobre a tragédia da Boate Kiss, que chocou o mundo Brasil e mundo, na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. Um incêndio tomou conta da casa noturna, na cidade de Santa Maria (RS), deixando duzentas e quarenta pessoas mortas.

Em dois anos de trabalho, cinco viagens à cidade e centenas de horas de depoimentos, Daniela reconstitui os acontecimentos da noite pelo olhar dos envolvidos no episódio.A autora conversou com sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde.

E você, por qual desses autores vai começar a leitura de hoje? Conta para a gente! Conheça também o curso presencial de Jornalismo da UNG!

 

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5 mitos e verdades sobre bombeiros

No dia 02 de julho é comemorado o Dia do Bombeiro Brasileiro, profissional essencial para a manutenção da vida e prevenção de acidentes ou catástrofes
Por: Henrique Nascimento 02/07/2018 - 15:01
5 mitos e verdades sobre bombeiros/Pixabay
Em um veículo vermelho, uniformizados e cheios de equipamentos, os bombeiros transitam pelas diferentes áreas da cidade com a missão de prestar serviços à população. Nas séries e filmes esses profissionais estão sempre em alerta. Quando um chamado surge no Corpo de Bombeiros, precisam rapidamente verificar suas vestimentas e equipamentos. Depois descem pelo poste e entram rapidamente no transporte que ecoa pela cidade um som de alerta.
 
Será que a atuação dos bombeiros ocorre como mostram os filmes? Quais são os serviços que o Corpo de Bombeiros presta? Para responder essas perguntas, separamos cinco mitos e verdades sobre a profissão. Confira!
 

1 Bombeiros militares resgatam gatos em árvores - Verdade

Bombeiros fazem o resgate de pequenos animais indefesos que não conseguem descer das árvores. No entanto, eles só devem ser chamados em último caso, para que não direcionem toda uma equipe para o local quando podem haver ocorrências maiores. As recomendações para população é que, caso vejam um gato que não consegue descer da árvore: evitem o pânico e o acúmulo de pessoas; tentem atrair o gato com o alimento favorito dele; posicionem uma escada contra a árvore a favor do gato para que ele possa descer. Não havendo mudanças, faça que nem a apresentadora Eliana e chame o bombeiro. 
 
Vale destacar que só os bombeiros militares realizam esse tipo de atividade. Os bombeiros civis atuam como prestadores de serviço em alguns eventos e áreas específicas. Já os militares fazem parte da estrutura da Secretaria de Segurança Pública do Estado, servindo a organização militar e atuando como força auxiliar do exército.
 

2 Bombeiros militares só trabalham quando existe uma emergência - Mito

A rotina profissional do bombeiro é dividida entre atribuições e missões. A missão mais comum é a de realizar a contenção de incêndios seguida de resgate das vítimas. Bombeiros que estão na corporação precisam realizar atividades físicas, tarefas administrativas, verificar as viaturas e fazer planejamentos.
 

3 Bombeiros militares realizam perícia - Verdade

Em caso de incêndios, os bombeiros sãos responsáveis por averiguar o que provocou o ocorrido e prestar o relatório final.  
 

4 Bombeiros militares só atuam em incêndios - Mito

Além dos incêndios, é responsabilidade dos bombeiros resgatar vítimas de afogamento e acidentes. Eles também são encarregados de preservar o patrimônio com risco de destruição. O Corpo de Bombeiros atua junto com a Defesa Civil em missões de resgate em caso de deslizamento de terra, como queda de encostas durante o inverno, por exemplo. Também é função deles realizar a fiscalização das normas de segurança para prevenção de incêndios em diferentes estabelecimentos. Ademais, os bombeiros apresentam palestras e orientações de segurança em diferentes espaços, o objetivo é orientar como as pessoas devem proceder em caso de incêndio.
 

5 O bombeiro civil já sai empregado no fim do curso - Mito

Quando formado, o profissional estará apto para concorrer a cargos no mercado de trabalho, tentar concursos públicos ou outros processos de ingresso na área. Um mito comum oferecido nos cursos de formação de bombeiro é que o profissional já vai sair com um documento chamado “funcional”. Entretanto, só possui um “funcional” o bombeiro que é funcionário de algum órgão ou empresa. Um exemplo desse documento é o crachá, ele tem a função de demonstrar que você é funcionário de determinado local de trabalho. Portanto, se estiver pensando em ser bombeiro, fuja das escolas que prometem um “funcional”, porque é cilada.
 
