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Confira dicas para se proteger de doenças no Carnaval

Com dicas simples, você pode proteger a sua saúde durante a folia de Momo
Por: Taísa Silveira 05/02/2018 - 15:02 - Atualizado em: 05/02/2018 - 16:54
Com dicas simples, você pode proteger a sua saúde durante a folia de Momo.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Com dicas simples, você pode proteger a sua saúde durante a folia de Momo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Rafaella Sabino

Alegria, cores e irreverência marcam o mês de fevereiro e o Carnaval na maioria das cidades do Brasil. Mas nem tudo é festa durante a Folia de Momo. A grande concentração de pessoas, aliada ao sol quente, má alimentação e falta de descanso, favorece o aparecimento de doenças. As mais comuns são gripe, conjuntivite e mononucleose, conhecida como doença do beijo, mas não são as únicas.

A boa notícia é que não é necessário se assustar e ficar trancado em casa durante a festa. Tomando as devidas precauções, é possível brincar até a quarta-feira de Cinzas e ainda manter-se saudável. Para isso, confira as dicas do médico infectologista Moacir Batista Jucá. Ele explica os principais problemas que assolam nessa época, suas características e os devidos cuidados que devem ser tomados para evitá-los.   

Doenças mais comuns durante o Carnaval

Gripes e Viroses

Aglomeração é um fator de risco importante para transmissão de doenças por via respiratória como a gripe e outras viroses. Antes de qualquer coisa, é preciso se manter hidratado e se alimentar corretamente. O uso de bebidas alcoólicas em excesso é um grave problema no período de carnaval. Com o sistema imunológico em baixa, facilita-se a possibilidade de adquirir doenças infecciosas.

Conjuntivite

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva - membrana que reveste os olhos e as pálpebras -, cujo principal sintoma é a vermelhidão intensa da porção branca dos olhos e secreção. Nem sempre os olhos ficam vermelhos, por vezes o principal sintoma da conjuntivite é a secreção abundante. No caso da conjuntivite viral ou bacteriana a transmissão se dá pelo contato direto com as secreções ou objetos contaminados.

Para evitar a transmissão da doença, recomenda-se ter muito cuidado de higiene e lavar sempre as mãos com água e sabão ou álcool, principalmente após limpar os olhos ou entrar em contato com as secreções.

Herpes e mononucleose

A mononucleose infecciosa, conhecida como doença do beijo, é uma síndrome causada pelo vírus Epstein-Barr e incide com maior frequência em pessoas de 15 a 25 anos de idade. Da família da herpes, também pode ser contraída através da tosse, espirro e objetos levados à boca, como copos e talheres. É um vírus menos contagioso que a gripe, o que faz com que seja possível haver contato com pessoas infectadas e não se contagiar.

O quadro clínico manifesta-se com dor de garganta, faringoamigdalite, linfadenopatia generalizada e esplenomegalia (aumento do baço). Mal-estar e cansaço são queixas frequentes, além de cefaléia (dor de cabeça), falta de apetite, náuseas, dores musculares, dores nas articulações, febre e calafrios. A duração do quadro clínico é de, aproximadamente, três semanas. Porém, o mal-estar, o desânimo e o cansaço podem manter-se por semanas ou meses.

Gastroenterite (infecção intestinal)

Uma grande preocupação durante o Carnaval é a alimentação, pois nem sempre é possível saber a procedência das comida quando estamos em meio à festa de Momo. E se não houver cuidado, a pessoa pode adquirir uma infecção intestinal, que pode ser causada por vírus, parasita ou bactéria. O sintoma mais comum é a diarreia, mas pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, perda de apetite, febre, dores em todo o corpo e até sangue nas fezes. Para se precaver, dê preferência a lanchonetes/restaurantes conhecidos, lave bem as mãos após banheiro, antes e depois de pegar em qualquer alimento, evite consumo de carnes e ovos mal passados e consuma muita água filtrada ou fervida.

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

Transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Usar preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão. No período carnavalesco, geralmente, esses cuidados são esquecidos, o que facilita a transmissão dessas doenças.

Hepatite A

Causada por um vírus, pode ser transmitida via sexual, no contato com casos na fase aguda. Mas as principais fontes de transmissão são a água e alimentos contaminados por manipuladores doentes. Alimentos crus, como frutas, verduras e mariscos podem transmitir a doença, quando cultivados com água contaminada. O quadro clínico começa abruptamente com febre, mal estar, anorexia, náusea e desconforto abdominal, além do aparecimento de icterícia (amarelamento da pele, membranas mucosas e olhos). A boa notícia é que existe vacina disponível contra a hepatite A.

Hepatite B

É uma infecção nas células do fígado causadas por um vírus. Pode ser transmitida pelo contato com o sangue, sêmen, fluidos vaginais e outros fluidos corporais de alguém infectado. Também existe vacina de prevenção, que confere imunidade de até 95% em quem toma as três doses corretamente. Mas para evitar surpresas, é sempre bom tomar precauções, dentre elas, usar preservativos e não compartilhar objetos de uso pessoal, como escovas de dentes, alicates de unha, lâmina de barbear, etc.

Você tem alguma dica para proteger a saúde neste Carnaval? conte-nos nos comentários.

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