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O Ecodesign quer esverdear as cidades

A estratégia usada pelos profissionais de Design de Interiores busca mais qualidade de vida e mais cor para as cidades
Por: Paula Brasileiro 04/07/2017 - 12:18 - Atualizado em: 05/07/2017 - 10:36
O conceito traz soluções que visam aumentar a qualidade de vida nas metrópoles
O conceito traz soluções que visam aumentar a qualidade de vida nas metrópoles

*Por Camilla de Assis e Paula Brasileiro

 

Com o aumento das metrópoles, as cidades começaram a ganhar uma característica cada vez mais cinza e coberta por concreto. Essa nova configuração acarretou em uma preocupação por parte dos profissionais que atuam na modelagem das capitais. A necessidade de colorir as metrópoles uniu-se a uma consciência que gira em torno da sustentabilidade e qualidade de vida, resultando no conceito de Ecodesign.

 

 

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, se configura como Ecodesign todo o processo que constrói e/ou remodela estruturas fazendo uso de materiais de baixo impacto ambiental, menos poluentes, de produção sustentável ou reciclados e que requeiram menos energia na fabricação. Além disso, estes materiais devem ser mais duráveis e reutilizáveis a fim de gerar menos lixo. Um dos projetos mais conhecidos e usados, dentro deste conceito, são os ecotelhados, que levam o verde das plantas para o topo dos edifícios com o objetivo de humanizar os lugares além de valorizar as edificações, e quem faz uso delas, com os benefícios trazidos pelas vegetações.  

 

A cidade de São Paulo, maior região metropolitana do Brasil e uma das grandes metrópoles no mundo, já conta com inúmeros pontos desenvolvidos de acordo com estes conceitos. A coordenadora do curso de Design de Interiores da UNG, Keila Araújo, destaca alguns, como o Edifício Conde Francisco Matarazzo, que possui em seu terraço um jardim com mais de 400 plantas e um pequeno lago com carpas "completando um belo projeto paisagístico", batizado de jardim Walter Galera. Ela complementa a importância deste espaço: "A vegetação ajuda no filtro da poluição das cidades. E a superfície com plantas absorve menos calor do sol que os tetos de cimento ou telhas, mantendo a construção num ambiente agradável, além de ajudarem na preservação da natureza."

 

Keila sinaliza outros pontos eco sustentáveis espalhados pela capital paulista como ecotelhados em prédios da Avenida Faria Lima, na Vila Madalena, na Marginal Pinheiros e até mesmo na Avenida Paulista, esta última um lugar que concentra grandes centros comerciais e é considerado o principal polo financeiro da cidade. A professora ressalta, mais uma vez, a importância dessas estratégias de sustentabilidade: "A cobertura verde ajuda na purificação urbana e funciona como isolante térmico, diminuindo até 18% a temperatura. Com a reserva no substrato, é necessário apenas 60% de água para sua irrigação, podendo ser absorvida a água da chuva e assim reduzir enchentes, além de ser um grande elemento para absorver o gás carbônico e reduzir o efeito estufa que hoje acomete as metrópoles".

 

 

Para os estudantes

 

Os novos profissionais precisam chegar ao mercado conscientes das inovações na sua área. A coordenadora Keila comenta a preocupação do curso de Design de Interiores da UNG nesse sentido: "Esse novo conceito já está sendo aplicado aos nossos alunos que já estão sendo conscientizados sobre a sustentabilidade e o Ecodesign a criarem espaços com telhados, coberturas ou jardim de espaços inverno da casa ou mesmo espaços gourmet, com sistema de água de reuso. Quanto mais espaços verde melhor".

 

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