Gostou de conhecer essas informações sobre a atuação dos bombeiros? Confira os mitos e verdades sobre a HIV e Aids!
 

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Economia colaborativa e a busca por negócios sustentáveis

Modelo de negócio é ideal para pequenos e grandes empreendedores
Por: Katarina Bandeira 29/06/2018 - 17:43 - Atualizado em: 29/06/2018 - 17:44

Dividir, repartir, partilhar, compartir, distribuir. Todas essas palavras aparecem como sinônimos para uma prática chave na economia colaborativa: compartilhar. Para quem ainda não está familiarizado com o modelo de negócios ou desconhece sua definição, economia colaborativa é - basicamente - uma troca de bens e serviços, envolvendo ou não pagamentos, com o objetivo de ajudar empreendedores e seu público-alvo, a acessar opções que sejam tanto lucrativas quanto sustentáveis.

Um espaço, mil possibilidades

Dessa vez não vamos entrar tanto na utilização de aplicativos, apesar de que serviços como o Airbnb são exemplos de como funciona uma economia colaborativa. O conceito aplicado nas plataformas digitais pode ser usado também de forma física, para micro-empreendedores que querem começar um negócio de pessoa-para-pessoa (peer-to-peer), dando oportunidade para o surgimento do chamado consumo colaborativo.

Colocar três produtos, que se complementam, dentro do mesmo espaço dividindo despesas e oferecendo ao público-alvo opções de consumo, pode ser visto até como uma propaganda indireta e gratuita das próprias parcerias. O que atrai, nesse modelo de negócios é a união de pilares sociais, pensando que um número maior de pessoas pode ter acesso aos produtos oferecidos se ficarem no mesmo espaço,  sustentabilidade, com a formação de verdadeiras comunidades, fazendo um atendimento bem mais intimista e econômico, focado em uma rotatividade maior de peças em estoque, aumento da flexibilidade financeira, além do apelo tecnológico. Quem já conhece uma marca X, passa também a conhecer outras marcas ao dividirem o mesmo espaço.

Economia que ajuda a economizar

Mas quais os benefícios desse tipo de negócio? Custos fixos e mais baixos é um ponto. Uma pesquisa feita pelo SPC Brasil junto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que pelo menos 40% dos brasileiros já trocaram hotéis por residências de terceiros. Além disso, a criação de espaços colaborativos também acaba gerando influência direta não apenas do rendimento, mas na motivação diária das pessoas envolvidas.

Mais que amigos, parceiros

Se você está pensando em aplicar esse modelo na sua ideia, lembre-se que, um facilitador para os primeiros passo é a formação de parcerias. Em vez de começar completamente do zero, busque outras marcas que, assim como a sua, precisam se firmar mais fortemente no mercado de trabalho. Lojas de roupas, por exemplo, podem se unir a marcas independentes de acessórios e até livros ou café, tudo isso amplia a experiência de quem consome, diminui o gasto com água, energia, aluguel, entre outros benefícios.

 

Você tem algum empreendimento que envolva economia criativa? Conta para a gente nos comentários!

 

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Você sabe o que faz um Social Media? Descubra!

Profissional é responsável pela otimização das redes sociais
Rebeca Ângelis Por: 29/06/2018 - 12:47 - Atualizado em: 02/07/2018 - 15:32
Você sabe o que faz um Social Media? Descubra!
Você sabe o que faz um Social Media? Descubra!

Likes, stories, Feed, live. Conhecer a utilidade dessas funções nas redes sociais não é tarefa difícil para nenhum usuário da internet. Mas você sabia que, por trás de cada publicação e ações on-lines em geral, existem estratégias direcionadas para te atrair?

Para que isso ocorra, cabe ao social media criar maneiras, no intuito de fazer com que a otimização de determinado perfil ou página, vá além do que cada seguidor espera. Saiba como ele atua!

Mas afinal, o que é um social media?

Na era do compartilhamento, as mídias sociais assumem o papel principal de expor conteúdos ao público.O social media, por sua vez, é o profissional responsável em analisar e criar essas estratégias, que irão atrair a atenção do público para seu conteúdo oferecido.

Suas ações vão muito mais além do “publicar e comentar”. É seu dever criar, por meio de estratégias, o desenho específico de cada público-alvo, com características como: idade, gênero, região e interesse, além de verificar horário de maior relevância, dias e tipos de conteúdo. De uma maneira geral, seu dever consiste em guiar todo o conteúdo e como a página ou perfil de quem ele representa, deve se posicionar.

