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ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA
 

HISTÓRICO
O Censo de 1991 revelou que 19 milhões de brasileiros não sabiam ler e escrever. Mesmo ciente que seria um desafio alfabetizar e garantir educação básica para todos os brasileiros, o Conselho da Comunidade Solidária, criado em 1995, adotando medidas para o fortalecimento da sociedade civil, criou em janeiro de 1997 o Programa Alfabetização Solidária, com o objetivo de reduzir os alarmantes índices de analfabetismo existentes ainda em muitas regiões brasileiras.

Em novembro de 1998, foi criada a Associação de Apoio ao Programa Alfabetização Solidária, que passou a ser responsável pelo mesmo.
Em julho de 1999, foi criado o Projeto Grandes Centros Urbanos, que até dezembro de 2001 atendeu 138.718 alunos.

O Programa conquistou resultados significativos desde o início de sua formação. No primeiro ano, eram 9,2 mil alunos em 38 municípios do Norte e Nordeste do país e tinha como parceiras, 11 empresas e 38 universidades. Até dezembro de 2001, o Alfabetização Solidária atingiu 2,4 milhões de brasileiros, em 1.578 municípios. Em 2002, mantém parcerias com mais de 90 empresas, instituições e organizações públicas e privadas, mais de 200 instituições de ensino superior e mais de 13.500 pessoas físicas. O número de múnicípios aumentou para 2.010, distribuídos em 21 Estados e em áreas metropolitanas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Fortaleza e Goiás.

O Programa iniciou em novembro de 2000 o Alfabetização Internacional, em regiões nas quais o idioma é o português. A ação começou a ser implantada no Timor Leste e atualmente são atendidos 3.250 jovens e adultos. O Programa chegou também à São Tomé e Príncipe, com 250 alunos, e à Moçambique, com 1.000 alunos, onde, a partir de março desse ano, começaram a ser atendidos mais 7.000 alunos. No exterior, o Alfabetização Solidária tem parceria da agência Brasileira de Cooperação (ABC).

OBJETIVOS
Reduzir as taxas de analfabetismo existentes, principalmente entre jovens e adultos, desencadeando a vontade de querer ler. Uma vez atingido o objetivo, o aluno é encaminhado ao EJA - Educação de Jovens e Adultos, para dar continuidade aos estudos.


PARCERIAS
O Programa Alfabetização Solidária tem como fundamento para uma atuação de sucesso o fato de trabalhar em parceria. A principal é com o MEC - Ministério da Educação. Empresas e pessoas físicas aderem ao programa voluntariamente, dividindo com o MEC o custo de R$ 34,00 por aluno/mês, durante um período de seis meses, dando R$ 21,00 para cada parte. O MEC contribui com o fornecimento de material didático, de apoio e bibliotecas. Já as instituições de ensino superior capacitam os alfabetizadores, além de serem responsáveis pela avaliação mensal e pelo projeto pedagógico.


UNIVERSIDADE GUARULHOS E O PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA
A parceria entre a UnG e o Programa teve início em 1997 em um projeto piloto, em Branquinha, no Estado de Alagoas, onde 67% da população eram de pessoas analfabetas. De janeiro a junho, iniciaram-se dez salas, com um total de 250 alunos. No semestre seguinte, a Universidade adotou mais dois municípios em Alagoas - Flexeiras e Novo Lino - cada um com dez salas e 250 alunos.

Em 1998, de janeiro a junho, a UnG atuou com 750 alunos nos municípios de Branquinha, Flexeiras e Novo Lino. De julho a dezembro, adotou Murici, também em Alagoas, com 20 salas e 500 alunos. Em 1999 e 2000, a UnG foi responsável pela alfabetização de 1.250 alunos em cada ano. No 1º semestre de 2001, a Universidade adotou dez salas em Conceição da Barra, no Espírito Santo, e dez salas em Ipameri, Goiás. Eram mais de 500 alunos. Em 2002, a UnG adotou, no Maranhão, dois municípios - Icatu, com 15 salas, e Santo Amaro do Maranhão, com dez salas. No Rio Grande do Norte, adotou os municípios de São José do Mipibú e Caiçara do Rio do Vento, com dez salas cada um. Em Guarulhos, a UnG atua com 15 salas, das quais quatro estão localizadas no presídio Adriano Marrey. As salas nos grandes centros possuem 30 alunos por classe, que assistem aulas ministradas por alunos dos cursos de Pedagogia, Letras e Direito. A UnG está inscrita para iniciar no próximo mês de janeiro a Alfabetização Internacional, devendo prestar solidariedade em Cabo Verde e Angola, na África.

Até julho de 2002, a Universidade Guarulhos atendeu, durante seus cinco anos como parceira do Programa Alfabetização Solidária, 14.675 alunos.

 
 
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