Conheça as funções que o social media pode atuar

Ainda que a profissão seja considerada recente no mercado tecnológico, o social media pode atuar em variadas especialidades, dentro das mídias sociais. Suas habilidades são divididas em esferas. Destacamos abaixo as 4 principais, conheça!

Planner

Responsável pelo planejamento, o planner atua na análise e desenvolvimento de estratégias comunicacionais. Cabe a ele, pensar desde o princípio em aspectos como conteúdos, tendências e ações serão trabalhadas para cada plataforma (sites, aplicativos, etc.), no intuito de atrair o público pretendido, dando visibilidade ao seu objeto/produto trabalhado.

Conteudista

Como o próprio nome já mensura, o conteudista atua na produção dos conteúdos que serão associados a marca, seja ele institucional ou de promoção. Depois do planner decidir quais serão as ações, cabe ao produtor colocá-las em prática. Seu trabalho é primordial para que as ações cumpram seus objetivos e gere retorno positivo para a empresa.

Profissional de monitoramento

Toda estratégia eficaz precisa de análises, justamente para perceber os pontos positivos e negativos a aprimorar. Para tal função existe o profissional de monitoramento de mídias. Ele é responsável em mensurar, verificar e compilar todas essas informações para comprovar a eficiência da operação ou ter dados suficientes, e embasados, para realizar ações corretivas.

Gestor de mídias sociais

Como em qualquer outra área, o gestor ou gerente de mídias sociais é responsável  por liderar a equipe. Cabe a ele demandar as atividades e avaliar o planejado e conteúdo desenvolvido, assim como os dados coletados durante o processo de monitoramento, sempre buscando o melhor resultado.

Ficou interessado em saber mais sobre assunto? Conheça a pós graduação presencial de Marketing digital  e Mídias Sociais da UNINASSAU!

 

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Dia Internacional do Orgulho LGBT

Por: Katarina Bandeira 28/06/2018 - 11:39

O Dia Internacional do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Travestis), celebrado no dia 28 de junho, traz consigo muitas marcas de luta por respeito, aceitação e visibilidade. Apesar de, nos últimos anos, os números relacionados à violência contra homossexuais no Brasil crescerem a níveis expressivos, o aumento de personalidades que defendem a bandeira da comunidade também tem aumentado. Na mídia, famosos chamam atenção para a representatividade da comunidade LGBT, com diferentes expressões artísticas, colocando sua identidade nos holofotes, fortalecendo a luta de tantos com a palavra que mais os define: orgulho. Para conhecê-los, separamos cinco personalidades que fazem parte da comunidade abertamente. Confira!

Daniela Mercury

A cantora virou referência em direitos LGBT ao falar abertamente sobre sua sexualidade, além de, em suas entrevistas, levantar pautas relacionadas a criminalização da homofobia e representatividade LGBT no cenário político. Casada desde 2013 com a jornalista Malu Verçosa, Daniela também protagonizou, ao lado de Ricky Martin, uma campanha da ONU por direitos igualitários chamada Free e Equal (livre e igual).

Liniker

Negra, gay, periférica e dona de uma voz poderosíssima. A cantora Liniker chamou atenção tanto por seu trabalho, quanto por seu visual livre de estereótipos. Recentemente participou de um clipe do cantor Johnny Hooker, em que chamava a atenção da violência contra homossexuais. A canção “Flutua” trazia, entre seus versos fortes, a frase: “Ninguém vai poder, querer nos dizer como amar”, que fortalece ainda mais a ideia de que amar, seja quem for, não é vergonha.

Silva

Com uma voz doce e suave, o cantor Silva não esconde de ninguém sua bissexualidade. Em suas músicas ele exalta um amor romântico que pode ser livremente interpretado, assim como são os romances de quem se apaixona independente do gênero. É importante lembrar que identidade de gênero e orientação sexual são coisas totalmente distintas e que ser bissexual nada tem a ver com indecisão a respeito da própria sexualidade. Ter relações com pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto não as faz menos atuantes na luta LGBT.

Laerte Coutinho

Cartunista, transseuxal e cofundadora da ABRAT – Associação Brasileira de Transgêneras, Laerte é uma das maiores referências do país quando se fala de gênero. Em 2010, em uma busca pela aceitação da própria identidade, passou  a se vestir com roupas femininas publicamente, causando um furor midiático, mas chamando atenção para que as questões de gênero fossem vistas de uma forma mais natural. Seu trabalho é um dos mais reconhecidos do Brasil e suas opiniões podem ser vistas em suas tiras, publicadas em grandes periódicos nacionais.

Rogéria

Atriz, cantora, maquiadora, travesti. Rogéria (1943 - 2017), fez história na televisão brasileira, não somente por ser uma travesti atuando em uma das maiores emissoras do país, mas também por ser a única a ganhar um papel em que interpretava uma mulher cis (que se identifica com o próprio gênero), mãe e avó. Participou de peças de teatro, novelas, programas de humor e, em 2016, lançou sua biografia: Rogéria – Uma mulher e mais um pouco, de Marcio Paschoa.

 

Gostou da nossa lista? Diga outros famosos que você conhece que lutam pela causa LGBT!

 

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No Dia do Cinema Brasileiro confira um verdadeiro time de filmes que foram premiados lá fora

Películas fizeram bonito e ganharam reconhecimento internacional
Por: Katarina Bandeira 19/06/2018 - 10:08

Enquanto a seleção brasileira está na Rússia, tentando conquistar o Hexa no mundial de futebol, nós aqui no Brasil separamos um time campeão para entrar no clima de vitórias nacionais. Celebrando o Dia do Cinema Brasileiro, comemorado no dia 19 de junho, escolhemos verdadeiros craques da telona, que fizeram bonito ao serem premiados em festivais ao redor do mundo. Prepara a camisa verde e amarela, a pipoca e confira a nossa lista, porque com essa seleção campeã nem o canarinho vai ficar pistola.

 

O Pagador de Promessas (1962)

Único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro do Festival de Cannes, na França. O longa conta a história de Zé do Burro, que tem seu animal de estimação e melhor amigo - o burro Nicolau - atingido por um raio. Para  salvar o animal ele faz uma promessa à Santa Bárbara, em um terreiro de candomblé. Com o burro recuperado, Zé parte para Salvador para pagar a promessa, carregando uma imensa cruz de madeira, mas enfrenta a resistência do padre local, além de outros infortúnios. O Pagador de Promessas também chegou a receber uma indicação ao Oscar, na categoria melhor filme estrangeiro, além de receber prêmios no Festival de Cartagena e no San Francisco International Film Festival.

Central do Brasil (1998)

O filme que levou Fernanda Montenegro a ser indicada como melhor atriz, no Oscar, conta a história de Dora, uma mulher que trabalha escrevendo cartas para pessoas analfabetas, na estação Central do Brasil. A vida dela toma um rumo inesperado quando, após uma de suas clientes morrer atropelada, ela passa a ajudar Josué, de apenas 9 anos, a chegar até seu pai, que mora no sertão nordestino. O filme venceu o Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro, além de ganhar premiações no Festival de Berlim, BAFTA, Festival de Cinema de Havana, entre outros.

Cinema, aspirinas e urubus (2005)

A amizade inusitada entre Johann (Peter Ketnath), alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país e  Ranulpho (João Miguel), homem simples que nunca saiu do sertão, é o que dá o gás da película. Após uma carona os dois passam a trabalhar juntos, exibindo filmes promocionais sobre um remédio milagroso, para pessoas que nunca sequer foram ao cinema. A direção é do pernambucano Marcelo Gomes e o filme levou o Prêmio do Sistema Educacional Francês, Festival de Santa Maria da Feira, além de passar por outros diversos festivais.

Tropa de Elite (2007)

Um dos filmes brasileiros de maior sucesso no país, a obra do diretor José Padilha mostra o dia-a-dia do grupo de policiais especiais do BOPE e seu capitão (Wagner Moura), que quer encontrar um substituto para seu posto e assim deixar o esquadrão. O filme também mostra, ao mesmo tempo, a história de dois amigos de infância se tornam policiais e querem fazer parte do mesmo esquadrão. Entre os prêmios que recebeu estão o Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim e de melhor filme no Festival Hola Lisboa.

Que Horas Ela Volta?  (2015)

É um filme delicado, que mostra o abismo entre a classe média brasileira e seus empregados, maquiados de boa convivência. Nele, a pernambucana Val (Regina Casé),  trabalha como empregada doméstica com o intuito de dar uma vida melhor para sua filha. Treze anos depois, a garota pede ajuda para ir até São Paulo prestar vestibular e os chefes de Val  a recebem em casa, mas a garota não se comporta como o esperado pelos patrões, evidenciando as desigualdades sociais entre os personagens. O filme recebeu prêmios no Festival de Sundance, Festival de Cinema de Lima,  Critics' Choice Awards, tanto em melhor roteiro, como de melhores atuações para as atrizes principais.

Aquarius (2016)

Uma viúva de 65 anos é a última moradora de um prédio que ostenta uma arquitetura multifamiliar do século XX, na praia de Boa Viagem, no Recife. O filme apresenta Clara, vivida por (Sônia Braga), seu dia a dia a, sua relação com amigos e familiares, e a batalha travada com uma construtora que pretende comprar o prédio, com o discurso que irá modernizar o local. O longa-metragem mostra temas atuais e pertinentes abordando a especulação imobiliária, passagem do tempo, a importância das memórias afetivas e a sexualidade da mulher na terceira idade. A película ganhou prêmios no Festival de Sydney, Festival de Lima, Festival de Transatlantyk, Festival World Cinema Amsterdam, Festival de Mar del Plata, Festival de Havana, entre outros.

 

Gostou da nossa lista? Deixe nos comentários mais filmes brasileiros premiados que você lembra!

 

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Descubra a importância da química forense

Área da ciência é usada com frequência, no intuito de desvendar crimes misteriosos
Rebeca Ângelis Por: 15/06/2018 - 11:18 - Atualizado em: 19/06/2018 - 17:17
Descubra a importância da química forense
Descubra a importância da química forense

Quem é fã dos filmes que falam sobre perícia criminal, certamente, já ficou curioso em querer saber como certos crimes são descobertos, por meio de análises químicas laboratoriais. A resposta está na junção de várias ciências da área, sobretudo, a química forense. Trata-se de um ramo específico da química, que envolve prática e investigação científica conectando  duas áreas distintas: a científica (química e biologia) e a humanística (sociologia, psicologia, direito). Entenda!

O que é química forense? 

A química forense consiste na junção de conhecimentos da própria química e toxicologia (estudos de composição tóxica), no intuito de auxiliar a investigar e compreender como determinados crimes ocorreram. Trata-se de um ramo singular das ciências químicas uma vez que sua prática e investigação científica devem conectar duas áreas distintas, a científica (química e biologia) e a humanística (sociologia, psicologia, direito).

Como surgiu?

A investigação de crimes por meio da química não é de hoje que existe. Algumas teorias apontam que o filósofo Democritus foi, provavelmente, o primeiro químico a relatar tais descobertas ao médico Hipócrates. O primeiro julgamento legal a fazer uso de evidências químicas, como parte de provas ocorreu apenas em 1752, no caso Mary Blandy, na Inglaterra (famosa assassina do pó do amor, que matou seu pai por envenenamento).

Já a química forense, propriamente dita, surgiu a partir de um crime de grande repercussão, cometido em 1850, no Castelo de Bitremont- situado na Bélgica. A vítima, Gustave Fougnies, era o cunhado do conde Hippolyte Visart de Bocarmé. Este, por sua vez, teria extraído óleo da planta do tabaco e, juntamente com a condessa, a irmã da vítima, teria obrigado Gustave Fougnies a ingerir a substância.

Para provar a consumação do crime, a polícia precisava de evidências que comprovasse a preparação do veneno, no laboratório do conde. Foi então, que solicitou a ajuda do químico francês Jean Stas para solucionar o caso. Stas conseguiu desenvolver um método para detectar a nicotina nos tecidos do cadáver, fator que levou a condenação do conde por assassinato e, no ano seguinte, sua execução na guilhotina.

O que fazem os químicos forenses?

O trabalho de um químico forense é voltado para a análise de amostras colhidas por investigadores, oriundas dos locais de crimes e ocorrências. Junto a perícia, sua atividade principal se destaca em identificar materiais e conhecer a natureza de cada prova relacionada a um crime.

O profissional dessa área lida com grandes variedades de provas e amostras e, por essa razão, precisa ter conhecimentos em vários segmentos da química orgânica e bioquímica, já que terá, com frequência, de analisar fluidos de origem biológica.

O químico forense é ainda o responsável por decidir que tipo de análise será feita e quais substâncias/materiais serão necessários para chegar às provas. Entre os principais campos de atuação, destaca-se o trabalho como perito para as polícias civis de todos os estados brasileiros e para a Polícia Federal. As principais análises realizadas pela química forense são: análise de resíduos de armas de fogo, análise de manchas de sangue, identificação de adulterações em veículos e vários outros exames.

Apesar de as investigações criminais serem o aspecto mais conhecido da química forense, ela não se limita a ocorrências policiais. Esse especialista também pode dar seu parecer em:

-Decisões de natureza judicial;

-Atuar em questões trabalhistas, como determinar se uma atividade é perigosa ou insalubre;

-Detecção de adulterações em combustíveis e bebidas;

- Uso de drogas ilícitas;

-Fazer perícias em alimentos e medicamentos;

-Investigar o doping esportivo, etc.

Tem interesse em saber mais sobre a importância desse profissional? Conheça o curso de química forense da UNG!



 

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4 histórias de superação que inspiram a Copa Mundial

Entre conquistas e derrotas, toda Copa do Mundo teve um jogador que fez história
Rebeca Ângelis Por: 13/06/2018 - 12:29 - Atualizado em: 13/06/2018 - 14:33

Nenhuma Copa Mundial é igual a outra. Desde 1930, quando a primeira competição mundial de futebol agregou vários países, no Uruguai, torcedores de todo o mundo se reúnem a cada quatro anos para vibrar por seus países. Atentam-se também a cada detalhe de máxima categoria dos melhores atletas e suas incríveis performances com a bola, no gramado.

Entre conquistas e derrotas, os melhores estádios do mundo presenciaram as mais variadas performances de atletas que mesmo sem levar, necessariamente, o título de campeão, fizeram história com seus exemplos de superação às adversidades e obstáculos em campo. Confira!

Beckenbauer e seu ombro de ouro

Em uma semifinal da Copa do Mundo de 1970, contra a Itália, o alemão Franz Beckenbauer fez história. O histórico "Kaiser" (imperador, em alemão) como é popularmente conhecido, deslocou o ombro durante o jogo e, mesmo debilitado, quis continuar a partida usando uma tipóia improvisada.

Com dores, o jogador permaneceu até o fim do jogo, que ainda teve longa prorrogação e muitas reviravoltas no placar. No entanto, apesar de todo seu esforço, a equipe alemã não conseguiu levar o título e perdeu o jogo por 4 a 3 da Itália.

Ele, que é considerado uma lenda viva do futebol alemão, foi campeão do mundo pela Alemanha como jogador e técnico do Bayern. O Ex-futebolista e lenda viva atuava como zagueiro, líbero e volante/armador, onde levou o título, em 1974. Também ergueu o troféu como técnico a frente do Bayern, por quatro anos.

                                                                    

Leônidas da Silva x chuteiras para que te quero? 

Na Copa do Mundo de 1938, na França, um integrante da seleção brasileira foi essencial para a partida: Leônidas da Silva. Considerado um dos maiores centroavantes de todos os tempos, o “Diamante Negro” ou “homem borracha”- como ficou conhecido, marcou um gol histórico de “bicicleta” descalço.

O jogo era contra a Polônia e, por conta da chuva, a chuteira de Leônidas descolou. O atleta não teve dúvidas e prontamente as deixou de lado e continuou a partida. Enquanto tentava arrumar a chuteira, o goleiro polonês deu rebote e mesmo descalço o Diamante Negro aproveitou e marcou para o Brasil.

Frantisek Planicka: o “paredão” até de braço quebrado

Em 1938, durante uma partida contra a seleção brasileira, o goleiro da Tchecoslováquia, Frantisek Planicka, jogou com um braço quebrado. O fato ocorreu quando ele se chocou com a trave, depois de defender um chute do atacante brasileiro Perácio.

Nessa época, não acontecia substituições no futebol e, caso o jogador precisasse sair, o time jogava com um integrante a menos. Para evitar o desfalque em sua equipe, principalmente tratando-se do gol, Planicka decidiu ficar até o fim.

O jogo, que ficou conhecido como "Batalha de Bordeaux", terminaria 1 a 1 depois de muitos lances violentos - que acabou com o atacante tcheco Nejedly quebrando a perna - e três expulsões.

O goleiro tcheco é sem dúvidas um exemplo de perseverança e superação. Nesse mesmo ano, foi escolhido o melhor goleiro daquele Mundial e foi lembrado pela Unesco que lhe ofereceu um prêmio pelo fair play ao longo de sua carreira de 1450 jogos e nenhuma expulsão.

Neymar: a menina dos olhos do Brasil e do mundo

Entre os exemplos mais recentes que também marcaram história, está o do jogador brasileiro Neymar Júnior. Durante a Copa Mundial de 2014, em uma partida contra a Colômbia, o atleta teve uma fratura na terceira vértebra lombar, após sofrer uma joelhada do colombiano Zúñiga, nas costas, pouco antes do final do segundo tempo.

Ele, que tornou-se a principal aposta do Brasil e é um dos jogadores mais bem pagos de todo o mundo, acabou ficando fora das finais depois do ocorrido. O jogo terminou com vitória do Brasil, por 2 a 1, e classificação para a semifinal.

A ausência do jogador nas próximas partidas decisivas foi sentida pelos torcedores, principalmente, na final contra a Alemanha que deu uma goleada de 7 a 1, levando o título de Campeã. Dois anos depois, durante as Olimpíadas, o jogador superou a derrota junto a equipe e tornou o Brasil campeão, após vencer de 5 a 4 nos pênaltis.

Em março deste ano, Neymar precisou ainda passar por um cirurgia no joelho para tratar uma fratura no pé direito e já segue recuperado para mais uma disputa em busca do hexacampeonato na Copa de 2018, que inicia neste domingo (17) . Já recuperado, o jogador volta a ser a esperança e inspiração para toda a torcida do Brasil e mundo.

                                                             

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5 lugares incríveis do Brasil que nem todo mundo sabe que existe

Engana-se quem pensa que grandes paisagens podem ser vistas apenas no exterior. Confira nossa lista e boas férias!
Rebeca Ângelis Por: 12/06/2018 - 09:47 - Atualizado em: 13/07/2018 - 11:31

Viajar é uma das coisas mais incrível que existe. Mas engana-se quem pensa que para usufruir grandes paisagens seja preciso ter que ir para o exterior. No Brasil, existem roteiros de lugares espetaculares, que nem todos conhecem, e que não fica aquém de nenhum  país de fora. Se você está de férias e pretende viajar, vale mesmo conferir nossa lista e desfrutar de uma boa viagem, quem sabe não seja sua próxima rota?! #partiu?

1-Vale do Paraíba

Um visual de tirar o fôlego se esconde no Vale do Paraíba, que se localiza no Litoral Norte, a 200 km de São Paulo, e faz ainda divisa com o Rio de Janeiro. A região, que também é bastante urbanizada, é composta por uma das mais importantes reservas naturais do país, como a Serra da Mantiqueira- que também é considerada um dos pontos mais altos do Brasil.No lugar, também ganham destaques a Serra do Mar e a Serra da Bocaina, reduto de Mata Atlântica, que inclui pequenas cidades e fazendas de interesse histórico e arquitetônico.

O Vale dispõe de muitas atrações bacanas como cachoeiras, cidades históricas, trilhas, comida boa e muita cultura interessante. Como se não bastasse o friozinho, sua localização também facilita para quem é fã de praia. A mais próxima fica a 1h30 de carro.

2-Capitólio

Considerado um importante ponto turístico de Minas Gerais, Capitólio chama a atenção de quem chega, devido as suas belas cachoeiras e rios de águas transparentes. O Cânion de Furnas é a principal atração do local, com paredes de pedra invadidas pelas águas esverdeadas do Lago de Furnas (um dos maiores lagos artificiais do mundo), formado pela represa da Usina Hidrelétrica  de mesmo nome.

Entre as principais atividades feitas por lá, destaca-se as de aventura e ecoturismo. O mar de Minas, como também é conhecido o lago de Furnas é um dos passeios mais queridos, devido aos cânions encantador e mágico, com mais de 20 metros de altura. Os passeios na cidade são realizados por catamarã, lancha, escuna ou chalana, com valores variantes a depender da embarcação.

3-Chapada das Mesas

Se cada cantinho tem uma particularidade, a Chapada das Mesas não fica de fora dessa lista singular. Localizada no Maranhão e também na divisa com o Tocantins, é também um Parque nacional que agrega belezas entre buritizais, sertões, relevos avermelhados, cânions, cavernas, cachoeiras e formações rochosas curiosas. Entre as variadas atrações desse vasto lugar ao ar livre, o Poço Azul se sobressai como um dos principais atrativos, com sua vegetação típica do cerrado. Situado a 16 quilômetros da área central da cidade de Riachão, pode ser considerado uma das seis maravilhas do estado do Maranhão.

Quem visita a cidade e também gosta de aventura pode, além do passeio, se divertir nas  práticas de esportes radicais, como o trekking, o rapel, o canionismo, o arvorismo, tirolesa, entre outros, desde que acompanhados com guias de agências especializadas. Os meses entre maio e novembro são o de clima mais seco e sem chuvas frequentes, momento ideal para visitações.

4-Pedra da Boca

Quem busca por silêncio na imensidão vai se encantar com as paisagens de formação rochosa em 336 metros de altura, na Pedra da Boca. Situada no município de Araruna, na Paraíba, também empresta o nome ao Parque Estadual, conhecido devido a uma cavidade escavada pela erosão, assemelhada a uma grande boca aberta.

Em pleno Agreste nordestino, o local carrega histórias de homens primitivos, por meio de registros de pinturas rupestres nas rochas. Entre as principais maneiras de diversão estão as escaladas, trilhas, passeios nas cavernas, roteiros de bike, rapel, etc. Por ser uma área de preservação, os passeios devem ocorrer com guias locais.

5-Inhotim

Considerado um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e o maior acervo de arte ar livre da América Latina, o Instituto Inhotim é museu em meio a Mata Atlântica. Localizado em Brumadinho, apenas 60 km de Belo Horizonte (MG), reúne uma coleção botânica de várias espécies raras,nativas e exóticas de todos os continentes. 

A área de visitação do Inhotim tem 96,87 hectares e compreende jardins, galerias, edificações e fragmentos de mata, além de cinco lagos ornamentais, com aproximadamente 3,5 hectares de espelho d'água. A imensidão do lugar permite ainda que os visitantes conheçam cada canto com carrinhos de golfe.

O museu a céu aberto funciona de terça a domingo e aos feriados. Dispõe de visitas temáticas, com monitores, além de visitas educativas para grupos escolares, que devem agendar previamente. Às quartas, a entrada é gratuita.

E você, qual desses lugares gostou e se interessa em conhecer? Conta para a gente nos comentários!

 

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A importância do sanitarismo

Conservar não apenas a saúde, mas também o bem-estar da população estão entre as atribuições do sanitarista
Por: Katarina Bandeira 11/06/2018 - 12:37
Cuidar da saúde da população é algo que vai além de tratar enfermidades. Foto: Freepik
Cuidar da saúde da população é algo que vai além de tratar enfermidades. Foto: Freepik

Cuidar da saúde da população é algo que vai além de tratar enfermidades. Garantir o saneamento básico, elaborar ações para a prevenção de doenças e criar medidas para evitar e tratar epidemias, são algumas das funções atribuídas aos sanitaristas, assim como a manutenção do Sistema Único de Saúde (SUS). Muita gente não sabe, mas para garantir que pessoas não fiquem doentes é preciso, antes de tudo, cuidar do ambiente em que vivem, com medidas que beneficiem a população como um todo.

Oswaldo Cruz e o sanitarismo

Um dos exemplos práticos de como a aplicação de medidas sanitárias à população é importante para a erradicação e prevenção de doenças, está na história do sanitarista Oswaldo Cruz. Em meados de 1900, o médico tornou-se diretor geral de Saúde Pública (o que nos dias de hoje, seria correspondente ao Ministro da Saúde), cargo em que enfrentou diversos desafios, mas com o qual conseguiu ajudar centenas de pessoas.

Oswaldo tratou uma epidemia de peste bubônica, investiu em diversas campanhas de saneamento básico, combateu a febre amarela, a varíola, além de ser responsável por uma reforma no Código sanitário. Em dado momento, por conta dos surtos de varíola, o profissional instituiu a obrigatoriedade da vacina, o que revoltou a população (que iniciou um movimento chamado Revolta da Vacina), mas serviu para chamar atenção do governo para a criação de políticas de vacinação em massa.

Sistema Único de Saúde (SUS) e a Reforma Sanitária

No início dos anos de 1970, o movimento da Reforma Sanitária foi criado com intenção de inserir um conjunto de ideias necessárias para transformações na área da saúde. Tudo isso para melhorar a vida da população. As propostas apresentadas por médicos e outros especialistas, que participavam do movimento, acabaram resultando na universalidade do direito à saúde, oficializado com a Constituição Federal de 1988 e na criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além das doenças

Para trabalhar com ações sanitárias é preciso entender que a função de sanitarista vai além do tratamento de doenças. O profissional é capacitado para coletar e analisar dados, planejar e programar as ações e sugerir propostas, projetos e programas para a área da saúde, de forma coletiva. Ele trabalha com promoção da saúde, proteção da saúde e recuperação da saúde.

Sendo promoção da saúde: a identificação, análise e intervenção de atividades relacionadas à Saúde Coletiva; Proteção da saúde: prestação de serviços de vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental, controle de doenças e redução de danos; Recuperação da saúde: análise institucional, gestão de processos e práticas de cuidado, serviços e programas assistenciais e de reabilitação, entre outros.

 

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